Mostrando postagens com marcador Conhecimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Conhecimento. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Chakras


A palavra “chakra” vem do Sânscrito e significa “roda de luz”, "roda da lei", "roda da vida" ou "morte".Chakras são pontos de energia de diferentes vibrações, representando diferentes aspectos do corpo, da alma e do espírito. Simbolizam a lei da natureza, estando em constante movimento. Eles estão localizados ao longo da coluna vertebral do corpo humano.

Alguns clarividentes conseguem enxergar cada um desses pontos, com sua forma e cor específica. Através da Radiestesia e outras formas de tratamentos alternativos, pôde-se constatar que a maioria das doenças são decorrentes do desequilíbrio dos chakras ou da entrada de energia negativa nesses pontos vitais.

Os chakras harmonizados nada mais são do que o equilíbrio entre as polaridades Yin (feminino, frio e úmido) e Yang (masculino, quente e seco). O esquema dos sete chakras é o mais usado nas terapias alternativas. Entretanto, existem inúmeros outros chakras menores, atuando num esquema dinâmico de intercâmbio energético.

Sua função é de receber e transmitir energia para as áreas afetadas do corpo físico, trazendo o equilíbrio. Trabalhando com os chakras, é possível unir todos os aspectos de nossas vidas, incluindo os aspectos físicos, materias, espirituais, sexuais e etc.

Os chakras são centros de conjunção de energias que circulam ao longo de uma espécie de "sistema nervoso subtil" que se chama Nadis. É por eles que circula a energia vital: PRANA

Os chakras criam-se no ponto de intersecção dos Nadis. É nestes centros de força que se encontram o plano terrestre e o plano cósmico. Apresentam-se sob a forma de um cone (funil) e a raiz dos sete chakras principais está conectada ao canal central (o canal Sushumna), com uma parte nas costas, que recebe a energia, e a parte da frente, que a emite. Quando se trata um chakra desperta-se a Kundalini.

É através destes centros de energia que os seres humanos recebem e transmitem. Os chakras alimentam o corpo físico e todos os corpos subtis, alimentam-se de tudo o que, no universo, é energia.

Todos os nossos estados de consciência são condicionados pelo estado energético dos nossos chakras.

No corpo físico, encontra-se sete chakras principais, sendo três mestres e quatro maiores. Sabemos que existe trezentos chakras menores espalhados pelo corpo físico. Também há muitos chakras que se encontram fora do corpo. Quando todos os chakras estão abertos e balanceados, a energia nos permite comunicar com os espíritos do Universo.

Os chakras são divididos da seguinte maneira:

- - Os três chakras localizados na cabeça e na região da garganta, são governados pela razão.

- - Os chakras que estão localizados na frente do corpo, são governados pela emoção.

- - Os chakras que estão localizados na parte de trás do corpo, são governados pelo desejo.

Cada chakra está associado com uma das sete cores do arco-íris.

 sete cores do arco-íris.

Sete Chakras

Fonte: http://www.misteriosantigos.com

Simbologia Maçônica

Estrela de cinco pontas: sendo a Estrela do Oriente ou a Estrela Iniciação, é a que simbolizou o nascimento de JESUS:. É o símbolo do Homem Perfeito, da Humanidade plena entre Pai e Filho; o homem em seus cinco aspectos: físico, emocional, mental, intuitivo e espiritual:. Totalmente realizado e uno com o Grande Arquiteto do Universo:. É o homem de braços abertos, mas sem virilidade, porque dominou as paixões e emoções:. As Estrelas representam as lágrimas da beleza da Criação:. Olhemos para cima, para o céu e encontraremos a nossa estrela guia:. Na Maçonaria e nos seus Templos, a abóbada celeste está adornada de estrelas:. A Estrela é o emblema do gênio Flamejante que levam às grandes coisas com a sua influência:. É o emblema da paz, do bom acolhimento e da amizade fraternal:.

Acácia: a planta símbolo por excelência da Maçonaria; representa a segurança, a clareza, e também a inocência ou pureza:. A Acácia foi tida na antiguidade, entre os hebreus, como árvore sagrada e daí sua conservação como símbolo maçônico:. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas:. A Acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura:.

Avental: símbolo do trabalho maçónico; branco, e de pele, para os Aprendizes e Companheiros; branco orlado de vermelho, para os Mestres:.

Colunas: símbolos dos limites do mundo criado, da vida e da morte, do elemento masculino e do elemento feminino, do activo e do passivo:.

Compasso: símbolo do espírito, do pensamento nas diversas formas de raciocínio, e também do relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto). Os círculos traçados com o compasso representam as lojas:.

O Nº 9: é o princípio da Luz Divina, Criadora, que ilumina todo pensamento, todo desejo e toda obra, exprime externamente a Obra de Deus que mora em cada homem, para descansar depois de concluir sua Obra:. O homem novenário que pelo triplo do ternário, é a união do absoluto com o relativo, do abstrato com o concreto:. O número nove, no simbolismo maçônico, desempenha um papel variado e importante com significados aplicados na sua forma ritualística:. O número 9, é o número dos Iniciados e dos Profetas:.

Delta: triângulo luminoso, símbolo da força expandindo-se; distingue o Rito Escocês:.

[topo]

Esquadro: resulta da união da linha vertical com a linha horizontal, é o símbolo da rectidão e também da acção do Homem sobre a matéria e da acção do Homem sobre si mesmo:. Significa que devemos regular a nossa conduta e as nossas ações pela linha e pela régua maçônica, pelo temor de Deus, a quem temos de prestar contas das nossas ações, palavras e pensamentos:. Emite a idéia inflexível da imparcialidade e precisão de carácter:. Simboliza a moralidade:.

Malhete: pequeno martelo, emblema da vontade activa, do trabalho e da força material; instrumento de direcção, poder e autoridade:.

Pavimento em Mosaico: chão em xadrez de quadrados pretos e brancos, com que devem ser revestidos os templos; símbolo da diversidade do globo e das raças, unidas pela Maçonaria; símbolo também da oposição dos contrários, bem e mal, espirito e corpo, luz e trevas:.

Pedra Bruta: símbolo das imperfeições do espírito que o maçon deve procurar corrigir; e também, da liberdade total do Aprendiz e do maçon em geral:.

A Letra G: é a sétima letra do nosso alfabeto e que sabiamente, os Maçons apresentam grandes questionamentos, e que através de estudos, apresentamos um resumo dos diversos significados: Gravitação - É a força primordial que rege o movimento e o equilíbrio da matéria; Geometria ou a Quinta Ciência - É fundamento da ciência positiva, simboloizando a ciência dos cálculos, aplicada à extensão, à divisão de terras, de onde surge a noção da parte que nelas a nós compete, na grande partilha da humanidade e dos direitos da terra cultivada; Geração - É a vida perpetuando a série dos seres. Força Criadora que se acha no centro de todo ser e de todas as coisas; Gênio - É a inteligência humana a brilhar com seu mais vivo fulgor; Gnose - É o mais amplo conhecimento moral, o impulso que leva o homem a aprender sempre mais e que é o principal fator do progresso; Glória - a Deus; Grandeza - O homem, a maior e mais perfeita Obra da Criação; Gomel - Uma palavra hebráica, entende-se os deveres do homem para com Deus e os seus semelhantes:. Concluiremos, sintetizando que, a letra G é, realmente, o grande segredo maçônico, segredo tão secreto e misterioso, que nem mesmo os mais cultos e sábios Maçons conseguem decifrá-lo:.

Templo: símbolo da construção maçónica por excelência, da paz profunda para que tendem todos os maçons:.

