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sábado, 25 de setembro de 2010

Meditando com o TAO - A Auto-Estima

Comece sentando - se em uma posição bem confortável, eleve seus pensamentos ao TAO, sintonize sua mente com algo mais elevado, quebre as barreiras do condicionamento emocional - mental que o dia - dia o leva. Primeiramente imagine que você está se dando um belo sorriso, como que sentado a frente de um espelho.

Essa é a antiga prática taoísta do sorriso interior, e é fantástica. Sorria para você, e visualize na sua imagem (refletida) um cristal brilhado bem no centro da testa. Concentre - se nessa imagem, e medite sobre ela. Digo para meditar não para "forçar a mente". Meditação é algo suave, calmo, sua mente parece que trabalha em outro estado de consciência. É algo natural...

Com essa técnica combatemos a falta de auto - estima das pessoas. Existem pessoas que arrastam - se na vida, tristes por não serem aquilo que desejam, ou outros que por trás de uma cara alegre, escondem alguém com grandes problemas de aceitação. O TAO está em tudo, em vocês também. Mas como é difícil entender isso, não é mesmo? E colocar em prática então...

Algumas pessoas "despencam" por se cobrarem demais, outras se punem a todo momento. Muitas, com a falsa máscara da humildade, apenas se enganam, pois em seu íntimo a humildade não fez morada, enfim, todos desperdiçam enumeras oportunidades apenas por não confiarem no próprio potencial.

Por isso essa prática é tão importante, ela te mostra como você pode ser feliz, como existe uma jóia preciosa dentro de você! Respire fundo, encha os peitos com o brilho dourado do CHI! Sinta - se parte do TAO, você é divino também...

E aproveitando esse clima que instala - se na sua mente, leve -a até o coração. Visualize dentro dele um SOL, uma enorme bola de luz que brilha intensamente. Ela expande - se por todo o seu corpo e logo não existe mais corpo, coração ou espírito pois você é apenas brilho e luz. Mergulhe a mente nesse oceano de serenidade do TAO, e sorria alegremente...

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Muitas pessoas vão se perdendo no meio da jornada espiritual. Confundem conhecimento, que julgam possuir, com sabedoria. Mas entre o conhecimento e a sabedoria existe um oceano de distância. Assim como entre a teoria e a prática. Muitas pessoas falam, lêem as escrituras que contêm a sabedoria universal, mas no seu dia - dia praticam pouco, quando não praticam absolutamente nada. O pior é que vão reprimindo seus desejos, fogem de seus traumas e problemas, além de irem julgando e condenando a todos que não dobram - se a suas "concepções morais".

Isso é o mesmo que criar uma fera em um quarto escuro. Todo dia você bate com um pau nela e lhe dá um pedaço de carne. Dentro de pouco tempo você criou um monstro (uma sombra) tão grande, que ou você a enfrenta com muita força de vontade, ou ela te devora! Mas o pior é que você provavelmente não terá coragem de lutar contra si mesmo, e então começará a atacar as outras pessoas...

Tudo irá te irritar, e você ficará muito preocupado com a "sombra" (fera) dos outros, mas não reparará nunca na sua. Os defeitos dos outros você também apresenta, e isso o deixa enfurecido. Nada nunca estará bom, apesar de você mesmo não fazer melhor. Começará a se isolar, com desculpas de que “isso" ou "aquilo" não faz parte da vida de um verdadeiro espiritualista, mas tudo não passará de fachada pela sua própria falta de capacidade. Vestirá a máscara da falsa humildade, mas viverá apontando a soberba e o ego dos outros (principalmente os mais próximos), nunca percebendo que essa atitude o auto- condena.

Irá adorar as partes "moralistas" dos textos sagrados, pregando - os aos quatro ventos. Cobrará dos outros uma postura que você mesmo já não tem com ninguém, ficando cada vez mais sozinho. Começará a julgar as manifestações e experiências espirituais dos outros como "falsa" ou "sem valor", achando que apenas as suas (ou a falta delas) "são boas". Aos poucos esquecerá de ouvir o coração, não mais se emocionará com a simplicidade do trabalho espiritual e, por fim, acabará morrendo para a espiritualidade...

Mesmo que saiba os textos sagrados de cor, mesmo que leia todos os livros do mundo, mesmo que estude sem parar, para a espiritualidade você estará morto, pois esqueceu que todos temos problemas, que ser um trabalhador nas lides espirituais é ser um ser humano como qualquer outro, que você tem uma parte ruim em você mesmo, que ou você a entende ou ela te devora!

Por favor, não esqueçam, nunca virem as costas ou neguem seus instintos mais baixos, suas depressões, tristezas, traumas, melancolias, etc. Mas também não as deixe dominar - te, jogando - o na vala da tristeza e do desespero. Apenas viva naturalmente buscando evoluir de acordo com as suas capacidades. Cada um tem o seu tempo, respeite! Abandone a falsa pregação, a soberbia disfarçada de humildade e o julgamento do próximo.

