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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Radiestesia


Esta ciência é muito antiga e surgiu com a técnica da procura de poços d'água e de jazidas subterrâneas, por meio da forquilha ou varinha divinatória. Depois ficou séculos e séculos esquecida, e quando reapareceu, achava-se infectada de manipulações e invocações inúteis de arte mágica. Além da busca de mananciais aqüíferos, a varinha bifurcada era muito utilizada na pesquisa de tesouros ocultos e objetos perdidos. Nos dias de hoje, não é raro encontrar ainda no meio rural poceiros habilidosos que fazem dessa arte uma profissão, localizando água com a forquilha ou com um simples prumozinho.

Radiestesistas ao longo da história

Histórico

Uma xilografia da época da dinastia Han, encontrado na província chinesa de Shandong, mostra o imperador Kwang Yu com um instrumento parecido com um diapasão, Yu que nasceu em torno de 2205 a.C. e foi o fundador da Dinastia Hsia, era tido como grande conhecedor das águas subterrâneas, cujos veios descobria facilmente. Confúcio disse que o imperador Yu "dominou as grandes inundações". Os chineses primavam por sua habilidade em investigações ao subsolo, e proibiam a localização de casas e abrigos de animais em cima das chamadas "Veias do Dragão", ou "Saída dos Demônios", arte conhecida como FENG SHUI.

Em Roma - Antes de fundarem uma cidade, os romanos colocavam rebanhos de ovelhas pastando por longos períodos nos terrenos escolhidos, depois sacrificavam os animais para analisar o fígado. Também na história de Roma, vários historiadores referem-se ao uso de Varetas de salgueiro para descobrir águas subterrâneas.

A Bíblia faz alusões ao uso de varetas, chamadas pelos hebreus de "vara de Jacó". Antes dos hebreus, no Egito, escavações realizadas nas tumbas do Vale dos Reis, comprovaram a existência de varinhas e pêndulos. No âmbito das energias de forma, vislumbramos o alto grau de conhecimento desse povo, nas magistrais pirâmides, cercadas de misticismo e ocultismo, mas que encontra a razão nas fórmulas matemáticas, e nas ondas de forma.

Além dos já citados, temos registros dessa prática nos hindus, persas, etruscos, polinésios, gregos e gauleses.

Na Idade Média a radiestesia foi usada na prospecção de minérios. Em 1556, o médico alemão Georg Bauer publicou em latim o livro "De re metallica" (dos metais) sobre prospecção mineral. Diz que os mineiros usavam varetas (forquilhas) de diferentes árvores para a busca de minérios : aveleira para a prata, freixo para o cobre, pinheiro negro para o chumbo e o estanho. Para o ouro e a prata preferiam varetas de ferro.

No final do século XVII a rabdomancia ou a futura radiestesia, espalhou-se por toda a Europa. Em 1892 o Abade Alexis Bouly criou o termo radiestesia.

Em 1919, Mermet, que era conhecido como o "príncipe dos radiestesistas", criou a telerradiestesia, inspirado no trabalho do Abade Paramelle, que achava fontes através de mapas.

Em 1920, uma comissão da Academia de Ciência de Paris elaborou um parecer favorável à radiestesia. Os ilustres cientistas declararam. A ciência do porvir e de bom grado nós patrocinamos a radiestesia.

Em 1933, realizou-se o Congresso Internacional de Avignon, com a participação de onze países e a consagração do termo Radiestesia.

Em 1935, a Maison de la Radiesthésie publicou o famoso livro de Mermet "Comment j'opère", considerado a bíblia dos radiestesistas.

A partir de meados do século dezenove, a Radiestesia passa por um expurgo das superstições que a eivavam, e começa a ser estudada cientificamente, com apoio em métodos experimentais. A palavra "Radiestesia" sugere que essa ciência se relaciona com "radiações", "raios", cuja natureza ainda se desconhece. Não é eletricidade nem magnetismo, embora essas radiações tenham conotação com essas duas forças. Aliás, o raio radiestésico é passível de reforço tanto pela eletricidade quanto pelo magnetismo.

O leitor que se dedicar ao treino assíduo e racional da Radiestesia, ficará deveras surpreso com o rápido desenvolvimento de sua habilidade radiestésica, que lhe permitirá, entre outras coisas, aplicá-la à manutenção do equilíbrio de sua própria saúde e à de seus familiares, habilitando-o, ainda, a saber se um determinado remédio prescrito é eficaz ou não ao paciente. Pode, também, submeter a testes os alimentos que vai ingerir às refeições, selecionando-os a critério de sua saúde, preceituando a si um regime alimentar.

Hoje, na Europa, existem milhares de médicos radiestesistas, que se reúnem em sociedades, demonstrando, assim, o alto conceito com que encaram os recursos da Radiestesia, não sendo rara a cooperação entre bons radiestesistas e eficientes facultativos.

A Radiestesia é uma ciência que detecta todos os tipos de manifestações energéticas. É a maneira de detectar ou melhor descobrir objetos ocultos, doenças, alimentos e medicamentos adequados, e desgaste de energia no corpo humano, seja nos setores psíquicos ou físicos.

A sintonia entre o operador radiestésico e o objetivo é explicada pelo fenômeno já conhecido da ressonância, aprendido por todos os estudantes nos tratados de física elementar e que pode ser comprovado facilmente por qualquer pessoa.

Por definição, o pêndulo nada mais é senão um peso, preso a uma corrente ou fio, e este pode ser de metal, cristal ou madeira, é VOCÊ quem vai definir qual é o material que seja de seu agrado, de acordo com a afinidade com este ou aquele material. Você pode, inclusive, utilizar como pêndulo (caso não adquirir um neste momento) a sua aliança, presa à uma correntinha.

Fonte: http://misteriosantigos.com

Cartomancia

Podemos compreender como Cartomancia a arte de prever o futuro através de cartas, sejam elas do baralho tradicional, tarô ou baralho cigano.

Indícios da existência de jogos de carta são encontrados em várias partes do mundo: no Egito, no extremo Oriente, na Índia, no continente Americano, e até mesmo na Oceania.