Três Pontos; triângulo: símbolo com várias interpretações, aliás conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento, vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade:.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

História de Toth ou Tot


Nome de TotExcelso lótus de névoas diamantinas, irresistivelmente perfumado pelo mais místico delirar da poesia, que um ósculo da Via Láctea, lascivamente eivado de feitiçaria pagã, semeara nos lábios constelados do Infinito, a Lua saciava a sede de Tot com o orvalho de magia cósmica que as pétalas de seu corpo astral rociava, docemente. Seu refulgente olhar de feitiços de prata, supremo vidente dos enigmáticos oráculos do Universo, convidava-o a colher o fruto de imortalidade que abençoava o seu paraíso de luz imaculada, etereamente recamado de nascentes de sapiência ancestral, que se ofereciam, na magnificência de seu esplendor secular, a todos aqueles que se proponham a errar pela noite da vida, guiados pela estrela peregrina do conhecimento, eterna pedra filosofal, esculpida por Tot no apogeu da Criação, que convertia as trevas plúmbeas da ignorância, qual abismo onde somente o caos se manifestava, na luz transcendental, inebriante brisa de ouro, que acariciava o nascimento do jardim da humanidade, a fim de nele depositar a semente da sabedoria divina. Com efeito, Tot era proclamado, pelos fervorosos teólogos de Hermopólis, eterno imo do seu culto, como o lídimo Ourives da Criação, que, qual demiurgo universal incarnara uma íbis, a fim de chocar o ovo do mundo, tingindo de seguida na tela do universo vítreo, a excelso pintura da vida, numa obra de arte ímpar apenas concebida pela magnificência do som de sua voz. 

Esta cosmogonia esculpe no ouro da sua identidade a personificação da inteligência divina, imprescindível naquele que não era senão uma deidade criadora e auto- criada, indigitando-o assim líder da Ogdóade de Hermopólis, um grupo de oito deuses, mais exactamente de quatro casais, sendo os homens facilmente reconhecidos através das suas cabeças de rã, em contraste com as suas esposas que ostentavam cabeças de serpente. Este grupo divino incarnava os pilares que haviam sustido a fundação do Universo: o casal original, isto é, aquele que Nun, personificação do oceano primordial, e Nunet, espaço celeste suspenso sob o abismo, constituíam; o casal Hehu e Hehet, ou seja, os espaços imensuráveis e impossíveis de destinguir subjacentes ao caos; o casal Keku e Keket, fruto das trevas e obscuridade; e por fim Ámon e Amaunet, símbolos do desconhecido, ou seja, dos enigmas que haviam nimbado o caos. A cidade edificada em honra destes oito deuses, actualmente denominada de El- Achmunein, era conhecida primitivamente por Khemenu, ou, na realidade, “A cidade dos oito deuses”. Todavia, a identificação vinculada entre Tot e Hermes, permitiu aos gregos apelidarem-na de Hermopólis, epíteto que se difundiu e estabeleceu através do tempo e das civilizações. Não obstante a noite pejada de obscuridade que vela o seu nascimento (determinadas fontes afirmam que Tot nasceu do crânio de Set, enquanto outras proclamam que o deus- íbis floresceu do coração do criador num momento de melancolia), indubitável é a sublimidade da chama de sabedoria divina, ateada pela suas invejáveis sagacidade e perícia, que dança na alma do arguto deus- íbis. Como soberano do fecundo reino do conhecimento, Tot sentiu ser vital a difusão dos insignes tesouros que este em sua imensidão guardava, pelo que abraçou a resolução de inventar um instrumento apto a garantir a transmissão perpétua das ciências por ele cultivadas: a escrita. Qual primeiro raio de luz bailando nos jardins dos céus, a escrita fende o luto da noite, a fim de passear pelas fragrantes rosas dos hieróglifos, de brincar na árvore da comunicação, que o Verbo e a Palavra, doce frutos dos deuses, coroavam num halo de fastígio. 

A poesia, primeira manhã do mundo das almas, é cálice de Sol vertido pela taça de sua sapiência. Os livros, alimento do intelecto, seu testemunho. Em harmonia com esta ideologia, os Egípcios aludiam aos seus hieróglifos como medu- netjer, ou seja, “palavras do deus”, numa flagrante oblação ao deus- íbis. Enquanto fautor da escrita, perpétua arauta do pensamento, Tot conquistou o epíteto de neb medu- netjer, em português “O Soberano das Palavras Mágicas”. Ao integrar a elite do panteão egípcio, Tot converte-se em depositário das confidências do excelso soberano dos deuses, equivalente ao faraó na terra, garantindo assim a denominação de “Ré disse; Tot escreveu”. Não constitui, deste modo, qualquer surpresa constatar que, num ápice, Tot alcançou a preeminente posição de guardião dos arquivos divinos, emissário e escriba dos deuses. No seio da comunidade celestial, é o deus- íbis quem abraça a incumbência de permitir que a praia de luz, formada pelos cristais de luz das etéreas almas dos deuses egípcios, seja docemente banhada pelo mar da harmonia cósmica. Por conseguinte, era ele que, através da análise das inúmeras regras ditadas pelo criador na fundação do Universo, procura solucionar todas as querelas e desaires semeados na sociedade dos céus. Desta forma, buscando a aplicação das leis estabelecidas aquando da excelsa matriz da vida, os deuses reuniam-se em assembleias, marcando o início de morosos julgamentos que, com frequência, se prolongavam durante alguns anos. Escutadas e interpretadas todas as vozes envolvidas nos debates e recontros, Tot evoca a sua sapiência e sela o julgamento com uma decisão apta a implantar a paz, onde outrora o caos reinara. Resolução alguma deverá sem perpetrada sem o consentimento do escriba divino.

Tot e SétiA polivalência intelectual de Tot faculta-lhe a prerrogativa de invadir e conquistar todo o reino das ciências, pelo que ele é igualmente o deus das matemáticas, o calculador primordial e imbatível. Dominando a criatividade e a razão, o deus- íbis ousou estipular sozinho os limites dos nomos e as fronteiras das terras, concebendo assim “o ordenamento do País Duplo (Egipto) e a organização das províncias; e não hesitou em erguer todos os santuários dos deuses, dado possuir o monopólio do traçado e das plantas. Além de oferecer-lhe o título de “Arquitecto Divino”, esta liberdade tornou-o também patrono dos escribas, dos médicos, dos mágicos e dos arquitectos. Vestido pelo sumptuoso cetim de prata que o luar tece na magia do Infinito, Tot preside igualmente ao festim de feitiços e sonhos, oferecido pela noite no seu excelso palácio de abismos constelados. Incarnação da Lua, eterna maga de fantasias pagãs, Tot fendia a mortalha de trevas e pez que sufocava a essência da noite com a luz imaculada de sua adaga de feitiçaria divina. No cosmos do tempo, a intemporal estrela de um mito imortaliza com seu fulgir ofuscante o incidente que inspirou ao deus- íbis a poesia da Lua. Segundo este, Ré, cujo coração exânime, dilacerado pelos infindáveis conflitos da humanidade, naufragava nos mares da exaustão do sentir e do querer, cede à tentação de abdicar parcialmente da sua existência na terra, em prole de uma vida serena nas alturas celestes. O seu auto- exílio lança o tempo no abismo do caos, visto que doravante o astro- rei somente abençoaria a os seus súbditos terrenos durante o dia, abandonando-os, por conseguinte, às trevas e ao caos, no decorrer da sua viagem pelo mundo subterrâneo. Receando pela sorte da alma humana, Ré evoca então Tot, a fim de o indigitar seu substituto. O poderoso regente dos céus proclamou então: “ Farei com que rodeies os dois céus com tua beleza e claridade. E assim nascerá a Lua”. O seu passeio compassado pelos vales dos céus privilegiou-o com outro dos céus díspares epítetos: “Touro entre as estrelas”. Esta vertente de substituto do Sol durante a noite justificou igualmente que, durante a Época Baixa, o apelidassem de “Áton de prata”. 

Tornado Senhor do Tempo e das Estrelas, Tot ou “Governante dos anos” sonhara igualmente o calendário, permitindo uma distinção entre os dias, os meses, as estações e os anos. De facto, o deus íbis cometeu a audácia de reinventar o conceito de tempo, a fim de prestar auxílio à deusa Nut, incarnação do céu, que, seu o consentimento de Ré se havia unido a Geb, personificação da terra, em lustrais núpcias divinas, fomentando assim a ira do regente supremo dos deuses, que, irado, coagiu Chu a apartar os dois amantes clandestinos, num ímpio desaire: Nut, grávida de cinco meses, jamais poderia dar à luz no espaço de tempo compreendido pelo calendário oficial. Por conseguinte, Tot, saboreando o néctar de criatividade que resvalava do fruto de sua extasiante inteligência, propôs-se a jogar aos dados com a lua, na ânsia de obter cinco dias suplementares, isto é, a septuagésima segunda parte da sua luz, que acolhessem o nascimento dos cinco filhos de Nut (Osíris, Set, Ísis, Néftis, e Horús, o Antigo). Outra flor de míticos encantamentos, vogando sem rumo na corrente do translúcido Nilo da mitologia egípcia, insinua-se em nossos sentidos, através do seu perfume de quimeras ancestrais, convidando-nos a presenciar um dos mais ferozes recontros que opôs Hórus a seu tio Set e que culminou com o dilacerar do olho esquerdo do deus falcão (personificação da Lua, em contraste com o olho direito que simbolizava o Sol). Prontamente, Tot ofereceu-lhe os seus préstimos, restaurando a visão a Hórus, ao substituir o olho dilacerado pelo amuleto uadjet, o que restituiu a harmonia ao cosmos e a magia ao deus- falcão. 

