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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Aura, Pensene ou Psicosfera


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Definição

A palavra AURA vem do latim e significa sopro de ar. Aura é o halo luminoso, dinâmico e multicolorido que envolve e interpenetra o corpo físico, refletindo, energeticamente, o mundo íntimo da consciência encarnada, seus pensamentos, sentimentos e experiências. 


O termo PENSENE foi criado para a Conscienciologia por Waldo Vieira, pela junção das sílabas iniciais das palavras pensamento, sentimento e energia (pen + sen + e = PENSENE), e é usado para designar o campo energético formado, ao redor da consciência encarnada, pelos seus pensamentos, sentimentos e energias características.

O termo PSICOSFERA foi criado por André Luiz para designar o halo energético de que se revestem todos os seres vivos, onde se refletem os seus pensamentos e desejos. 

AURA, PENSENE e PSICOSFERA são, portanto, sinônimos e podem ser definidos como o campo de emanações de natureza eletromagnética que envolve todo ser humano, encarnado ou desencarnado, refletindo, não só a sua realidade evolutiva e o seu padrão psíquico, como também sua situação física e emocional do momento, espelhando seus pensamentos, sentimentos, desejos, idéias, opiniões, etc.

Características

Vejamos o que diz André Luiz, em seu livro Evolução em Dois Mundos, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier:

“AURA HUMANA – Considerando-se toda célula em ação por unidade viva, qual motor microscópico, em conexão com a usina mental, é claramente compreensível que todas as agregações celulares emitam radiações e que essas radiações se articulem através de sinergias funcionais, a se constituírem de recursos que podemos nomear por “tecidos de força”, em torno dos corpos que as exteriorizam.

Todos os seres vivos, por isso, dos mais rudimentares aos mais complexos, se revestem de um “halo energético” que lhes corresponde à natureza.

No homem, contudo, semelhante projeção surge profundamente enriquecida e modificada pelos fatores do pensamento contínuo que, em se ajustando às emanações do campo celular, lhe modelam, em derredor da personalidade, o conhecido corpo vital ou duplo etéreo de algumas escolas espiritualistas, duplicata mais ou menos radiante da criatura.

Nas reentrâncias e ligações sutis dessa túnica eletromagnética de que o homem se entraja, circula o pensamento, colorindo-a com as vibrações e imagens de que se constitui, aí exibindo, em primeira mão, as solicitações e os quadros que improvisa, antes de irradiá-los no rumo dos objetos e das metas que demanda.

Aí temos, nessa conjugação de forças físico-químicas e mentais, a aura humana peculiar a cada indivíduo, interpenetrando-o, ao mesmo tempo que parece emergir dele, à maneira de campo ovóide, não obstante a feição irregular em que se configura, valendo por espelho sensível em que todos os estados da alma se estampam com sinais característicos e em que todas as idéias se evidenciam, plasmando telas vivas, quando perduram em vigor e semelhança, como no cinematógrafo comum.

Fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos, atende a cromática variada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos em cores e imagens que nos respondem aos objetivos e escolhas, enobrecedoras ou deprimentes.”

Já Barbara Brennan, em seu livro Mãos de Luz, diz que “o Campo da Energia Humana é a manifestação da energia universal intimamente envolvida na vida humana. Pode ser descrito como um corpo luminoso que cerca o corpo físico e o penetra, emite sua radiação característica própria e é habitualmente denominado “aura”. A aura é a parte do CEU (Campo de Energia Universal) associada a objetos. A aura humana, ou Campo da Energia Humana (CEH) é a parte do CEU associada ao corpo humano. Estribados em suas observações, os pesquisadores criaram modelos teóricos que dividem a aura em diversas camadas. Essas camadas, às vezes chamadas corpos, se interpenetram e cercam umas às outras em camadas sucessivas. Cada corpo se compõe de substâncias mais finas e de “vibrações” mais altas à medida que se afasta do corpo físico.”