A referência documental mais antiga já menciona uma data posterior a passagem do primeiro milênio: um dicionário chinês, publicado no ano de 1678 cita, numa de suas passagens, que em 1120 um oficial do imperador Huei-Song ofereceu-lhe um jogo de sua própria invenção, constituído por 32 tabletes de marfim relacionados com vários temas, como o céu, a terra, o homem e a sorte.
Posteriormente as cartas apareceram na Índia onde os naipes representavam as encarnações de VISHNU (um dos principais deuses do hinduísmo). Quando os ciganos, daquele país, migraram em direção ao Ocidente levaram as cartas e a cartomancia a toda a Ásia menor e ao Norte da África.

No século XVI, as cartas já eram conhecidas em toda as nações européias, se tornando uma verdadeira paixão, à qual recorriam os Reis e os Príncipes para saber o destino de seu reino.

A cartomancia têm sido há muito considerada um domínio especial dos ciganos, um povo nômade cujo folclore está repleto de lendas sobre poderes secretos e ritos mágicos. E assim como as artes milenares que eles praticam, a origem e o modo de ser ciganos permanecem encobertos pelo mistério, emaranhados em lendas e tradições.

Crê-se que os ciganos tenham vivido originalmente na Índia. Mas em algum momento do século IX, eles começaram um lento deslocamento para o oeste. No início do século XV, grandes grupos de pessoas de pele morena, vestidas exoticamente, alegando serem peregrinos religiosos vindos de um país chamado Pequeno Egito, começaram a aparecer na Europa. Esses "egípcios", ou gypsies, como eles se tornaram conhecidos em língua inglesa, foram de início bem recebidos pelos simpáticos habitantes. Mas algumas tribos errantes logo ganharam má reputação, como pequenos ladrões e trapaceiros sem convicção religiosa.

Considerados autoridades em assuntos ocultistas, aos ciganos foram creditados com freqüência talentos sobrenaturais para além mesmo de suas próprias crenças, e muitos negociaram com avidez seus supostos poderes com habitantes locais. Normalmente, apenas algumas moedas podiam comprar o que fosse: de ervas medicinais para dores a poções do amor e afrodisíacos. Mas foi pela prática das artes da profecia - leitura das cartas do tarô ou da borra do chá, da bola de cristal ou das linhas da mão - que os ciganos se tornaram mais conhecidos.

Atualmente, a arte da Cartomancia já se expandiu, não sendo mais atribuída apenas aos ciganos, embora a sua veracidade e funcionalidade sejam ainda profundamente contestadas por grande parte da sociedade.

 

 

O Baralho

 

O baralho comum contém 52 cartas, divididas em quatro naipes (paus, copas, espadas e ouros) com 13 cartas cada. Estas 13 cartas são compostas de números de um (ás) a dez, e mais três figuras (valete, dama e rei), o que resulta também em 40 cartas referentes à números e 12 cartas referentes à figuras. Estes números permitem uma grande variedade de associações simbólicas de diferentes tipos.

As 52 cartas do baralho podem ser relacionadas com as 52 semanas do ano, sendo que os naipes podem, por sua vez, serem associados às 4 estações do ano: ouros como primavera, paus como verão, copas como outono e espadas como inverno.

Alguns estudiosos do tema consideram que os quatro naipes também podem ser associados aos períodos de um dia ou de uma vida, sendo atribuída a cada um deles a regência de ¼ dessas extensões do tempo. O ás de cada naipe rege a primeira semana da estação do ano a ela relacionada. O rei tem a segunda semana sob sua influência, seguida pela dama, que rege a terceira. As regências se sucedem na ordem decrescente, até o dois, que domina a última semana da estação. Os quatro naipes podem ser associados também com os quatro elementos, (fogo, água, ar e terra) aspecto crucial na cartomancia.

As cartas vermelhas são geralmente associadas às características femininas, passivas, yin; as pretas relacionam-se, em geral, às características, masculinas, ativas, yang.

 

 

O Tarô

 

O tarô possui 78 cartas, composto por vinte e um trunfos, um curinga e quatro conjuntos de naipes com quatorze cartas cada — dez cartas numeradas e quatro figuras (uma a mais por naipe que o baralho lusófono).

Quando usado para fins divinatórios, cada carta é denominada de arcano, palavra que significa "segredos a serem desvendados" e foi incorporada pelos ocultistas do século XIX. Os trunfos e os curingas são conhecidos como arcanos maiores e as cinquenta e seis cartas de naipe são arcanos menores.

Os significados divinatórios são derivados principal-mente da Cabala e da alquimia medieval, mas atualmente há muitas outras vertentes provenientes da Astrologia,Numerologia e outros ramos.

 

 

O Baralho Cigano

 

Este baralho foi elaborado pelos ciganos com base no oráculo mais conhecido e difundido no mundo: o Tarô. Supõe-se que os ciganos até chegaram a usar as 78 lâminas do Tarô, porém, sentiram a necessidade de terem um oráculo próprio e resolveram adaptar as 78 lâminas em 36, surgindo assim, o Baralho Cigano.

Provavelmente a necessidade de se ter um oráculo próprio veio da natureza dos ciganos, que só usavam o que era deles e recusavam tudo o que fosse dos "Gadjos" (não-ciganos), pois não queriam ficar presos às idéias e símbolos que não pertenciam à sua cultura e cotidiano. Sendo assim, eles transformaram os desenhos, mudaram os significados do tarô original e puderam trabalhar com um instrumento próprio.

Encontramos, basicamente, no Baralho Cigano símbolos que falam da "vida ao ar livre", própria do mesmos: a natureza, rios, árvores, animais, etc.

Faz parte da tradição cigana a prática da adivinhação pelas mulheres. Normalmente elas possuem dois tipos de cartas: uma para o uso restrito ao grupo cigano, e outro para fazer adivinhação à comunidade.

 

Por Spectrum

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

OS Sete Corpos do Ser Humano - Outra Visão





Atualmente a ciência materialista considera o homem apenas em seu aspecto físico, sem levar em conta a 
existência dos mundos supra-físicos. Outros crêem que somos duais, que temos corpo e alma. Há outros ainda, que admitem a existência do corpo da alma, e do espírito.