Substitua isso pela vontade de crescer, enfrentando a própria sombra, iluminando - a com a luz do coração, disparando flechas douradas de discernimento e apoiando - se nos braços luminosos e fraternos dos amigos.

Melhora a si mesmo, e melhorarás o mundo. Trabalhe junto com a espiritualidade, dê um abraço fraterno em seus guias e SEJA FELIZ!

*Esse texto foi inspirado pelo velho mestre chinês que cuida dos jardins do TAO.

"A Montanha da Sabedoria, com o pico da iluminação, fica além da planície do Conhecimento. Antes dela, o pântano da Ignorância. A grande massa humanidade fica presa aí, por desconhecer o segredo da passagem. Só se pode passar volitando o pântano e raros querem abandonar à margem o peso do orgulho.

Só o Coração humilde tem asas".

Shi - Ling

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O que é o Jainismo?

Fundado no século VI a.C. por Vardhamana Mahavira (Grande Herói), o Jainismo surgiu como um movimento de reforma do Hinduísmo. Mahavira pertencia a uma casta de guerreiros (kshatryas) e, inconformado com as posições religiosas existentes, resolveu criar esta dissidência que cresceu e tornou-se uma religião independente.

A palavra jainismo é derivada de jaina ou jina que quer dizer vencedor, mas no caso desta religião a vitória que se busca é sobre a espiritual, a vitória sobre as paixões, que ele consideram como a origem de todo o mal. As paixões são as grandes inimigas da alma, pois a mancham prejudicando a compreensão e levam a conhecimentos falsos. As maiores paixões são: fome, ira, desejo, senilidade, nascimento, morte, medo, orgulho, apego, aversão, paixão cega, aborrecimento, arrogância, ódio, mal-estar, suor, sono e surpresa.

Sendo uma religião ateísta, o jainismo não prega a existência de um deus, de um criador e regulador do mundo, de um ser que sempre foi perfeito. A perfeição é a meta a que todos devem se esforçar para alcançar. Aliás, assim como outras religiões orientais, os jainistas acreditam que o homem ao conseguir se livrar das paixões pode atingir um estado de libertação (Moksha) que o torna uma divindade (Tirthankaras) e são estas divindades que eles veneram. Este caminho para a divinização passa por cinco níveis:

·        Arhats Também conhecido como tirthankara ou jina (grande mestre), um arhat é o primeiro ser supremo, um mestre que lança os fundamentos para a libertação de outros;

·        Siddhas - Ele é o segundo ser supremo, uma espécie de santo. Um siddha é uma alma que alcançou a libertação sob a orientação de um mestre, vivendo em estado de êxtase no topo do cosmo;

·        Acharyas São guias espirituais e formam o terceiro nível dos seres supremos. Cadaacharya conduz uma ordem de monges ou monjas;

·        Upadhyayas – Este é o quarto nível dos seres supremos que são monges instrutores que transmitem seu conhecimento das escrituras a outros monges e monjas;

·        Monges O restante dos monges jainistas ocupa o quinto nível dos seres supremos;

Outra crença que eles consideram inconcebível é a de um mundo criado a partir do nada, para eles o mundo é eterno e comporto por seis substâncias reais. Estas seis substâncias são: espaço, tempo, matéria, almas, Dharmastikaya (sustentáculo do movimento), e Adharmastikaya (sustentáculo da estabilidade ou repouso). O espaço serve como um receptáculo para as outras substâncias. Ele é infinito. O tempo é real. Ele é sem começo e sem fim. Os objetos materiais são constituídos de átomos.

Como já dissemos, o jainismo não prega a existência de deuses e, por conseguinte não crê também em demônios, sua filosofia se baseia num dualismo onde o universo está dividido em duas categorias:

·        Jiva – que representa todas as coisas animadas e que possuem alma, nele estão incluídos todos os seres vivos que são uma combinação da alma com a matéria;

·        Ajiva – Que representa todas as coisas inanimadas, materiais, sem alma. Esta categoria tem quatro sub-divisões: matéria, movimento, repouso e tempo;

O principal objetivo dos jainistas é a dominação e a conseqüente libertação das coisas mundanas para que se possa encontrar a verdade. Isto só é possível através da razão e da adoção de uma fé reta, de uma conduta reta, do conhecimento reto e da moderação com misericórdia. Além disso, é preciso seguir com rigor o princípio do ahimsa (não fazer mal a nenhuma criatura), pois este é muito mais amplo, visto que são consideradas criaturas, os seres inanimados, como as pedras, a água, o vento, etc.

O jainismo prega também a reencarnação, sendo este o mecanismo pelo qual o homem vive através de várias existências na carne, podendo vir como homem, animal ou planta, vai gradativamente se depurando, libertando-se do seu karma (ação), que atrai a alma para baixo, impossibilitando a libertação e enredando a alma no ciclo da reencarnação. Somente quando está livre das ações mundanas é que a alma recupera a leveza natural, flutuando para o topo do universo e vivendo em êxtase (nirvana).

O que é o Sikhismo?