Vejamos também o que diz Wagner Borges no portal do IPPB:

“Aura (do latim AURA, sopro de ar): É o campo energético que apresenta-se em torno do corpo denso. Aparece à percepção parapsíquica do clarividente como um campo luminoso mesclado por várias cores. Essas cores refletem a qualidade dos pensamentos e sentimentos manifestados pela consciência. Apresenta várias camadas vibratórias correspondentes aos diversos corpos (veículos de manifestação da consciência), por onde a consciência manifesta-se nos vários planos.

Para facilitar, vamos dividi-la em três freqüências básicas:

- a aura do corpo físico, também denominada duplo etérico. Essa aura reflete apenas as condições do corpo físico no momento e suas predisposições energéticas. Contudo, é bom lembrar que o soma (do grego SOMA que significa corpo) é afetado diretamente pelo clima psíquico dos corpos sutis.
- a aura do corpo extrafísico, também chamada de alma. É a aura do corpo espiritual e reflete as condições psíquicas e parapsíquicas da consciência. Reflete diretamente as emoções do ser humano.
- a aura do corpo mental, também chamada de aura mental ou aura dos pensamentos. É a aura que reflete diretamente o clima interno de nossos pensamentos e idéias. O corpo mental (Teosofia) também é denominado mentalssoma. Nessa aura é possível perceber as formas-pensamento e suas cores.”

A aura e as cores

Como vimos, a aura apresenta cores que variam muito em tom, luminosidade, intensidade e brilho, de acordo com o estado mental, emocional, psicológico, espiritual e físico do indivíduo. Ela funciona, portanto, como um verdadeiro cartão de visitas energético, por meio do qual o clarividente experiente pode traçar um perfil bastante preciso do indivíduo, desde que saiba interpretar corretamente o que vê.

Em cada cor, cada movimento, cada brilho, cada textura, cada forma encontrada na aura de alguém, está também um pouco de sua personalidade, de sua história – presente e passada -, de seus anseios e crenças, de suas qualidades, sem que, para isso, seja necessária qualquer interferência direta do espírito, já que esta emanação independe de sua vontade e acontece de forma espontânea.

Leitura e interpretação da aura

Sobre isso, vejamos o que diz Ted Andrews, em seu livro Como Ver e Interpretar a Aura:

“A energia de uma aura é refletida sob a forma de luzes e cores. A cor, sua nitidez e localização indicam muito sobre o bem-estar físico, emocional, mental e espiritual da pessoa.

As cores mais próximas do corpo físico costumam refletir condições e energias físicas. Também indicam as energias mais atuais, presentes e ativas em sua vida. As cores mais afastadas refletem energias emocionais, mentais e espirituais que podem estar afetando essas cores físicas. Indicam também as energias com que a pessoa estará lidando dentro em breve.

Quanto mais claras e suaves (tons pastéis) forem as cores, melhor. Cores embaçadas e espessas podem indicar desequilíbrios, excesso de atividade e outros problemas na área relacionada a cada cor. Cores escuras, mas brilhantes, podem indicar um elevado nível energético. Não é um fator necessariamente negativo.

Normalmente, cada aura tem mais de uma cor. Cada cor reflete aspectos diferentes. (...) As auras mudam com freqüência. As cores mais próximas do corpo (a uma distância de 30 a 50 cm) podem mudar diversas vezes em um único dia. Toda emoção forte, toda atividade física ou mental forte, pode provocar flutuações na cor e na luminosidade da aura. Nossas auras também mudam com o tempo. 

A cor pode ser construtiva ou destrutiva. Ela pode estimular ou deprimir, repelir ou atrair. Seu caráter pode até ser masculino ou feminino. Ela pode se mostrar positiva ou negativa e, quando vista na aura, pode oferecer uma chave para a personalidade, humor, maturidade e saúde do indivíduo. Ela reflete aspectos físicos e espirituais.