Estes corpos são invisíveis para a maioria dos homens pelo fato de estarem adormecidos os sentidos sutis e elevados que poderiam servir para demonstrar a sua realidade. Em relação aos mundos supra-físicos, a maioria dos homens se encontra em circunstâncias análogas a de um homem nascido cego neste mundo dos sentidos.

Embora esteja envolvido pela luz e pela cor, é incapaz de aperceber-se delas. Para ele, não existe e são incompreensíveis, simplesmente porque lhe falta o sentido da visão que lhe permitiria velas. Objetos ele pode sentir, parece-lhe reais, mas a luz e a cor estão fora de seu alcance.

Assim acontece com a maior parte da humanidade. Sentem e vêem objetos e ouvem sons do mundo físico, mas outros reinos e planos que o clarividente chama "mundo superior" são para a humanidade tão incompreensíveis como a luz e a cor para os cegos.

Porém, porque o homem cego não pode ver nem a luz nem a cor, isto não é argumento plausível contra a sua existência e realidade. Tão pouco teria significação o argumento de que pelo fato da maioria das pessoas não poder ver os mundos supra-físicos ninguém os possa ver. Se o cego adquirir a visão, verá a luz e a cor. Se os sentidos superiores dos que atualmente estão cegos para o mundo supra-físico forem despertados pelos meios apropriados, eles também poderão ver estes mundos que presentemente lhe são ocultos.

Um estudo de anatomia, para que seja completo, tem que abarcar em seu conjunto os sete corpos do 
homem, em toda suas interrelações.

Através do segundo fator, a magia sexual, teremos que construir os corpos existências do Ser, tal como para nascer no mundo físico, para criar nosso corpo físico é necessária a união sexual, assim também, para a criação dos corpos em outras dimensões, será também necessário a energia sexual, pois tudo nasce da união dos opostos, do positivo e do negativo, isto ocorre na criação de todos os Universos, do maior (os Cosmos) até os menores (o Ser Humano é um microcosmos), na tabela abaixo observamos os corpos e percebemos que é necessário um corpo para cada dimensão, a situação é a inicial, ou seja, antes de começarmos a trabalhar com a construção dos corpos:

CORPOS DIMENSÃO SITUAÇÃO INICIAL

1º - corpo Físico mundo tridimensional, físico nós o temos, mas está 
desequilibrado
2º - corpo Vital mundo vital também o temos
3º - corpo Astral mundo astral (5º dimensão) temos apenas uma forma lunar, 
temos que construí-lo
4º - corpo Mental mundo mental (5º dimensão) temos apenas uma forma lunar, idem
5º - corpo Causal ou da Vontade mundo causal (6º dimensão) também não possuímos, está em 
embrião
6º - corpo Búdico ou da 
Consciência mundo búdico (6º dimensão) já construído, mas pertence ao 
Íntimo
7º - corpo Átmico ou Íntimo 7º dimensão já construído, idem ao anterior

Salienta-se que esta divisão não é arbitrária mas necessária e isto porque a substância de cada um destes 
corpos está sujeita a leis que, praticamente, não atuam nos outros. Além disso, a matéria desses corpos varia de densidade, sendo o corpo físico o mais denso de todos.

1º - O Corpo Físico 

Serve para nos manifestarmos no plano tridimensional, chamado comumente plano denso, que é onde a 
matéria tem sua completa manifestação. É claro que este veículo adaptado para esta zona física não serva para nos manifestarmos em outros planos onde a matéria é mais sutil. Para estas dimensões necessitamos de um veículo apropriado, com as características indispensáveis e acondicionadas às leis que regem estas dimensões.

Ele é o laboratório, através dele poderemos trabalhar e construir os demais corpos. 

2º - Corpo Etérico ou Vital

No organismo humano existe um corpo bioeletromagnético. Este é o corpo vital ou assento vital, chamado também corpo etérico. É o assento da vida orgânica. Nenhum organismo poderia viver sem o corpo vital. Cada átomo do corpo vital penetra dentro de cada átomo do corpo físico para fazê-lo vibrar intensamente.

Ambos os corpos se penetram e compenetram sem, porém, confundir-se. Todos os fenômenos químico, fisiológicos e biológicos, todo fenômeno de percepção, todo processo metabólico toda ação das calorias, etc.; tem sua base no corpo vital. Este tem mais realidade que o corpo físico. Sabemos muito bem que a cada sete anos muda totalmente o físico devido a renovação constante das células.

Ao cabo deste tempo não fica um só átomo antigo em dito corpo. No entanto, o corpo vital não muda. Nele estão contidos todos os átomos da infância, adolescência juventude e ainda idade adulta e velhice. O corpo físico pertence ao mundo de três dimensões, ao passo que o vital é um corpo da quarta dimensão durante os desdobramentos astrais, o acento vital aproveita para repor ao corpo físico as energias perdidas durante o dia. Quando o paciente dorme, o médico se tranqüiliza porque sabe que despertará melhor. 

Esta recuperação é devida ao assento vital que está realizando seu trabalho. Na verdade, o corpo vital jamais abandona o físico, salvo no último instante da vida.

O corpo vital está constituído por quatro éteres : a) éter químico , b) de vida , c) luminoso e d) refletor. 

a ) Éter Químico:

As forças que produzem a assimilação e a excreção trabalham por meio dele. A assimilação é o processo 
pela qual os diferentes elementos nutritivos do alimento se incorporam ao corpo da planta, do animal e do homem. Estas forças não atuam cega nem mecanicamente, mas de uma forma seletiva, realizando assim a sua finalidade que é o crescimento e a manutenção do corpo.