Coroado pela sua beatífica sabedoria regente do generoso éden do conhecimento, Tot esculpira o seu trono na prata da Lua e o seu ceptro na jóia rara da magia suprema. Efectivamente, encontramos em Hermopólis, sua morada eterna, um tempo luxuriante, cujas criptas acolhiam papiros místicos, redigidos por aquele que constituíra o primeiro dos mágicos, venerado e imitado por todos os seus devotos discípulos. Estes, na ânsia de desbravarem a floresta proibida do conhecimento, em cujo coração pulsava a essência da magia, elevavam preces a Ré, crentes de que este conduziria Tot até eles: “Ó velho que rejuvenesceu no seu tempo, velho que se tornou criança, possas tu fazer com que Tot venha até mim, respondendo ao meu chamado”. A mitologia egípcia atribui-lhe a autoria das díspares fórmulas mágicas e textos simbólicos que o morto, ou melhor, o maé- kheru (justificado) ou maet- kheru (justificada) pronunciavam ao franquear as portas do Além e, mais exactamente, no decorrer do julgamento celestial, presidido por Osíris. Suspiros do passado confiam-nos que Tot legou também à eternidade um livro de magia e quarenta e dois volumes, que testemunhavam, sustinham e renovavam toda a magia do cosmos. Por conseguinte, prestar culto ao deus- íbis revelava-se incontornável e, na realidade, capital, para qualquer sábio. De facto, todos os escribas que ornavam de sabedoria a alma do Egipto, desde os mais humildes aprendizes, ou em egípcio, sebati, ao mais proeminente mestre (sebá) ritualizavam a sua devoção, derramando algumas gotas de tinta numa notória oblação a Tot. 

Por último, Tot tece, juntamente com inúmeras outras deidades, o destino dos inumados no Além, exercendo a função de escriba divino e arauto dos deuses fúnebres. Desta forma, é ele quem introduz o defunto no recinto celestial onde será julgado, para, após a pesagem do coração deste, registar, nas tabuinhas sagradas, o veredicto proferido por Maet. Os sonhos de amor que a existência semeava no coração de Tot eram cultivados e ditados pela noite da geografia e pelas veleidades e metamorfoses da alma humana, pois em Hermopólis, o deus- íbis era proclamado esposo da sagaz Sechat, deusa dos anais e da história, que lhe ofereceu um filho de nome Hornub, enquanto que em Heliópolis Nehemetauai, isto é, “aquela que erradica o mal” era tomada por sua mulher, concebendo com ele Hornefer. Alguns devaneios da mitologia revelam que Tot desposou igualmente Maet, a etérea filha de Ré, versão suplantada por aquela que consignava a união de Tot e Tefnut, resultante da fuga do Olho de Ré para a Núbia, sob a forma da graciosa deusa. Incumbido de a restituir ao seu legítimo proprietário, o deus– íbis não terá resistido aos seus encantos, desposando-a no seu retorno ao Egipto. Porém, enquanto entidade intelectualmente superior, abençoada pela consciência da incomensurabilidade da sua sagacidade, Tot bebe da fonte da pretensão, tornando-se terrivelmente enfadonho, displicente e com uma hedionda propensão a exibir a sua inteligência através de uma retórica prolixa, escrava de uma abominável e excessiva facúndia, tal como sugere um determinado episódio do mito osírico: Na ânsia de escapar à pravidade do deus Seth, Ísis, sustendo nos braços seu filho Hórus, toma os pântanos de Chemnis, como seu refúgio de eleição. Coagida pela escassez de alimentos, a deusa abandona todas as manhãs o seu filho, a fim de assegurar a subsistência de ambos. Contudo, uma noite, ao retornar de mais uma extenuante peregrinação em busca de géneros alimentares, Ísis deparou-se com Hórus inconsciente e, desesperada, evocou Rá, que, por seu turno, não hesitou em solicitar a Tot que restituísse a saúde à criança. Após examinar cuidadosamente o enfermo, o eloquente deus- íbis lançou-se em abstractas cogitações, extravasadas sob a forma de praguejos pontuais e monólogos facundos e muito pouco apropriados. Exasperada com a sua inércia, Ísis arrebata Tot aos seus devaneios, admoestando-o severamente por “sábio ser o seu coração, mas terrivelmente demoradas as suas resoluções”.

 

Detalhes e vocabulário egípcio:
 Tot era designado, em egípcio, por Djehuti, numa hipotética alusão a Djehut, a décima quinta província do Baixo Egipto, cuja denominação evocava o íbis, um dos seus animais sagrados. 
 Tal como já referido, o insigne mestre do Verbo era representado como um homem com cabeça de íbis, ornada pelo disco da Lua ou por uma coroa atef com o disco, uraeus e chifres. Em suas mãos, Tot sustém um cálamo e uma paleta de escriba. É sob esta forma que o deus- íbis regista os nomes dos faraós nas folhas da divina árvore persea, aquando da sua ascensão ao imponente trono do Egipto. Todavia, Tot surge-nos igualmente enquanto íbis ou, eventualmente, sob a forma de um babuíno. 
 Emissária das leis cósmicas, a magia, ciência divina personificada por Tot, é soberana do universo egípcio, instituindo um reinado de coesão espiritual que encontra na “mulher sábia” uma das suas maiores depositárias,. Tal como nos sugerem os arquivos de Set Maet, “Lugar de Verdade”, povoação alguma, independentemente do seu tamanho, se privava da protecção destas grandes magas. Habilitada a instaurar a harmonia onde o caos reinava, a exonerar as forças malignas e a preconizar o futuro, esta vidente surge-nos com frequência ajoelhada defronte de Tot, que sem hesitar a convidava a franquear a sua morada de sabedoria. 
 Sechat- Deusa da escrita e da medição, usualmente retractada como uma mulher envergando um vestido de pele de pantera. Em sua cabeça, insinuava-se um toucado com uma estrela de sete pontas e um arco. Juntamente com Tot, a sua versão masculina, inscrevia o nome dos faraós indigitados na sagrada árvore persea. A II Dinastia concedeu-lhe o privilégio de assistir o regente terreno no ritual de fundação de “esticar a corda”. A partir do Médio Império, a sua efígie é uma constante nos cenas dos templos dedicadas às campanhas militares, sendo representada a registar o número de cativos e despojos de guerra conquistados pelo Egipto. O Império Novo associou-a também ao festival jubilar Seb. A deusa Sechat consagrou-se igualmente regente da Casa da Vida, onde se compunham os rituais vitais para a conservação da harmonia cósmica e onde os faraós eram iniciados nos enigmas da sua função. Patrona das bibliotecas e protectora dos textos fundamentais, Sechat regista a oratória da vida com seu pincel divino, ditando nos contornos de suas palavras o destino dos faraós, tal como é demonstrado no templo de Séti I em Abidos: “A minha mão escreve o seu longo tempo de vida, a saber: do que sai da boca da Luz Divina (Ré), o meu pincel traça a eternidade; a minha tinta, o tempo; o meu tinteiro, as inúmeras festas de regeneração.” 
 

Verónica Freitas

A Lenda de Hórus





Hórus, mítico soberano do Egipto, desdobra as suas divinas asas de falcão sob a cabeça dos faraós, não somente meros protegidos, mas, na realidade, a própria incarnação do deus do céu. Pois não era ele o deus protector da monarquia faraónica, do Egipto unido sob um só faraó, regente do Alto e do Baixo Egipto? Com efeito, desde o florescer da época história, que o faraó proclamava que neste deus refulgia o seu ka (poder vital), na ânsia de legitimar a sua soberania, não sendo pois inusitado que, a cerca de 3000 a. C., o primeiro dos cinco nomes da titularia real fosse exactamente “o nome de Hórus”. No panteão egípcio, diversas são as deidades que se manifestam sob a forma de um falcão. Hórus, detentor de uma personalidade complexa e intrincada, surge como a mais célebre de todas elas. Mas quem era este deus, em cujas asas se reinventava o poder criador dos faraós? Antes de mais, Hórus representa um deus celeste, regente dos céus e dos astros neles semeados, cuja identidade é produto de uma longa evolução, no decorrer da qual Hórus assimila as personalidades de múltiplas divindades. 