É preciso muita prática para interpretar os tons de cores vistos na aura. Cada cor tem suas características gerais, mas cada tom dessa cor muda a interpretação. A localização da cor, sua intensidade e até a forma que assume no campo devem ser levados em consideração.”

As Cores do Arco-íris, por Ted Andrews em seu livro Como Ver e Interpretar a Aura:

- Vermelho – é a cor mais forte, da força criativa ígnea e básica. É a energia que dá vida. É quente. Pode indicar paixão, mente e vontade fortes. É uma cor dinâmica que pode refletir raiva, amor, ódio e mudanças inesperadas. Pode indicar um novo nascimento e transmutação. É uma cor que afeta o sistema circulatório do corpo, o sistema reprodutivo (energia sexual) e o despertar de habilidades e talentos latentes. Vermelho em excesso ou com aparência opaca, enlameada, pode refletir estímulo excessivo, inflamação ou desequilíbrio. Pode indicar nervosismo, destempero, agressividade, impulsividade ou excitação.

- Laranja – é a cor do calor, da criatividade e das emoções. Indica coragem, alegria e sociabilidade. É uma cor que pode espelhar a abertura para uma nova consciência – especialmente domínios sutis da vida, como o plano astral. Dependendo do tom pode indicar também desequilíbrio e agitação emocionais. Alguns tons “sujos” do laranja podem refletir orgulho e gosto pela extravagância, preocupação e vaidade.

- Amarelo – é uma das primeiras cores que vemos na aura, pois é mais facilmente identificada. O amarelo pálido em torno dos cabelos pode indicar otimismo. Amarelo é a cor da atividade mental e do brilho do sol nascente. Pode indicar novas oportunidades de aprendizado, leveza, sabedoria e intelecto. Aproximação com os tons pastéis costuma denotar entusiasmo por alguma atividade nova, especialmente na faixa do espectro que vai do amarelo pálido ao branco. Amarelo é a cor que representa o poder das idéias, o despertar de dons psíquicos e da sensitividade. Os tons “sujos” ou escuros do amarelo podem refletir excessos mentais e analíticos. Pode sugerir que a pessoa tem sido demasiadamente crítica ou dogmática ou que tem recebido pouco reconhecimento.

- Verde – é a cor da sensibilidade e da compaixão crescentes. Reflete crescimento, empatia e calma. Pode indicar que a pessoa é confiável e que tem mente aberta. O espectro que vai do verde mais brilhante ao azul indica talento para a cura. É a cor da abundância, da força e da amizade. Os tons opacos ou escuros do verde podem indicar incertezas, desespero. Os tons opacos também refletem ciúmes e possessividade. Podem indicar hesitação e pouca confiabilidade.

- Azul – juntamente com o amarelo, é uma das cores mais fáceis de se enxergar na aura. É a cor da calma e da tranqüilidade. Reflete devoção, verdade e seriedade. Pode indicar a capacidade para a clariaudiência e para o desenvolvimento da telepatia. Os tons mais claros do azul refletem uma imaginação ativa e boa intuição. Os tons mais escuros podem indicar solidão e, em certos níveis, refletem a busca do Divino. Os tons mais escuros indicam também honestidade e boa capacidade de julgamento. Também sugerem que a pessoa encontrou ou está prestes a encontrar seu trabalho mais adequado.

- Violeta e púrpura – violeta é a cor da transmutação. É a cor da mescla entre coração e mente, entre físico e espiritual. Sugere independência e intuição, bem como uma atividade onírica importante e dinâmica. Pode indicar a pessoa que está engajada numa busca. Os tons do púrpura costumam refletir senso prático e visão global. Os tons mais pálidos e claros do violeta e do púrpura podem refletir humildade e espiritualidade. Os tons avermelhados do púrpura podem indicar grande paixão ou força de vontade. Podem refletir ainda a necessidade de maiores esforços pessoais. Os tons sombrios e opacos podem denotar a necessidade de superar algo. Podem ainda indicar pensamentos eróticos intensos. A tendência a ser dominador, a estar carente de empatia e se sentindo incompreendido também são refletidas pelos tons opacos.