A excreção é efetuada por forças da mesma índole, por meio das quais são expulsos os materiais contidos 
nos alimentos que são impróprias para o corpo, ou são expulsos os que já prestaram toda sua utilidade possível e que portanto, devem ser eliminados do sistema. Estes processos, como todos os demais que são independentes da vontade do homem, são sábios, seletivos e não puramente mecânicos em sua atuação. 

b ) Éter de Vida:

Assim como o éter químico é o condutor ou meio de atuação das forças que têm como finalidade a 
manutenção da forma individual, o éter de vida é o meio de operação das forças que tem como finalidade a manutenção das espécies, a força de propagação. O éter de vida tem pólos positivos e negativos. As forças que trabalham através do pólo positivo são as que atuam na fêmea durante o período de gestação tornando-a assim capaz de efetuar o trabalho ativo e positivo de formar um novo ser. Por outro lado as forças que trabalham pelo pólo negativo do éter de vida, tornam o macho capaz de produzir o sêmen.

c ) Éter luminoso:

Este éter é também positivo e negativo e as forças que atuam pelo seu pólo positivo são as que geram o 
calor do sangue doas animais superiores e do homem, as que os convertem em fontes individuais de calor. As forças que atuam pelo pólo negativo do éter luminoso são as que operam através dos sentidos manifestando-se como função passiva da visão, audição, tato, olfato e paladar. São também os que constroem os olhos e os conservam. 

Nas plantas, as forças que atuam pelo pólo positivo do éter luminoso produzem a circulação da seiva. No 
inverno, quando o éter luminoso não está carregado de luz solar como no verão, a seiva deixa de correr até o estil. As forças que atuam pelo pólo negativo do éter luminoso depositam a clorofila - substância verde das plantas - e dão cor às flores.

d) Éter Refletor

A imagem mental de uma casa, gerada pela mente do arquiteto, pode ser recuperada, tomando-a da memória da natureza, ainda mesmo depois de falecido o arquiteto. É que todo conhecimento deixa após se uma destrutível imagem neste éter refletor. Assim como as samambaias gigantescas da infância da terra deixaram sua marca no carvão petrificado, assim como a marcha dos glaciais que podem ser observadas pelos sinais que deixa nas roxas assim os pensamentos e atos dos homens ficam gravados indelevelmente pela natureza no éter refletor no qual o clarividente treinado pode ler sua história ou uma exatidão proporcional a sua habilidade.

O éter refletor é assim denominado por mais uma razão : as recordações ou imagem que nele se encontram
são apenas reflexos da memória da natureza. A memória da natureza encontra-se em um reino muito mais elevado. Nenhum clarividente desenvolvido dá importância à leitura deste éter, porquanto as imagens que ele apresenta são obscuras e vagas comparadas com as que encontram no reino superior.

Lêem neste éter os que geralmente não podem fazer outra coisa ou que na realidade não sabem onde estão lendo.

Em geral, os psicômetras e os médiuns obtêm neste éter as suas informações. Até certo tempo, também os 
estudantes das escolas ocultistas, nos primeiros passos do caminho do desenvolvimento, observa este éter refletor, mas sempre o seu instrutor o previne da influência deste éter como meio de adquirir informações exatas, evitando assim que venha atirar conclusões errôneas. 

Este éter é o agente pelo qual o pensamento faz impressão sobre o cérebro humano. 

Em determinado ponto do processo iniciático, o estudante aprende a liberar os éteres superiores para viajar com eles distante do corpo físico. Inquestionavelmente, as percepções claravidentes e clariaudientes se intensificam extraordinariamente quando observemos em nosso corpo os dois éteres. Tais éteres permitem ao estudante trazer a seu cérebro físico a totalidade das recordações supra-sensíveis. 

3º - Corpo Astral ou Corpo de Desejos:

Este veículo é um corpo mais sutil que o etérico e nele tem sua vivenda os sentimentos e as emoções. Nas 
horas de vigília, envolve completamente o corpo denso, tendo a aparência de um ovóide luminoso; quando projetado para fora do corpo físico, assume a mesma forma destes.

Durante o sono normalmente abandonamos temporariamente a parte densa do corpo físico utilizando-nos do corpo astral como veículo. Porém o homem comum e corrente não é consciente do que lhe sucede no mundo astral enquanto dorme em seu corpo físico. Muitas vezes recorda-se parcialmente e dirá que sonhou.

O Homem que deixa o corpo físico pelo exercício de sua própria vontade, o deixa com plena consciência e conhece por conseguinte tudo o que o rodeia no mundo astral. Então utiliza o corpo astral por veículo, como utiliza o corpo físico, tornando-se capaz de estudar os fenômenos do mundo astral tão claramente como quando em seu corpo de carne e osso estuda os fenômenos do mundo físico.

Diz-se que o homem está desperto no mundo astral quando é capaz de valer-se de seu corpo astral como 
veículo operante de sua consciência, quando observa e discerne os fenômenos astrais como qualquer um de nós pode observar e discernir os fenômenos do mundo físico.

Neste corpo existe certo número de centros sensoriais que na maioria das pessoas se encontra em estado latente. Na grande maioria das pessoas estes chacras são simples redemoinhos e não tem qualquer atividade como meio de percepção. Todavia, é possível despertá-los em todas as pessoas mas, conforme forem os métodos utilizados, assim serão os resultados. Na clarividente involuntário, desenvolvido no sentido negativo e impróprio, estes vórtices de energia giram na direção oposta a dos ponteiros do relógio. No corpo de desejos de um clarividente voluntário, devidamente desenvolvido, giram na mesma direção dos ponteiros do relógio. Esta é uma das diferenças fundamentais entre um médium e um clarividente devidamente desenvolvidos. Diferenças que trazem implicações sérias do ponto de vista evolutivo do ser humano.

No ser humano comum e corrente, o corpo de desejos e quase que completamente desorganizado, sombrio e de natureza lunar, impossibilitando o indivíduo de usufruir de uma série de experiências conscientes. Num ser completamente desenvolvido, este corpo é de natureza solar, eletrônica, tendo sido elaborado de forma consciente, através de grandes esforços. Tal corpo lhe possibilitara experiências transcendentais como a saída consciente em corpo astral.

4º - Corpo Mental:

Aqueles que supõe que a mente é o cérebro totalmente equivocados. A mente é energética, pode independizar-se da matéria densa, pois é um corpo aparte, constituído de matéria mental. A mente elabora os pensamentos que se expressam por meio de cérebro. Pensamentos, mente e cérebro são três coisas totalmente distintas. Temos que aprender a dominar a mente, submetendo-a à vontade do ser.