A palavra "Sikh" significa "disciplina". Não há uma hierarquização na organização clerical da religião. O fundador do Sikhismo foi o Guru Nanak Dev ( 1469 - 1539 ). Ele pregou uma mensagem de amor e compreensão e criticou os rituais cegos dos Hindus e Muslim. O Guru Nanak passou a liderança da sua nova religião a nove Gurus que lhe sucederam. O último Guru vivo foi o Guru Gobind Singh, que morreu em 1708.
Durante a sua vida o Guru Gobind Singh estabeleceu a ordem Khalsa ( o puro ), os soldados-santos. A ordem Khalsa ergue as maiores virtudes dos Sikhs, dedicação e consciência social. Os Khalsa são homens e mulheres que passaram a cerimónia Sikh do baptismo (Amrit) e que seguem estritamente o Código de Conduta e de Convenções Sikh, o Rahit Maryada e que usam os artigos físicos prescritos da fé. Sendo um dos mais comuns o de não cortar o cabelo, sendo exigido aos homens que o cubram com um turbante, e o Kirpan, a espada cerimonial.
Antes da sua morte o Guru Gobind Singh declarou que os Sikhs já não precisavam de um Guru vivo e nomeou, como seu sucessor espiritual o Sri Guru Granth Sahib, pois sentiu que todos os ensinamentos que os Sikhs necessitavam encontravam-se no Sri Guru Granth Sahib, o Guru eterno dos Sikhs. E como seu sucessor físico o Khalsa.
O Sri Guru Granth Sahib é único no mundo das escrituras religiosas pois é composto pela poesia dos dez Gurus e também por escritos de Santos de outras fés, cujos pensamentos eram consistentes com a filosofia e pensamentos dos Gurus.
O Sikhismo não tem padres ou pastores, estes foram abolidos pelo décimo Guru, pois segundo este os padres tornavam-se corruptos e egocêntricos. Os Sikhs só possuem guardas do Guru Granth Sahib, os Granthi mas qualquer Sikh é livre de o ler no Gurdwara ( templos Sikh ) ou mesmo em sua casa. Todas as pessoas de todas as religiões são bem vindas nos Gurdwaras.
Pode encontrar uma Langar, uma cozinha comunitária gratuita, em cada Gurdwara, onde se serve refeições para todas as pessoas, sejam elas de qualquer religião, casta ou posição social. O Guru Nanak Dev iniciou esta instituição que esboça os princípios básicos Sikhs de humildade, igualdade e serviço comunitário.

Criação do Khalsa e seus principais Simbolos

Os Cinco K ou panj kakaar/kakke são cinco símbolos religiosos usados pelos sikhs que foram iniciados na Khalsa, instituição criada pelo décimo guru sikh, o Guru Gobind Singh, no ano de 1699. Eles são os sinais externos da identidade sikh. Os sikhs que ainda não foram iniciados na Khalsa poderão usar estes símbolos como forma de mostrarem que pertencem a esta religião. Em certas situações, os sikhs podem remover estes símbolos, mas é necessário que estes sejam rapidamente recolocados após a conclusão da atividade.

Kesh - Cabelos sem cortar (*Kesh significa cabelo). Os sikhs não podem cortar o cabelo ou os pêlos do seu corpo. Manter o cabelo comprido é entendido pelo sikhs como uma submissão à vontade de Deus. No caso dos homens isto também implica não fazer a barba e para as mulheres não arranjar as sobrancelhas. Os homens sikhs seguram o cabelo com um turbante branco ou de cor, enquanto que as mulheres usam um lenço comprido.

Kanga - Pequeno pente de madeira (*Kanga ou kangha) guardado pelos sikhs dentro do turbante. Este pequeno pente é utilizado duas vezes por dia pelos sikhs para pentearem o seu cabelo, como sinal de limpeza, ordem e disciplina nas suas vidas.



Kara - Pulseira de aço (*Kara é uma pulseira de aço não ornamentada), dado que não tem funções de decoração pessoal, que se usa geralmente no pulso direito. Simbolicamente representa a união ao guru e à comunidade sikh.



Kaccha - Calção (*Kaccha trata-se de um par de calções curtos, cujo comprimento não pode passar os joelhos). Podem ser usados como peça de vestuário exterior ou como peça de vestuário interior, numa maneira mais de acordo com a cultura ocidental. Os guerreiros sikhs do século XVIII e XIX (a comunidade sikh sofreu historicamente perseguições por parte dos imperadores mogóis) lutavam usando estes calções, que também estão associados à castidade.

Kirpan - O punhal (*Kirpan é um punhal ou uma pequena espada que pode ser usada sobre a roupa ou guardada nesta). O uso do kirpan está autorizado pela Constituição da Índia, país cujo estado do Punjab é o centro e local de nascimento do sikhismo (embora a região histórica do Punjabe esteja hoje dividida entre a Índia e o Paquistão).Os sikhs não devem utilizar o kirpan para praticarem o mal. Ele apenas pode ser utilizado para a auto-defesa ou para proteger alguém que está a ser atacado.