Outras Cores da Aura, por Ted Andrews em Como Ver e Interpretar a Aura:

“- Rosa – é a cor da compaixão, do amor e da pureza. Pode indicar alegria e satisfação, além de um forte espírito de companheirismo. Visto na aura o rosa pode indicar um indivíduo calado e modesto, bem como o amor pela arte e pela beleza. Dependendo do tom, pode refletir imaturidade, especialmente se o tom for opaco. Pode indicar sinceridade, ou sua falta. Pode ainda refletir uma ocasião em que a pessoa está diante de um novo amor ou de uma nova visão de vida.

- Branco – antes de observarmos as verdadeiras cores da aura, o branco é a cor que vemos. Geralmente, surge como uma sombra diáfana. O branco abrange todas as cores e quando aparece intensamente na aura, está mesclado a outras cores. É assim que você descobre se o que está vendo é uma cor com significado ou se está captando mal a aura. Quando o branco representa de fato uma cor da aura indica verdade e pureza. Sugere que a energia do indivíduo está se limpando e se purificando. Costuma indicar que sua criatividade está aumentando.

- Cinza – é a cor da iniciação. Indica que a pessoa está prestes a descobrir talentos inatos. Tons de cinza que pendem para o prateado refletem o despertar das energias femininas. São as energias e talentos da iluminação, intuição e imaginação criativa. Os tons mais escuros do cinza podem indicar desequilíbrios físicos, especialmente quando vistos perto de certas áreas do corpo. Podem indicar também a necessidade de não deixar nenhuma tarefa. A abundância de cinza na aura mostra que a pessoa é reservada, do tipo lobo solitário.

- Marrom – é um tom comum no campo da aura. Apesar de muitas pessoas considerarem-no um reflexo da falta de energia ou de desequilíbrios, nem sempre é este o caso. Marrom é a cor da terra. Quando surge na aura, especialmente acima da cabeça ou em torno dos pés, pode indicar um novo crescimento. Reflete o estabelecimento de novas raízes e o desejo de realização. É uma cor que pode sugerir senso de organização e de ação. Por outro lado, se surge sobre o rosto ou toca a cabeça, o marrom pode indicar a falta de discernimento e sua necessidade. Se visto na região dos chakras pode indicar que esses centros precisam de limpeza. Nesses casos, reflete um entupimento em suas energias. Geralmente, é difícil interpretar o marrom, pois ele pode refletir problemas físicos.

- Preto – esta é uma das cores mais controvertidas do espectro da aura. Já encontrei quem dissesse que se o preto aparece na aura indica a morte ou algum desastre terrível. No entanto, pude confirmar que isso não é verdade. O preto é uma cor de proteção. É a cor que pode isolar o indivíduo de energias externas. Quando surge na aura pode indicar que a pessoa está se protegendo. Pode sugerir ainda que a pessoa tem segredos. Não há nada de errado com isso desde que não se leve a extremos. O preto também pode indicar que a pessoa está prestes a ter de compreender o significado dos fardos e sacrifícios que fazemos na vida. Também pode sugerir desequilíbrios. Os desequilíbrios físicos costumam surgir como áreas negras ou escuras na aura que cerca o corpo físico. A localização dá pistas sobre a parte do corpo afetada. Na periferia da aura, o preto pode indicar buracos no campo. Tenho visto este fenômeno na aura de crianças que foram vítimas de abusos e de pessoas que foram ou são consumidoras vorazes de certas substâncias (álcool, drogas, fumo, etc.)