A razão divide a mente entre o batalhar das antíteses; os conceitos antitéticos convertem a mente num campo de batalha. O processo de racionabilidade extremada rompe as delicadas membranas do corpo mental. O pensamento deve fluir silencioso sereno e integralmente, sem o batalhar das antíteses. 

O corpo mental pode viajar através do tempo e do espaço, independentemente do cérebro físico. Neste determinado processo do estudo esotérico, o discípulo aprende a se desdobrar em corpo astral. Já em corpo astral, aprende a abandonar este corpo e a ficar no corpo mental. O corpo mental da raça humana encontra-se até agora na aurora de sua evolução, estando quase que completamente desorganizado (corpo mental lunar).

5º - Corpo Causal ou da Vontade

O corpo causal vem a ser o veículo da alma humana. No ser humano comum e corrente, este corpo ainda não está formado, tendo encarnado dentro de si mesmo apenas uma fração da alma humana. Tal fração é denominada essência e no zen budismo japonês "Budhata".

Podemos e devemos estabelecer diferença entre o seu corpo da vontade de seres humanos comuns e correntes, do tipo lunar e o corpo da vontade consciente de um mestre. O legítimo corpo da vontade permite ao adepto realizar ações nascidas da vontade consciente e determinar circunstâncias.

Normalmente, pensamos que temos força de vontade, para realizar tal ou qual coisa ou projeto porém, na 
verdade, o que temos é desejo concentrado e, de acordo com este desejo, efetuamos sacrifícios afim de lograr, triunfar.

6º - Corpo Búdico ou da Consciência:

Também chamado de " Budhi " ou Alma Divina. É um corpo totalmente radiante que todo ser humano 
possui, porém, ao qual ainda não está intimamente ligado.

7º - Corpo Átmico ou Íntimo:

Chamado também de o Deus interno, o real ser, o íntimo de cada um.

Atman, em si mesmo é o ser inefável, o que está além do tempo e da eternidade. Não morre e nem se reencarna, é absolutamente perfeito. Atmanse desdobra na alma espiritual, esta se desdobrando na alma humana, a alma humana se desdobra na essência e essa essência se encarna em seus quatro veículos ( corpo físico, etérico, astral e mental ), se veste com eles.

Devemos trabalhar intensamente para construir ou nos ligar aos corpos existenciais do Ser, para podermos ir despertando e vivendo nestas dimensões superiores.

O Triângulo do Pantáculo


pantaculo

Dogma e Ritual da Alta Magia
POR
ELIPHAS LÉVI


O abade Trithemo, que foi, em magia, o mestre de Cornélio Agrippa, explica, na sua Estenografia, o segredo das conjurações e evocações de um modo muito filosófico e muito natural, mas, talvez por isso mesmo, muito simples e muito fácil.

Evocar um espírito, diz ele, é entrar no pensamento dominante desse espírito e, se nos elevarmos moralmente mais alto na mesma linha, arrastaremos esse espírito conosco e ele nos servirá; de outro modo, ele nos arrastará no seu círculo e nós o serviremos. Conjurar é opor a um espírito isolado a resistência de uma corrente e de uma cadeia: cum jurare, jurar mutuamente, isto é, fazer ato de uma fé comum. Quanto mais esta fé tem entusiasmo e força, tanto mais a conjuração é eficaz. É por isso que o cristianismo nascente fazia calarem-se os oráculos: só ele possuía, então, a inspiração e a força. Mais tarde, quando São Pedro envelheceu, isto é, quando o mundo acreditou ter acusações legítimas a fazer ao papado, o espírito de profecia veio substituir os oráculos; e os Savanarola, Joaquim de Flora, os João Huss e tantos outros agitaram por sua vez os espíritos e traduziram em lamentos e ameaças as inquietações e revoltas secretas de todos os corações. Podemos, pois, estar sós para evocar um espírito, mas para o conjurar é preciso falar em nome de um círculo ou de uma associação; e é o que representa o círculo hieroglífico traçado ao redor do mago, durante a operando, e do qual não deve sair, se não quiser perder, no mesmo instante, todo o seu poder. Examinemos claramente, aqui, a questão principal, a questão importante: são possíveis a evocação real e a conjuração de um espírito, e esta possibilidade pode ser cientificamente demonstrada? À primeira parte da questão pode-se responder, primeiramente, que todas as coisas cuja impossibilidade não é evidente podem e devem ser admitidas, provisoriamente, como possíveis. À segunda parte, dizemos que, em virtude do grande dogma mágico da hierarquia e da analogia universal, podemos demonstrar, cabalisticamente, a possibilidade das evocações reais; quanto à realidade fenomenal do resultado das operações mágicas conscienciosamente realizadas, é uma questão de experiência, e, como já dissemos, verificamos por nós mesmos esta realidade, e poremos, por este Ritual, os nossos leitores em condições de renovar e confirmar as nossas experiências.

Nada perece na natureza e tudo o que viveu continua a viver sempre sob formas novas; mas até as formas anteriores não são destruídas, porque as achamos na nossa memória. Não vemos, em imaginação, a criança que conhecemos e que agora é um velho? Até os traços que acreditamos apagados na nossa lembrança não o estão realmente, porque uma circunstância fortuita os evoca e nô-los faz lembrar. Mas, como os vemos? Já dissemos que é na luz astral, que os transmite ao nosso cérebro pelo mecanismo do aparelho nervoso. De outro lado, todas as formas são proporcionais e analógicas à idéia que as determinou; são o caráter natural, a assinatura desta idéia, como dizem os magistas, e desde que evocamos ativamente a idéia, a forma se realiza e se produz. Schroepffer, o famoso iluminado de Leipzig, tinha lançado, pelas suas evocações, o terror em toda a Alemanha, e a sua ousadia nas operações mágicas fora tão grande, que a sua reputação se lhe tornou um fardo insuportável; depois deixou-se arrastar pela imensa corrente de alucinações que deixara formar-se; as visões do outro mundo o desgostaram deste mundo, e ele suicidou-se. Esta história deve deixar circunspetos os curiosos de magia cerimonial. Não violentamos impunemente a natureza, e não jogamos sem perigo com forças desconhecidas e incalculáveis.
É por esta consideração que nós nos recusamos, e que nos recusaremos sempre, à vã curiosidade dos que querem ver para crer; e responder-lhes-emos o que dizíamos a um personagem eminente da Inglaterra, que nos ameaçava com a sua incredulidade: "Tendes perfeitamente o direito de não crer; da nossa parte, não ficaremos, por isso, mais desanimados nem menos convencidos". Aos que viessem dizer-nos que realizaram, escrupulosamente e corajosamente, todos os ritos e que nada se produziu, diremos que farão bem de ficar nisso, e que é, talvez uma advertência da natureza que
recusa para eles estas obras excêntricas, mas também que, se persistirem na sua curiosidade, só tem de recomeçar.