Originalmente, Hórus era um deus local de Sam- Behet (Tell el- Balahun) no Delta, Baixo Egipto. O seu nome, Hor, pode traduzir-se como “O Elevado”, “O Afastado”, ou “O Longínquo”. Todavia, o decorrer dos anos facultou a extensão do seu culto, pelo que num ápice o deus tornou-se patrono de diversas províncias do Alto e do Baixo Egipto, acabando mesmo por usurpar a identidade e o poder das deidades locais, como, por exemplo, Sopedu (em zonas orientais do Delta) e Khentekthai (no Delta Central). Finalmente, integra a cosmogonia de Heliópolis enquanto filho de Ísis e Osíris, englobando díspares divindades cuja ligação remonta a este parentesco. O Hórus do mito osírico surge como um homem com cabeça de falcão que, à semelhança de seu pai, ostenta a coroa do Alto e do Baixo Egipto. É igualmente como membro desta tríade que Hórus saboreia o expoente máximo da sua popularidade, sendo venerado em todos os locais onde se prestava culto aos seus pais. A Lenda de Osíris revela-nos que, após a celestial concepção de Hórus, benção da magia que facultou a Ísis o apanágio de fundir-se a seu marido defunto em núpcias divinas, a deusa, receando represálias por parte de Seth, evoca a protecção de Ré- Atum, na esperança de salvaguardar a vida que florescia dentro de si. 

Receptivo às preces de Ísis, o deus solar velou por ela até ao tão esperado nascimento. Quando este sucedeu, a voz de Hórus inebriou então os céus: “ Eu sou Hórus, o grande falcão. O meu lugar está longe do de Seth, inimigo de meu pai Osíris. Atingi os caminhos da eternidade e da luz. Levanto voo graças ao meu impulso. Nenhum deus pode realizar aquilo que eu realizei. Em breve partirei em guerra contra o inimigo de meu pai Osíris, calcá-lo-ei sob as minhas sandálias com o nome de Furioso... Porque eu sou Hórus, cujo lugar está longe dos deuses e dos homens. Sou Hórus, o filho de Ísis.” Temendo que Seth abraçasse a resolução de atentar contra a vida de seu filho recém- nascido, Ísis refugiou-se então na ilha flutuante de Khemis, nos pântanos perto de Buto, circunstância que concedeu a Hórus o epíteto de Hor- heri- uadj, ou seja, “Hórus que está sobre a sua planta de papiro”. Embora a natureza inóspita desta região lhe oferecesse a tão desejada segurança, visto que Seth jamais se aventuraria por uma região tão desértica, a mesma comprometia, concomitantemente, a sua subsistência, dada a flagrante escassez de alimentos característica daquele local. Para assegurar a sua sobrevivência e a de seu filho, Ísis vê-se obrigada a mendigar, pelo que, todas as madrugadas, oculta Hórus entre os papiros e erra pelos campos, disfarçada de mendiga, na ânsia de obter o tão necessário alimento. Uma noite, ao regressar para junto de Hórus, depara-se com um quadro verdadeiramente aterrador: o seu filho jazia, inanimado, no local onde ela o abandonara. Desesperada, Ísis procura restituir-lhe o sopro da vida, porém a criança encontrava-se demasiadamente débil para alimentar-se com o leite materno. Sem hesitar, a deusa suplica o auxílio dos aldeões, que todavia se relevam impotentes para a socorrer.

OLHO DE HÓRUSQuando o sofrimento já quase a fazia transpor o limiar da loucura, Ísis vislumbrou diante de si uma mulher popular pelos seus dons de magia, que prontamente examinou o seu filho, proclamando Seth alheio ao mal que o atormentava. Na realidade, Hórus ( ou Harpócrates, Horpakhered- “Hórus menino/ criança”) havia sido simplesmente vítima da picada de um escorpião ou de uma serpente. Angustiada, Ísis verificou então a veracidade das suas palavras, decidindo-se, de imediato, e evocar as deusas Néftis e Selkis (a deusa- escorpião), que prontamente ocorreram ao local da tragédia, aconselhando-a a rogar a Ré que suspendesse o seu percurso usual até que Hórus convalescesse integralmente. Compadecido com as suplicas de uma mãe, o deus solar ordenou assim a Toth que salvasse a criança. Quando finalmente se viu diante de Hórus e Ísis, Toth declarou então: “ Nada temas, Ísis! Venho até ti, armado do sopro vital que curará a criança. Coragem, Hórus! Aquele que habita o disco solar protege-te e a protecção de que gozas é eterna. Veneno, ordeno-te que saias! Ré, o deus supremo, far-te-á desaparecer. A sua barca deteve-se e só prosseguirá o seu curso quando o doente estiver curado. Os poços secarão, as colheitas morrerão, os homens ficarão privados de pão enquanto Hórus não tiver recuperado as suas forças para ventura da sua mãe Ísis. Coragem, Hórus. O veneno está morto, ei- lo vencido.”

Após haver banido, com a sua magia divina, o letal veneno que estava prestes a oferecer Hórus à morte, o excelso feiticeiro solicitou então aos habitantes de Khemis que velassem pela criança, sempre que a sua mãe tivesse necessidade de se ausentar. Muitos outros sortilégios se abateram sobre Hórus no decorrer da sua infância (males intestinais, febres inexplicáveis, mutilações), apenas para serem vencidos logo de seguida pelo poder da magia detida pelas HÓRUSsublimes deidades do panteão egípcio. No limiar da maturidade, Hórus, protegido até então por sua mãe, Ísis, tomou a resolução de vingar o assassinato de seu pai, reivindicando o seu legítimo direito ao trono do Egipto, usurpado por Seth. Ao convocar o tribunal dos deuses, presidido por Rá, Hórus afirmou o seu desejo de que seu tio deixasse, definitivamente, a regência do país, encontrando, ao ultimar os seus argumentos, o apoio de Toth, deus da sabedoria, e de Shu, deus do ar. Todavia, Ra contestou-os, veementemente, alegando que a força devastadora de Seth, talvez lhe concedesse melhores aptidões para reinar, uma vez que somente ele fora capaz de dominar o caos, sob a forma da serpente Apópis, que invadia, durante a noite, a barca do deus- sol, com o fito de extinguir, para toda a eternidade, a luz do dia. Ultimada uma querela verbal, que cada vez mais os apartava de um consenso, iniciou-se então uma prolixa e feroz disputa pelo poder, que opôs em confrontos selváticos, Hórus a seu tio. Após um infrutífero rol de encontros quase soçobrados na barbárie, Seth sugeriu que ele próprio e o seu adversário tomassem a forma de hipopótamos, com o fito de verificar qual dos dois resistiria mais tempo, mantendo-se submergidos dentro de água. 

Escoado algum tempo, Ísis foi incapaz de refrear a sua apreensão e criou um arpão, que lançou no local, onde ambos haviam desaparecido. Porém, ao golpear Seth, este apelou aos laços de fraternidade que os uniam, coagindo Ísis a sará-lo, logo em seguida. A sua intervenção enfureceu Hórus, que emergiu das águas, a fim de decapitar a sua mãe e, acto contíguo, levá-la consigo para as montanhas do deserto. Ao tomar conhecimento de tão hediondo acto, Rá, irado, vociferou que Hórus deveria ser encontrado e punido severamente. Prontamente, Seth voluntariou-se para capturá-lo. As suas buscas foram rapidamente coroadas de êxito, uma vez que este nem ápice se deparou com Hórus, que jazia, adormecido, junto a um oásis. Dominado pelo seu temperamento cruel, Seth arrancou ambos os olhos de Hórus, para enterrá-los algures, desconhecendo que estes floresceriam em botões de lótus. Após tão ignóbil crime, Seth reuniu-se a Rá, declarando não ter sido bem sucedido na sua procura, pelo que Hórus foi então considerado morto. Porém, a deusa Hátor encontrou o jovem deus, sarando-lhe, miraculosamente, os olhos, ao friccioná-los com o leite de uma gazela. Outra versão, pinta-nos um novo quatro, em que Seth furta apenas o olho esquerdo de Hórus, representante da lua. Contudo, nessa narrativa o deus-falcão, possuidor, em seus olhos, do Sol e da lua, é igualmente curado.