- Lampejos prateados – outro aspecto que tenho observado deve ser mencionado. Muitas vezes encontro na aura algo como luzes suaves e reluzentes. São brilhantes e prateadas. Elas podem indicar muitas coisas. Esses lampejos, como os chamo, quase sempre sugerem grande criatividade e fertilidade. Quando surgem dentro do campo de uma pessoa indicam que ela deve começar a perceber que está ficando mais criativa. Surgem com mais frequência em mulheres, mas não se restringem a elas. Quando os vejo perto de uma mulher cuja aura estou interpretando, pergunto-lhe se está grávida. As grávidas e as mulheres que deram à luz nos últimos seis a nove meses sempre apresentam essa cor na aura, embora nem todas as mulheres que têm estes lampejos estejam grávidas.”

Pela minha experiência pessoal podemos acrescentar os seguintes comentários:

- Vermelho - quando brilhante, lembrando o rubi, é a cor da ação e da capacidade de realização, do movimento, dos instintos equilibrados. Quando embaçada, pode representar desejo de vingança, violência ou paixão.

- Laranja – quando claro e brilhante, indica alegria, boa disposição, equilíbrio e versatilidade, mas quando escurecido ou “sujo” pode indicar desânimo, desinteresse pela vida, apatia.

- Amarelo – se claro e brilhante, indica intelectualidade equilibrada, inteligência, bom uso dos conhecimentos. Aparece muito em pessoas ligadas ao ensino, à pesquisa, aos estudos e à produção científica. Quando acinzentado, escurecido ou sem brilho, indica excesso de racionalidade, ausência de sentimentos e intelectualidade arrogante.

- Verde – quando brilhante e límpido indica saúde, vigor, energia, esperança. É comum nos profissionais de saúde e em doadores de energia e ectoplasma em trabalhos espirituais. Quando impregnado de marrom ou cinza, escuro ou sem brilho, indica problemas de saúde ou emocionais, fraqueza física e moral e inveja.

- Azul – quando claro e brilhante é a cor da espiritualidade, da serenidade, da paz e da harmonia. Quando escuro ou acinzentado pode indicar depressão e tristeza.

- Rosa – é a cor do amor, especialmente quando se apresenta brilhante, clara e suave. Mesclada ao azul indica grande capacidade de doar-se, de ajudar os outros. Aparece muito em pessoas que trabalham com assistência social e voluntariado. Pode aparecer também na aura de pessoas que lidam ou trabalham diretamente com crianças. Quando sem brilho, pode indicar excesso de ingenuidade ou imaturidade, tendência à dependência doentia.

- Lilás ou violeta – é a mistura do azul e do rosa. Altamente positivo. Quando clara e luminosa é a cor da elevação espiritual e dos ideais nobres, da transmutação e da transcendência. Quando escura, tendendo para roxo, pode indicar insatisfação, inveja, ciúmes, etc.

- Vinho – variação do rosa. Quando brilhante indica profunda compaixão e interesse desapaixonado pelo próximo.

- Cristal – variação do prateado; indica pureza de sentimentos, pensamentos e propósitos.

- Dourado – é a cor da elevação espiritual. Ao lado do prateado, é muito associada a mentores, amparadores, guias espirituais, etc.

Aura e mediunidade

Sendo a aura o campo energético que o médium produz e irradia e que o envolve, é natural que seja ela o primeiro elemento de contato entre o médium e as entidades nas comunicações mediúnicas.

É, portanto, no campo áurico do médium que as entidades comunicantes, elevadas ou não, buscam informações para estabelecer a sintonia com ele, pela ressonância vibratória com a sua própria aura, para depois passar à comunicação propriamente dita.

Transformações da aura

A aura humana apresenta, principalmente, dois padrões de cor e luminosidade. Um é bem instável e dinâmico e reflete as emoções e o estado físico da pessoa, podendo mudar de minuto em minuto, conforme as suas condições de momento. O outro, que chamamos de cor de fundo, é mais duradouro e mais estável, embora não seja estático, e reflete as características psíquicas e espirituais da pessoa bem como a sua personalidade. 