O ternário, sendo a base do dogma mágico, deve necessariamente ser observado nas evocações; por isso, é o número simbólico da realização e do efeito. A letra c é ordinariamente traçada nos pantáculos cabalísticos que têm por objeto a realização de um desejo. Esta letra é também a marca do bode
emissário na Cabala mística, e Saint-Martin observa que esta letra, intercalada no incomunicável tetragrama, fez dele o nome do Redentor dos homens:
h w c h y.
É que os mistagogos da Idade Média representaram, quando, nas suas assembléias noturnas, exibiam um bode simbólico, trazendo na cabeça, entre os dois chifres, um facho aceso. Este animal monstruoso, cujas formas alegóricas e culto bizarro descreveremos no décimo quinto capítulo deste Ritual,
representava a natureza votada ao anátema, mas resgatada pelo sinal da cruz. Os ágapes gnósticos e as priapéias pagãs que se faziam em sua honra revelavam bastante as conseqüências morais que os adeptos queriam tirar desta exibição. Tudo isso será explicado com os ritos, proibidos e considerados, agora, como fabulosos, do grande Sabbat da magia negra.

No grande círculo das evocações, ordinariamente é traçado um triângulo, e é preciso observar bem de que lado deve ser posto o seu cimo.. Supõe-se que o espírito vem do céu, o operador deve ficar no cimo e colocar o altar das fumigações na base; deve-se subir do abismo, o operador ficará na base e o
fogareiro será colocado no cimo. Além disso, é preciso ter na fronte, no peito e na mão direita o símbolo sagrado dos dois triângulos reunidos, formando a estrela de seus raios, cuja figura reproduzimos, e que é conhecida, em magia, sob o nome de pantáculo ou selo de Salomão.
Independentemente destes signos, os antigos faziam uso, nas suas evocações, das combinações místicas dos nomes divino que demos no dogma conforme os cabalistas hebreus. O triângulo mágico dos teósofos pagãos é o célebre ABRACADABRA, ao qual atribuíam virtudes extraordinárias, e que
figuravam assim:
ABRACADABRA
ABRACADABR
ABRACADAB
ABRACADA
ABRACAD
ABRACA
ABRAC
ABRA
ABR
AB
A
Esta combinação de letras é uma chave do pentagrama. O A que começa é repetido cinco vezes e reproduzido trinta vezes, o que dá os elementos e números destas duas figuras: O A isolado representa a unidade do primeiro princípio ou do agente intelectual ou ativo. O O A unido ao B representa a fecundação do binário pela unidade. O R é o sinal do ternário, porque representa hieroglificamente a efusão que resulta da união dos dois princípios. O número 11 das letras da palavra ajunta a unidade do iniciado ao denário de Pitágoras; e o número 66, total de todas as letras adicionadas, forma cabalisticamente o número 12, que é o quadrado do ternário e, por conseguinte, a quadratura mística do círculo. Notemos, de passagem, que o autor do Apocalipse, esta clavícula da Cabala cristã, ompôs o número da besta, isto é, a idolatria, acrescentando um 6 ao duplo senário do Abracadabra: o
que dá cabalisticamente 18, número assinado no Tarô como signo hieroglífico da noite e dos profanos, a lua com as torres, o cão, o lobo e o caranguejo; número misterioso e obscuro, cuja chave cabalística é o 9, o número da iniciação.

O cabalista sagrado diz expressamente a este respeito: "Que aquele que tem a inteligência (isto é, a chave dos números cabalísticos) calcule o número da besta, porque é o número do homem, e este número é 666". É, com efeito, a década de Pitágoras multiplicada por si mesma e ajuntada à soma do Pantáculo triangular de Abracadabra; é, pois, o resumo de toda a magia do mundo antigo, o programa inteiro do gênio humano, que o gênio divino do Evangelho queria absorver ou suplantar. Estas combinações hieroglíficas de letras e números pertencem à parte prática da Cabala, que, sob este ponto de vista, se subdivide em gematria e temurah. Estes cálculos, que agora nos parecem arbitrários ou sem interesse, pertenciam, então, ao mbolismo filosófico do Oriente e tinham a maior importância no ensino das coisas sagradas emanadas das ciências ocultas. O alfabeto cabalístico bsoluto, que unia as idéias primárias às alegorias, as alegorias às letras e as letras aos números, era o que se chamava, então, as chaves de Salomão. Já vimos que estas chaves, conservadas até nossos dias, mas completamente desconhecidas, outra coisa não são que o jogo do Tarô, cujas alegorias antigas oram notadas e apreciadas pela primeira vez, nos tempos atuais, pelo sábio arqueólogo Court de Gebelin. O duplo triângulo de Salomão é explicado por São João de um modo notável. Há, diz ele, três testemunhos no céu: o Pai, o Logos e o Espírito Santo, e três testemunhos na terra: o enxofre, a água e o sangue. São João está, assim, de acordo com os mestres da filosofia hermética, que dão ao seu enxofre o nome de éter, ao seu mercúrio o nome de água filosófica, e ao seu sal a qualificação de sangue do dragão ou mênstruo da terra: o sangue ou o sal corresponde por oposição ao Pai, a água azótica ou mercúrio ao Verbo ou Logos, e o enxofre ao Espírito Santo. Mas as coisas de alto simbolismo só podem ser bem entendidas pelos verdadeiros filhos da ciência.