Em ambas as histórias, o Olho de Hórus, sempre representado no singular, torna-se mais poderoso, no limiar da perfeição, devido ao processo curativo, ao qual foi sujeito. Por esta razão, o Olho de Hórus ou Olho de Wadjet surge na mitologia egípcia como um símbolo da vitória do bem contra o mal, que tomou a forma de um amuleto protector. A crença egípcia refere igualmente que, em memória desta disputa feroz, a lua surge, constantemente, fragmentada, tal como se encontrava, antes que Hórus fosse sarado. Determinadas versões desta lenda debruçam-se sobre outro episódio de tão desnorteante conflito, em que Seth conjura novamente contra a integridade física de Hórus, através de um aparentemente inocente convite para o visitar em sua morada. A narrativa revela que, culminado o jantar, Seth procura desonrar Hórus, que, embora precavido, é incapaz de impedir que um gota de esperma do seu rival tombe em suas mãos. Desesperado, o deus vai então ao encontro de sua mãe, a fim de suplicar-lhe que o socorra. Partilhando do horror que inundava Hórus, Ísis decepou as mãos do filho, para arremessá-las de seguida à água, onde graças à magia suprema da deus, elas desaparecem no lodo. Todavia, esta situação torna-se insustentável para Hórus, que toma então a resolução de recorrer ao auxílio do Senhor Universal, cuja extrema bonomia o leva a compreender o sofrimento do deus- falcão e, por conseguinte, a ordenar ao deus- crocodilo Sobek, que resgatasse as mãos perdidas. Embora tal diligência haja sido coroada de êxito, Hórus depara-se com mais um imprevisto: as suas mãos tinham sido abençoadas por uma curiosa autonomia, incarnando dois dos filhos do deus- falcão. 

Novamente evocado, Sobek é incumbido da taregfa de capturar as mãos que teimavam em desaparecer e levá-las até junto do Senhor Universal, que, para evitar o caos de mais uma querela, toma a resolução de duplicá-las. O primeiro par é oferecido à cidade de Nekhen, sob a forma de uma relíquia, enquanto que o segundo é restituído a Hórus. Este prolixo e verdadeiramente selvático conflito foi enfim solucionado quando Toth persuadiu Rá a dirigir uma encomiástica missiva a Osíris, entregando-lhe um incontestável e completo título de realeza, que o obrigou a deixar o seu reino e confrontar o seu assassino. Assim, os dois deuses soberanos evocaram os seus poderes rivais e lançaram-se numa disputa ardente pelo trono do Egipto. Após um recontro infrutífero, Ra propôs então que ambos revelassem aquilo que tinham para oferecer à terra, de forma a que os deuses pudessem avaliar as suas aptidões para governar. Sem hesitar, Osíris alimentou os deuses com trigo e cevada, enquanto que Seth limitou-se a executar uma demonstração de força. Quando conquistou o apoio de Ra, Osíris persuadiu então os restantes deuses dos poderes inerentes à sua posição, ao recordar que todos percorriam o horizonte ocidental, alcançando o seu reino, no culminar dos seus caminhos. Deste modo, os deuses admitiram que, com efeito, deveria ser Hórus a ocupar o trono do Egipto, como herdeiro do seu pai. Por conseguinte, e volvidos cerca de oito anos de altercações e recontros ferozes, foi concedida finalmente ao deus- falcão a tão cobiçada herança, o que lhe valeu o título de Hor-paneb-taui ou Horsamtaui/Horsomtus, ou seja, “Hórus, senhor das Duas Terras”.

Como compensação, Rá concedeu a Seth um lugar no céu, onde este poderia desfrutar da sua posição de deus das tempestades e trovões, que o permitia atormentar os demais. Este mito parece sintetizar e representar os antagonismos políticos vividos na era pré- dinástica, surgindo Hórus como deidade tutelar do Baixo Egipto e Seth, seu oponente, como protector do Alto Egipto, numa clara disputa pela supremacia política no território egípcio. Este recontro possui igualmente uma cerca analogia com o paradoxo suscitado pelo combate das trevas com a luz, do dia com a noite, em suma, de todas as entidades antagónicas que encarnam a típica luta do bem contra o mal. A mitologia referente a este deus difere consoante as regiões e períodos
de tempo. Porém, regra geral, Hórus surge como esposo de Háthor, deusa do amor, que lhe ofereceu dois filhos: Ihi, deus da música e Horsamtui, “Unificador das Duas Terras”. Todavia, e tal como referido anteriormente, Hórus foi imortalizado através de díspares representações, surgindo por vezes sob uma forma solar, enquanto filho de Atum- Ré ou Geb e Nut ou apresentado pela lenda osírica, como fruto dos amores entre Osíris e Ísis, abraçando assim diversas correntes mitológicas, que se fundem, renovam e completam em sua identidade. É dos muitos vectores em que o culto solar e o culto osírico, os mais relevantes do Antigo Egipto, se complementam num oásis de Sol, pátria de lendas de luz, em cujas águas d’ ouro voga toda a magia de uma das mais enigmáticas civilizações da Antiguidade. 

Detalhes e vocabulário egípcio:
 culto de Hórus centralizava-se na cidade de Edfu, onde particularmente no período ptolomaico saboreou uma estrondosa popularidade;
 culto do deus falcão dispersou-se em inúmeros sub- cultos, o que criou lendas controversas e inúmeras versões do popular deus, como a denominada Rá- Harakhty;
 as estelas (pedras com imagens) de Hórus consideravam-se curativas de mordeduras de serpentes e picadas de escorpião, comuns nestas regiões, dado representarem o deus na sua infância vencendo os crocodilos e os escorpiões e estrangulando as serpentes. Sorver a água que qualquer devotado lhe houvesse deixado sobre a cabeça, significava a obtenção da protecção que Ísis proporcionava ao filho. Nestas estelas surgia, frequentemente, o deus Bes, que deita a língua de fora aos maus espíritos. Os feitiços cobrem os lados externos das estelas. Encontramos nelas uma poderosa protecção, como salienta a famigerada Estela de Mettenich: “Sobe veneno, vem e cai por terra. Hórus fala-te, aniquila-te, esmaga-te; tu não te levantas, tu cais, tu és fraco, tu não és forte; tu és cego, tu não vês; a tua cabeça cai para baixo e não se levanta mais, pois eu sou Hórus, o grande Mágico.”. 
 out- embalsamadores
 vabet- lugar de purificação 
 

Verónica Freitas

Lorde Kuthumi - A GRADE UM A CINCO DO CANADÁ





 Johannesburg, África do Sul - 22 de Setembro de 2008

Esta informação não pode ser usada para lucro monetário, ser alterada, deletada ou aumentada, sob qualquer forma, sem permissão do autor e do editor. Todas as canalizações publicadas em www.thelightweaver.org, podem ser livremente compartilhadas, contanto que o autor e o editor sejam reconhecidos e que nenhuma informação seja alterada, deletada ou acrescentada sob qualquer outra forma.

Por favor, notem que a leitura desta informação terá um efeito sobre vocês. Vocês serão ligados energeticamente à Canalização e a um processo similar facilitado com vocês. Não é exatamente o mesmo que estar na presença do Mestre canalizador; entretanto, os efeitos são também poderosos.

Não se preocupem muito em relação às linhas do tempo dadas aos participantes na canalização. Vocês serão levados através de uma linha de tempo similar, de acordo com o seu Plano, Tempo e Propósito Divinos.

Eu sou Kuthumi e venho dos raios dos raios do Amor e da Sabedoria para saudar a cada um de vocês neste momento e lhes trazer as bênçãos da cura, do reconhecimento, da consciência e das intenções divinas. Saudações, amados.

E é com grande alegria e prazer em nossos corações que podemos nos reunir com cada um de vocês neste dia, enquanto os mantemos firmemente no coração de Cristo e seguramente nas mãos de Deus.

Amados, enquanto começamos as ativações das grades fluídicas, em um total de quarenta e quatro, ligadas à Niagara Falls e a Vitoria Falls e à energia de Golden Horse Shoe, nós trazemos muitas bênçãos, muita cura de apoio e os insights que auxiliarão cada um de vocês nesta grande jornada para o Coração.

Esta é a iniciação do iniciado onde vocês também se tornam um iniciador enquanto continuam a sua jornada como o iniciado. A razão pela qual nós nos referimos a vocês como iniciados e um iniciador, é porque vocês estão prosseguindo, vocês estão iluminando novos caminhos para que outros sigam; tem havido aqueles que viveram antes de vocês e fizeram o mesmo, agora é a sua vez de trazer para a luz o que for necessário pela consciência coletiva para que a união, e o amor, possam trazer isto que iluminará aqueles que estejam próximos a um novo despertar.

Considera-se atualmente que os Estados Unidos da América estejam mantendo a energia do ego inferior e o Canadá como todo, mantendo a energia do ego mais elevado. Esta energia está sendo infiltrada através de Zimbábue especificamente, porque é o que chamaremos de "poderoso porão da escuridão" neste momento e a "escuridão" a que nos referimos é também conhecida como ignorância. Muitos disseram que a ignorância é êxtase, entretanto, a ignorância é também muito perigosa. Ao manterem a humanidade ignorante estes que usam o poder para ganho pessoal têm abusado disto e assegurado que as pessoas que não estejam envolvidas em sua jornada permaneçam ignorantes ao que esteja a sua disposição aos níveis mais elevados. Agora é o momento para que as almas mais jovens recebam a sua oportunidade de emergir dos mundos da escuridão, em outras palavras, da ignorância, e reivindiquem muitos aspectos de sua própria divindade, de seu ego mais elevado e reivindiquem o poder que foi perdido. Enquanto esta revolta da consciência se infiltra através das grades coletivas da humanidade, vocês continuarão a testemunhar as mudanças vitais que ocorrem atualmente em seu mundo. Toda mudança é muito necessária e tudo o que resulta desta mudança é parte do processo e sob nenhuma circunstância isto deveria ser temido. Eu disse freqüentemente que é vital que vocês não adquiram o medo da grade da consciência coletiva e isto eu reafirmo.

A grade da consciência coletiva está contida em um pacote da energia do velho paradigma. Este pacote está no processo de ser desmantelado e já há muitas janelas através das quais as pessoas podem passar. Estes que estão começando a jornada e são novos a este modo particular de trabalhar, nós sugerimos que trabalhem com uma transmissão que trouxemos há alguns meses, que é chamado Rompendo a Matriz (21/10/2006). Para os que participaram, esta transmissão em particular continuará a beneficiá-los e nós os exortamos que retornem a este ensinamento e passem por este processo novamente.

Enquanto as pessoas se conectam através do Coração; que é a presença de uma manta de luz que incorpora a informação e a energia que se lhes presenteará sempre com o que vocês precisam, de modo que vocês possam romper qualquer matriz que ainda os mantenham ligados ao pacote da energia do paradigma passado. Cada transmissão que liberamos, cada ativação que é conduzida, cada nova energia ancorada e cada processo de cura realizado, os auxiliam a se moverem mais e mais próximos do objetivo da iluminação do eu em sua totalidade. Este período particular na história da Terra é fenomenal, presenteando o corpo coletivo com maravilhosas oportunidades que nunca antes foram presenteadas a tão grande corpo. As cinco primeiras grades que estão sendo ativadas através desta transmissão em particular são para o propósito de clarificar os cinco níveis da consciência menos elevada que foram cristalizadas dentro da grade coletiva e mantiveram os indivíduos separados da consciência de unidade e, portanto, do Coração. Uma das primeiras energias que precisamos tratar e que precisa ser clarificada como resultado destas grades é o hábito das pessoas à raiva. A raiva é difundida em todos os lugares e a energia que está por trás da raiva é a do medo, portanto, se é a raiva temerosa é usualmente a energia que é expressa, projetada e "repartida", assim falando. Vocês estiveram trabalhando interminavelmente com os seus medos e continuarão a tratar este problema com estas grades também. Nós trataremos também da culpa, do julgamento e da consciência de pobreza, portanto, as cinco grades se focalizarão na raiva, no medo, no julgamento, na culpa e na consciência da pobreza.

A culpa se manifesta quando se coloca um julgamento no eu, deixem-me, entretanto, esclarecer que eu não falo de ações que foram deliberadamente acionadas contra o outro, causando-lhes dano, dor, ferida e sofrimento. Eu falo da culpa que os vincula às situações temerosas em sua existência diária.

Quando o julgamento próprio é colocado no eu, cria um constrangimento inibitório e limitante em relação ao eu. É vital que vocês tratem a fonte de sua culpa e a olhem objetiva e praticamente, assim como honestamente e assegurem-se de que a sua culpa está verdadeiramente fundamentada na autenticidade – caso contrário a abandonem. Eu acredito que seja mais fácil dito do que feito, entretanto, estar consciente de sua culpa e o que a causa, coloca-os na posição consciente do eu onde vocês são capazes de transmutá-la. O julgamento contribui com a culpa – a culpa de outros e a culpa do eu – pois muito freqüentemente se perceberá que o que eles julgam é uma parte de seu eu que resulta em culpa (mesmo que esteja a um nível subconsciente). A outra coisa a ter em mente é que o que vocês julgam ou que vocês são ou que se tornarão: é importante que vocês considerem isto durante todo o tempo.

A consciência de pobreza como vocês sabem, não se limita às finanças; ela afeta cada área de sua vida, portanto, a sua tarefa é considerar o que é que vocês fazem, pensam, dizem ou não pensam ou dizem, que contribuam para o estímulo da consciência da pobreza. Vocês estão testemunhando muitas estruturas se desmoronando neste momento como resultado dos cinco elementos chave com os quais estamos tratando nestas grades.

A consciência de pobreza foi mantida para deixar as pessoas ignorantes. Vocês testemunharam a queda de uma importante companhia nos Estados Unidos da América como resultado de sua dívida e quando o ego achar que pode se agarrar a algo ou a controlar alguém, abusando do poder, então eles deverão certamente pensar novamente. As grades fluídicas estão em plena ação e fazendo o que elas foram criadas para fazer. A energia fluídica não tolera qualquer coisa contida dentro de uma estrutura fixa que não sirva ao bem maior do todo. Assim estejam conscientes de que estas grades fluirão através de sua vida nas cinco áreas das quais falamos nesta manhã e trarão o que precise se manifestar para assegurar que vocês coloquem em perspectiva isto com o que estão tratando.

Assim agora é o momento de vocês entrarem na quietude do seu ser onde criaremos estas cinco grades, tecendo-as no padrão do seu azul divino e dourado, imprimindo e ativando as novas estruturas fluídicas de luz que trarão a consciência e a capacitação às pessoas de seu mundo. Começar com isto não mudará a todos, entretanto, isto fluirá, a mudança acontecerá e já tem acontecido em muitas áreas – vocês sendo um componente primordial dentro desta mudança.

Assim tomem agora uma respiração profunda, relaxando o seu corpo, tranqüilizando a sua mente e se permitindo estar no momento presente. Vocês sabem que há raiva em seu corpo, em sua mente, em seu coração e no subconsciente. Vocês têm medos. Vocês estão em julgamento do eu e de outros. Sua culpa freqüentemente os motiva a agir de modos que não lhes servem necessariamente, e isto também lhes conduz a muitos níveis da consciência de pobreza. Não há nada errado a como vocês se sentem, mas vocês podem certamente mudar como vocês se sentem, e o resultado final é que vocês se sentirão muito melhor.

Imaginem-se agora presentes em um magnífico jardim sagrado. Dentro deste ambiente a natureza os estimula. As energias que emitem deste belo meio natural, criam uma mudança dentro do seu corpo e dentro dos seus corpos de energia; tudo isto apóia as transições que vocês estão agora preparados para vivenciar. Reservem um momento para absorverem estas energias, tomem uma respiração profunda, exalando completamente, relaxando...

Imaginem-se ouvindo os pássaros, talvez a água de um rio ou de uma cachoeira próxima. Imaginem os aromas das flores e simplesmente liberem os pensamentos, liberem quaisquer medos com que possam estar interagindo. Agora liberem a sua raiva, liberem a sua culpa, o seu julgamento e a sua consciência de pobreza.