As combinações triangulares uniam-se, nas cerimônias mágicas, às repetições dos nomes por três vezes, e com entonações diferentes. A baqueta mágica era, muitas vezes, remontada por uma forquilha imantada, que Paracelso substituía por um tridente, cuja figura damos abaixo. O tridente de Paracelso é um pantáculo que exprime o resumo do ternário na unidade, que completa, assim, o quaternário sagrado. Ele atribuía a esta figura todas as virtudes que os cabalistas hebreus atribuem ao nome de Jeová, e as propriedades taumatúrgicas do Abracadabra dos hierofantes de Alexandria. Reconheçamos, aqui, que é um pantáculo e, por conseguinte, um signo concreto e absoluto de uma doutrina inteira que foi a de um círculo magnético imenso, tanto para os filósofos antigos como para os adeptos da Idade Média. Dando-lhes, moderadamente, o seu valor primitivo pela inteligência dos seus mistérios, não poderíamos restituir-lhe toda a sua virtude milagrosa e todo o seu poder contra as doenças humanas?

As antigas feiticeiras, quando passavam, à noite, por uma encruzilhada de três caminhos, uivavam três vezes, em honra à tríplice Hécate. Todas estas figuras, todos estes atos análogos às figuras, todas estas disposições de números e caracteres nada mais são, como já dissemos, senão instrumentos de educação para a vontade, cujos hábitos fixam e determinam. Servem também para reunir conjuntamente, na ação, todas as forças da alma humana, e
para aumentar a força criadora da imaginação. È a ginástica do pensamento que se exercita na realização: por isso, o efeito destas práticas é infalível como a natureza, quando são feitas com uma confiança absoluta e uma perseverança inabalável. Com a fé, dizia o grande Mestre, transportar-se-iam árvores ao mar e se deslocariam montanhas. Uma prática, mesmo insensata, mesmo supersticiosa, é eficaz, porque é uma realização da vontade. É por isso que uma oração é mais poderosa, se formos fazê-la na igreja, do que se a fizéssemos em nossa casa, e que ela alcançará milagres se, para fazê-la num santuário milagroso, isto é, magnetizado em grande corrente pela afluência dos visitantes, fizermos cem ou duzentas léguas, pedindo esmolas com os pés descalços.

Riem-se da mulher pobre que se priva de alguns centavos de leite, de manhã, e que vai levar os triângulos mágicos das capelas uma pequena vela, que deixa acesa. São os ignorantes que riem, e a mulher pobre não paga muito caro o que compra, assim, de resignação e coragem. Os abastados mostram bastante altivez para passar levantando os ombros; eles se insurgem contra as superstições com um barulho que faz estremecer o mundo; e que resulta disso? As casas dos abastados se desmoronam, e os restos delas são vendidos aos fornecedores e compradores de quinquilharias, que deixam gritar de boa vontade, em toda parte, que o seu reino acabou para sempre, contanto que governem sempre. As grandes religiões só tiveram a temer uma rival séria, e esta rival é a magia. A magia produziu as associações ocultas, que trouxeram a revolução chamada Renascença; mas aconteceu ao espírito humano, cego pelos loucos amores, realizar em todos os pontos a história alegórica do Hércules hebreu: desmoronando as colunas do tempo, sepultou-se a si mesmo debaixo das ruínas. As sociedades maçônicas não conhecem, agora, a alta razão dos seus símbolos mais do que os rabinos compreendem o Sepher Yetzirah e o Zohar na escala ascendente dos três graus, com a progressão transversal da direita para a esquerda e da esquerda para a direita do setenário cabalístico. O compasso do G\A\e o esquadro de Salomão vieram a ser o nível grosseiro e material do jacobismo ininteligente, representado por um triângulo de aço: eis para o céu e para a terra. Os adeptos profanadores, aos quais o iluminado Cazotte tinha predito uma sangrenta morte,
ultrapassaram, atualmente, o pecado de Adão: depois de ter colhido temerariamente os frutos da árvore da ciência, de que não souberam alimentar-se, lançaram-nos aos animais e répteis da terra. Por isso, o reino da superstição começou e deve durar até o tempo em que a verdadeira religião se reconstituir nas bases eternas da hierarquia de três graus e do tríplice poder que o ternário exerce fatal ou providencialmente nos três mundos.

"A gente não faz amigos,reconhece-os" 
Vinícius de Moraes

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Chakras


A palavra “chakra” vem do Sânscrito e significa “roda de luz”, "roda da lei", "roda da vida" ou "morte".Chakras são pontos de energia de diferentes vibrações, representando diferentes aspectos do corpo, da alma e do espírito. Simbolizam a lei da natureza, estando em constante movimento. Eles estão localizados ao longo da coluna vertebral do corpo humano.

Alguns clarividentes conseguem enxergar cada um desses pontos, com sua forma e cor específica. Através da Radiestesia e outras formas de tratamentos alternativos, pôde-se constatar que a maioria das doenças são decorrentes do desequilíbrio dos chakras ou da entrada de energia negativa nesses pontos vitais.

Os chakras harmonizados nada mais são do que o equilíbrio entre as polaridades Yin (feminino, frio e úmido) e Yang (masculino, quente e seco). O esquema dos sete chakras é o mais usado nas terapias alternativas. Entretanto, existem inúmeros outros chakras menores, atuando num esquema dinâmico de intercâmbio energético.

Sua função é de receber e transmitir energia para as áreas afetadas do corpo físico, trazendo o equilíbrio. Trabalhando com os chakras, é possível unir todos os aspectos de nossas vidas, incluindo os aspectos físicos, materias, espirituais, sexuais e etc.

Os chakras são centros de conjunção de energias que circulam ao longo de uma espécie de "sistema nervoso subtil" que se chama Nadis. É por eles que circula a energia vital: PRANA

Os chakras criam-se no ponto de intersecção dos Nadis. É nestes centros de força que se encontram o plano terrestre e o plano cósmico. Apresentam-se sob a forma de um cone (funil) e a raiz dos sete chakras principais está conectada ao canal central (o canal Sushumna), com uma parte nas costas, que recebe a energia, e a parte da frente, que a emite. Quando se trata um chakra desperta-se a Kundalini.