Tornem-se conscientes da presença de St. Germain no jardim com vocês. Ele lhes aparecerá sob qualquer forma com a qual se sintam mais confortáveis. Ele envolve os seus braços ao redor de vocês, recebendo-os no espaço sagrado e lhes pede que se deitem na macia grama verde. Ele se senta próximo a vocês, pedindo-lhes que fechem os seus olhos e que permitam ao seu corpo relaxar e se tornar uno com a natureza a sua volta.

Imaginem os chakras atrás do seu corpo se abrindo e se conectando com a Mãe Terra e os chakras que se estendem à frente do seu corpo, se abrindo para receber a luz e o amor do Cosmos, e enquanto o Céu e a Terra os saúdam simultaneamente, a energia em seu corpo começa a vibrar em uma nova velocidade.

St. Germain manifesta agora as sete chamas violetas, cada uma sobre os seus chakras. Estas chamas violetas os apóiam e elas servem como uns mecanismos que os ajudam a reconhecer isto que os liguem aos cinco, vão chamá-los vícios, dos quais falamos.

St. Germain aumenta lentamente a energia dentro destas chamas violetas, e neste momento o Arcanjo Arielle aparece e então o Arcanjo Uriel, o Arcanjo Gabriel, o Arcanjo Metatron e o Arcanjo Zadkiel. Estes Arcanjos são responsáveis por ativar as cinco grades fluídicas dentro do seu corpo. Inspirem profundamente, exalando totalmente, enquanto cada Arcanjo faz uma conexão de coração com vocês.

Inspirem profundamente, exalando totalmente. Toda a natureza começa agora a tecer a sua energia junta, criando um maravilhoso manto de luz, que é colocado sobre o seu corpo inferior. Este manto de luz serve para criar um sistema de apoio sobre o qual vocês podem permanecer, apoiar o que vocês podem confiar e a usarem apropriadamente as suas habilidades como um alquimista e transmutarem os cinco vícios.

St. Germain manifesta agora as sete chamas douradas ao lado das chamas violetas. Enquanto estas duas chamas vibram uma ao lado da outra, vocês são transportados a uma câmara de cura dentro dos reinos internos deste jardim sagrado. Esta câmara de cura é feita de energias de ouro e ametista, as duas energias cristalinas que mantêm as cinco primeiras grades fluídicas. Estas duas chamas giram juntas como a hélice dupla do seu DNA e começam a ativação da nova consciência. A nova consciência banha através da sua consciência, preparando-os para a primeira jornada na unificação com o Coração de Deus Pai-Mãe, da Mãe Terra e cada reino de luz dentro e sobre o seu corpo.

Enquanto vocês estão sendo mantidos dentro desta câmara de cura, os cinco Arcanjos começam o seu trabalho em criar as grades fluídicas do seu chakra cardíaco. Estas grades estarão ancoradas especificamente dentro do chakra básico, do chakra do sacro, do chakra do plexo solar e do laríngeo, o quinto ponto retornará ao chakra cardíaco. Isto os ajudará a lidar com os cinco vícios. Alguns de vocês temem o fato de que poderiam não ser capazes de trabalhar na nova energia e mudar estes vícios - neste caso nós sugerimos que vocês usem a sua raiva para motivá-los a agir e a trazer paz ao seu ambiente, usem a raiva para fazer com que se movam. Se há palavras que precisem ser expressas, problemas que precisam ser tratados, deixem com que esta energia os motivem e não que os paralisem.

Observem os seus medos, os tratem de tal modo que vocês ganhem clareza em relação a sua autenticidade, em outras palavras, o seu medo foi instilado pelas projeções de outros? Vocês temem porque não sabem o que precisam fazer em seguida? Vocês temem o desconhecido? Vocês temem abandonar o passado? De magoar os indivíduos? Têm medo de ficar sozinhos? A lista é interminável.

Observem a sua culpa e a usem como um mecanismo para mudar sobre o que se sentem culpados e novamente investigue a fonte da culpa, de modo que possam estar plenamente cientes de que ela seja baseada em fato ou em ilusão.

Permitam que os seus julgamentos de outros os ajudem a observar a si mesmos. Se vocês não encontram o reflexo dentro de vocês, então perguntem por que vocês estão julgando um indivíduo - de onde vem esta programação? Ninguém pode julgar o outro, a menos que eles tenham percorrido uma jornada em seus sapatos, vocês não sabem o que está em seu coração, em sua mente ou em sua alma, vocês não sabem o que os aborrecem e o que os oprimem, levando-os ao seu comportamento. Assim ao invés de julgarem, talvez, aproveitem o tempo para aprender mais sobre a pessoa, ou a situação, de modo que possam compreender a sua motivação e quem sabe o que vem disto.

Permitam que a sua consciência de pobreza os motivem a escolher uma área específica de sua vida que contenha mais pobreza e comecem a mudá-la. Se houver uma carência de amor, comecem a tratar o amor próprio. Se houver uma falta de amizades, ajam para iniciar uma amizade. Vocês sabem o que fazer, mesmo que pensem que não.

O Arcanjo Arielle ativa a primeira energia fluídica desta grade que contem a essência da pedra Esmeralda.

O Arcanjo Uriel ativa a segunda grade fluídica que contem a essência da pedra Safira.

O Arcanjo Gabriel ativa a terceira grade fluídica que contem a essência da pedra Diamante.

O Arcanjo Metatron ativa o quarto nível, ele coloca dentro desta grade fluídica a essência da energia do Citrino.

E finalmente o Arcanjo Zadkiel ativa a quinta grade fluídica, colocando dentro dela a essência da pedra Turmalina Rosa, também conhecida como Rubilita.

Estas essências das pedras preciosas ajudam com os vícios que vocês estão tratando. As chamas dourada e violeta lhes servirão de tal modo que vocês acharão muito mais fáceis adquirir insight quanto ao que os mantêm ligados ao paradigma passado, e o pacote em que estiveram contidos se dissolverá em uma freqüência acelerada. É vital que o iniciado seja desligado destes vícios, de modo que possam ver com clareza, agir com consciência, pensar e falar com sabedoria, pois é a sabedoria que os liberará completamente da assim chamada "prisão" da sua existência humana. A sabedoria é conquistada pela mestria, com a qual vocês estão lutando em sua vida humana.

Tomem uma inspiração profunda, exalando completamente. St. Germain coloca agora a palma da sua mão direita sobre o seu chakra coronário e a palma da sua mão esquerda sobre o seu chakra básico e ativa a consciência das grades do Coração.

Inspirem profundamente, exalando completamente, relaxando e deixando ir. É somente o ego inferior que tem uma necessidade de se ligar a algo que seja familiar, seja isto para o seu bem ou não.

St. Germain está agora atraindo um poderoso surto de energia do Planeta Vênus. Esta energia se infiltra nas células do seu corpo, penetrando em seu DNA, que automaticamente se conecta com a grade coletiva. Assim as energias da beleza, do amor, da serenidade, da paz e da união, preenchem as suas células e alteram as freqüências do seu DNA.

A energia de Vênus soltará as camadas que se formaram como resultado dos cinco vícios que estamos tratando hoje. As cinco grades fluídicas servem como mecanismos de apoio para ajudá-los através da mudança. Tomem outra inspiração profunda e exalem completamente. Agora imaginem o globo do Planeta Terra flutuando sobre o seu chakra cardíaco. Enquanto ele flutua sobre o seu coração, eu quero que vocês projetem agora a energia destas cinco grades fluídicas dentro de vocês e a envolvam ao redor do globo.

Os cinco Arcanjos começam a aumentar a energia que eles estão lhes enviando, como o faz St. Germain e as energias que vêm de Vênus. As essências das gemas ampliam as suas energias e agora imaginem a Mãe Terra tomando uma inspiração profunda, absorvendo toda esta energia em seu corpo e enquanto ela exala imaginem o pacote do velho paradigma se desintegrando mais ainda, e as cinco grades fluídicas que já foram ativadas, se infiltrando nestes velhos paradigmas, purificando através da consciência coletiva da humanidade e penetrando a proteção ao redor do coração de todos os humanos. Estendam esta energia para penetrar os corações de todos os reinos da vida sobre e dentro do corpo da Mãe Terra.

Agora coloquem ambas as palmas de suas mãos em cada lado do globo que flutua sobre o seu coração. Sintam o amor do Coração, seja de que modo que vocês o imaginem, se formando dentro do seu próprio chakra cardíaco. Atraiam a energia da Mãe Terra e do cosmos, vejam o Coração de Deus Pai e da Deusa Mãe unindo-se e conectando-se com vocês, conectando-se com os Arcanjos e com St. Germain, até que haja uma pulsação de luz - uma união da consciência do amor, que seja Cósmico, infinito e incondicional.

Agora imaginem esta energia se movendo através dos seus chakras das mãos e para o corpo da Mãe Terra e enquanto esta energia penetra no seu corpo, vocês são livres para oferecer quaisquer bênçãos que escolherem. Agora focalizem a sua atenção nos Estados Unidos da América e concentrem esta energia sobre os Estados Unidos especificamente, e imaginem o ego inferior sendo penetrado pela mesma vibração extraordinária e a mesma raiva, medo, culpa, julgamento e consciência de pobreza mantidos dentro do ego inferior recebem as mesmas vibrações de cura e todos os Trabalhadores da Luz alquimistas se unem no Coração e derramam o amor nesta parte de sua vida.

Imaginem a energia do Ego Superior no Canadá vertendo também esta luz nos Estados Unidos da América.

Agora a imaginem fluindo por todo o caminho para Zimbabwe e estas energias puras criando o mesmo manto de luz ao redor de cada pessoa. Possa esta luz fortalecer a sua vontade, despertar a sua alma, reviver o seu espírito e iluminar a sua mente. Possa cada uma das pessoas em seu Planeta abrirem-se ao Coração de sua verdade, abrir-se à voz do amor, à mente unificada da verdade e ao Coração de amor infinito e incondicional.

Agora imagine a Mãe Terra se tornando um coração, uma energia unificada dentro deste grande coração. Agora respirem esta energia do Coração para o seu chakra cardíaco, unindo-os com o Coração da Mãe Terra. Inspirem a energia do Coração de nossos Pais Cósmicos, unindo-os com o Céu e a Terra, e agora respirem este Coração que era o globo da Terra em seu coração - atraiam-no mantendo-o dentro de vocês, simbolizando a união com todos dentro e sobre o seu planeta.

Tomem uma inspiração profunda, enquanto vocês atraem as chamas violeta e dourada para os seus chakras. St. Germain sela agora o seu campo de energia, contendo tudo isto que vocês atraíram para o seu corpo, para a sua mente, seu espírito, sua alma, sua consciência, sua consciência para o subconsciente e o inconsciente e relaxem.

Arcanjo Arielle coloca agora um selo sobre o seu chakra básico na forma de uma figura geométrica. Isto assegurará que as vibrações que vocês ativaram agora através da primeira grade fluídica, permaneçam em fluxo divino e harmonioso com cada aspecto de sua vida interior e exteriormente.

Arcanjo Uriel faz o mesmo sobre o seu chakra do sacro pela mesma razão.

Arcanjo Gabriel realiza a mesma ação sobre o seu plexo solar.

Arcanjo Metatron realiza o mesmo sobre o seu chakra laríngeo.

E o Arcanjo Zadkiel completa o processo sobre o seu chakra cardíaco.

Tomem uma inspiração profunda, relaxando enquanto vocês exalam e agradecem ao que lhes foi dado hoje. Agradeçam a St. Germain.

Tomem outra inspiração profunda e enquanto vocês exalam se conscientizem do seu corpo na grama no jardim sagrado. Seu corpo está quente, confortável e equilibrado.

St. Germain pega agora uma pedra Ametista facetada e a coloca dentro do seu chakra cardíaco - o símbolo do seu amor e apoio e a sua apreciação por sua disposição em fazer o que vocês estão fazendo.

Os Arcanjos permanecerão com vocês, auxiliando-os e dirigindo-os em relação à cura de seus cinco vícios, assegurando que as grades fluídicas que foram ativadas os apóiem, estimulem e os protejam.

Agradeçam a si mesmos pelas escolhas que vocês fizeram. Agradeçam à Mãe Terra, aos seus Pais Cósmicos e ao jardim sagrado em que estão.

Tomem uma inspiração profunda enquanto vocês começam a atrair a sua consciência novamente para o seu corpo físico, se tornem conscientes do seu corpo físico.

Inspirem atraindo a sua energia pela sua coluna espinal abaixo, conectando-a com a Mãe Terra, consolidando-a firmemente com a Terra.

Alonguem os seus braços, girem os seus ombros e os seus pulsos. Movimentem o seu pescoço, alonguem as suas pernas, os seus tornozelos e retornem.

Amados, as energias que ativamos são as que funcionarão muito rapidamente. Nós usamos as energias das pedras preciosas especificamente, devido a sua elevada vibração e porque elas podem conter as vibrações dos Arcanjos. Estas energias, ou essências, funcionarão, em outras palavras, transmitirão, através dos seus chakras, resultando em mudanças que ocorrerão em vocês e ao redor de vocês em seu ambiente. Estas essências também se infiltrarão nos campos de energia daqueles que estiverem mais próximos a vocês e aqueles com quem vocês passam a maior parte do tempo.

Vocês verão como o processo alquímico da Mãe Terra origina muitos novos modos de ver, de pensar, de acreditar e viver a vida. Muitas pessoas alcançarão o ponto do não retorno e "resistirão ao sistema", assim falando. Esta fase de rebelião é de fato uma parte vital deste processo, pois é a manifestação de romper os velhos receptáculos das estruturas e alicerces do velho paradigma. Enquanto a sociedade se defronta com esta mudança vocês verão porque tem sido tão importante para cada um de vocês trabalharem no ritmo acelerado que vocês tiveram e por que tem sido tão importante vocês compreenderem a diferença entre as necessidades do seu ego inferior e com o que o ego superior fornece.

A sua habilidade em discernir os colocará em uma posição capacitada, uma posição que os ajudará a controlar o ego inferior ao satisfazer as suas necessidades de um modo construtivo e saudável e encontrar recursos para curar o que vocês precisam curar.

Enquanto construímos a energia do Coração vocês se sentirão conectando-se mais e mais com a Mãe Terra, com o Cosmos e com as pessoas a quem amam. Novas pessoas entrarão em sua vida e haverá profundas conexões a um nível do coração, isto é resultado do processo de unificação; Agora é o momento para que estes entrem em sua vida e também o momento para aqueles que estejam preparados para partir o façam mesmo se forem vocês que estiverem fazendo a partida.

Celebrem este momento, pois vocês estão testemunhando o seu mundo sendo liberto, as almas sendo liberadas. Vocês estão testemunhando o maior período de emancipação que já ocorreu. Possa a luz do seu ego superior revelar claramente a vocês as ações necessárias, os passos a serem dados e guiá-los para onde o seu foco deve ser mantido, a fim de extrair o melhor deste tempo.

Eu, Kuthumi, estarei sempre presente através de todas estas ativações, como estarão os cinco primeiros Arcanjos com quem vocês estiveram hoje e St. Germain. Nas próximas trinta e seis horas as chamas dourada e violeta serão ativadas por todo o corpo da Mãe Terra, por todos os chakras dela, para ser mais específico, e o que vocês experienciaram será também a experiência da Mãe Terra, especificamente da cura, da liberação, do deixar ir e de integrar-se ao que é novo.

Observem o mundo ao redor de vocês enquanto estas mudanças ocorrem e saibam que vocês são uma parte disto, vocês estão capacitados e têm as habilidades essenciais necessárias para verem através disto. Confiem nos muitos braços invisíveis que os mantêm, amados, e saibam que vocês nunca estão sozinhos, pois todos nós estamos caminhando e trabalhando juntos. Estejam em paz neste momento e acolham a sua mudança com todo o seu coração pois é o Coração, que se tornará o instrumento para carregar tudo no novo paradigma da consciência mais elevada - o momento da segunda onda da ascensão (21/12/2008). Que a Paz e as Bênçãos estejam com vocês.

Eu sou Kuthumi, Chohan do Raio Dourado do Amor e da Sabedoria e os saúdo e abençôo com amor. Adonai.

Tradução: Regina Drumond - reginamadrumond@yahoo.com.br