É através destes centros de energia que os seres humanos recebem e transmitem. Os chakras alimentam o corpo físico e todos os corpos subtis, alimentam-se de tudo o que, no universo, é energia.

Todos os nossos estados de consciência são condicionados pelo estado energético dos nossos chakras.

No corpo físico, encontra-se sete chakras principais, sendo três mestres e quatro maiores. Sabemos que existe trezentos chakras menores espalhados pelo corpo físico. Também há muitos chakras que se encontram fora do corpo. Quando todos os chakras estão abertos e balanceados, a energia nos permite comunicar com os espíritos do Universo.

Os chakras são divididos da seguinte maneira:

- - Os três chakras localizados na cabeça e na região da garganta, são governados pela razão.

- - Os chakras que estão localizados na frente do corpo, são governados pela emoção.

- - Os chakras que estão localizados na parte de trás do corpo, são governados pelo desejo.

Cada chakra está associado com uma das sete cores do arco-íris.

 sete cores do arco-íris.

Sete Chakras

Fonte: http://www.misteriosantigos.com

Simbologia Maçônica

Estrela de cinco pontas: sendo a Estrela do Oriente ou a Estrela Iniciação, é a que simbolizou o nascimento de JESUS:. É o símbolo do Homem Perfeito, da Humanidade plena entre Pai e Filho; o homem em seus cinco aspectos: físico, emocional, mental, intuitivo e espiritual:. Totalmente realizado e uno com o Grande Arquiteto do Universo:. É o homem de braços abertos, mas sem virilidade, porque dominou as paixões e emoções:. As Estrelas representam as lágrimas da beleza da Criação:. Olhemos para cima, para o céu e encontraremos a nossa estrela guia:. Na Maçonaria e nos seus Templos, a abóbada celeste está adornada de estrelas:. A Estrela é o emblema do gênio Flamejante que levam às grandes coisas com a sua influência:. É o emblema da paz, do bom acolhimento e da amizade fraternal:.

Acácia: a planta símbolo por excelência da Maçonaria; representa a segurança, a clareza, e também a inocência ou pureza:. A Acácia foi tida na antiguidade, entre os hebreus, como árvore sagrada e daí sua conservação como símbolo maçônico:. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas:. A Acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura:.

Avental: símbolo do trabalho maçónico; branco, e de pele, para os Aprendizes e Companheiros; branco orlado de vermelho, para os Mestres:.

Colunas: símbolos dos limites do mundo criado, da vida e da morte, do elemento masculino e do elemento feminino, do activo e do passivo:.

Compasso: símbolo do espírito, do pensamento nas diversas formas de raciocínio, e também do relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto). Os círculos traçados com o compasso representam as lojas:.

O Nº 9: é o princípio da Luz Divina, Criadora, que ilumina todo pensamento, todo desejo e toda obra, exprime externamente a Obra de Deus que mora em cada homem, para descansar depois de concluir sua Obra:. O homem novenário que pelo triplo do ternário, é a união do absoluto com o relativo, do abstrato com o concreto:. O número nove, no simbolismo maçônico, desempenha um papel variado e importante com significados aplicados na sua forma ritualística:. O número 9, é o número dos Iniciados e dos Profetas:.

Delta: triângulo luminoso, símbolo da força expandindo-se; distingue o Rito Escocês:.

[topo]

Esquadro: resulta da união da linha vertical com a linha horizontal, é o símbolo da rectidão e também da acção do Homem sobre a matéria e da acção do Homem sobre si mesmo:. Significa que devemos regular a nossa conduta e as nossas ações pela linha e pela régua maçônica, pelo temor de Deus, a quem temos de prestar contas das nossas ações, palavras e pensamentos:. Emite a idéia inflexível da imparcialidade e precisão de carácter:. Simboliza a moralidade:.

Malhete: pequeno martelo, emblema da vontade activa, do trabalho e da força material; instrumento de direcção, poder e autoridade:.

Pavimento em Mosaico: chão em xadrez de quadrados pretos e brancos, com que devem ser revestidos os templos; símbolo da diversidade do globo e das raças, unidas pela Maçonaria; símbolo também da oposição dos contrários, bem e mal, espirito e corpo, luz e trevas:.

Pedra Bruta: símbolo das imperfeições do espírito que o maçon deve procurar corrigir; e também, da liberdade total do Aprendiz e do maçon em geral:.

A Letra G: é a sétima letra do nosso alfabeto e que sabiamente, os Maçons apresentam grandes questionamentos, e que através de estudos, apresentamos um resumo dos diversos significados: Gravitação - É a força primordial que rege o movimento e o equilíbrio da matéria; Geometria ou a Quinta Ciência - É fundamento da ciência positiva, simboloizando a ciência dos cálculos, aplicada à extensão, à divisão de terras, de onde surge a noção da parte que nelas a nós compete, na grande partilha da humanidade e dos direitos da terra cultivada; Geração - É a vida perpetuando a série dos seres. Força Criadora que se acha no centro de todo ser e de todas as coisas; Gênio - É a inteligência humana a brilhar com seu mais vivo fulgor; Gnose - É o mais amplo conhecimento moral, o impulso que leva o homem a aprender sempre mais e que é o principal fator do progresso; Glória - a Deus; Grandeza - O homem, a maior e mais perfeita Obra da Criação; Gomel - Uma palavra hebráica, entende-se os deveres do homem para com Deus e os seus semelhantes:. Concluiremos, sintetizando que, a letra G é, realmente, o grande segredo maçônico, segredo tão secreto e misterioso, que nem mesmo os mais cultos e sábios Maçons conseguem decifrá-lo:.

Templo: símbolo da construção maçónica por excelência, da paz profunda para que tendem todos os maçons:.

Três Pontos; triângulo: símbolo com várias interpretações, aliás conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento, vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade:.