É neste segundo nível que os clarividentes se baseiam para determinar em que tipo de trabalho espiritual a pessoa melhor se adaptará. Assim, por exemplo, pessoas de aura verde são encaminhadas para trabalhos de cura ou desobsessão, pessoas de aura amarela são encaminhadas para o ensino ou palestras e pessoas de aura rosa são encaminhadas para trabalhos com crianças e idosos ou para a assistência social.

No entanto, mesmo esta cor de fundo de uma aura pode mudar com o passar dos anos, refletindo não só o próprio amadurecimento psicológico da pessoa ao longo da vida, como também as adaptações energéticas por que passou ou está passando para melhor desempenhar suas funções sociais, profissionais e também espirituais.

Assim, alguém que tem a aura amarela na adolescência, por ser ótimo aluno, por exemplo, pode vir a ter a aura verde algum tempo depois de entrar para a faculdade de Medicina ou Enfermagem. Isso não significa que o amarelo desapareceu ou que a pessoa deixou de ser bom aluno, mas que a sua aura sofreu uma mudança para se adaptar às novas exigências energéticas de suas atividades profissionais. Nesse caso específico, pode acontecer de termos verde e amarelo em sua “aura de fundo”, refletindo tanto a sua atividade na área da saúde como seu gosto pelo estudo.

Aura e efeito Kirlian

Segundo o psicólogo Márcio Pontes, a descoberta do efeito Kirlian se deu por acaso, no ano de 1939.

Certa noite, na cidade de Krasnodar (Rússia), o casal Semyon e Valentina Kirlian trabalhava em sua casa no manuseio de chapas fotográficas, próximo a uma aparelhagem de rádio que estava aberta em reparos, quando, por descuido, uma chapa fotográfica caiu entre dois eletrodos do rádio. Ao retirar tal chapa, Semyon Kirlian, no escuro, fechou curto-circuito com seus dedos entre a chapa e os eletrodos. Notou ele, nesta ocasião, que algo de diferente tinha ocorrido. Banhou as chapas e, com espanto, notou que seus dedos apareciam e não apenas isto, mas uma estranha luz que, normalmente, eles não apresentavam. Repetiu a operação, agora sem a ajuda do “acaso”, e o fenômeno voltou a acontecer. Repetiu a operação com Valentina e, mais tarde, com diversos conhecidos e o mesmo fato se verificou.

Destas observações, ou melhor, destas experiências, notou que as luminescências emitidas pelos dedos das pessoas não eram iguais, variando de pessoa para pessoa. E não apenas isto, mas que pessoas em estado de saúde precário apresentavam uma emissão de luz em menor potencial que as pessoas saudáveis, havendo também casos de pessoas saudáveis apresentando fraca emissão de luz e que, poucos dias depois, ficaram doentes.

Estes fatos ocorreram na Rússia, no final dos anos 30, mas somente na década de 60 este processo tornou-se mundialmente conhecido, tendo, também no Brasil, os seus pesquisadores, como Hernani Guimarães Andrade, cientista de renome internacional na área de estudos psicobiofísicos, que foi o primeiro pesquisador, fora da Rússia, a possuir uma máquina Kirlian, tendo ele mesmo elaborado todo o processo. Temos também o grande pesquisador Henrique Rodrigues que, juntamente com Hernani, realizou e realiza estudos internacionalmente reconhecidos.

Já para Walter Lange Jr., em seu livro Paranormalidade e Energia Mediúnica – Uma pesquisa kirliangráfica, o russo Kirlian “trabalhava nos hospitais com equipamentos eletromagnéticos e teve a oportunidade de observar o fenômeno quando aplicava – em paciente em tratamento – os eletrodos de um aparelho de diatermia: viu pequenas centelhas fulgurantes e coloridas na pele do doente. Em seu apartamento, montou um aparelho semelhante e reproduziu o observado, conseguindo registrar, em uma chapa fotográfica, com a ajuda de sua esposa Valentina, que trabalhava como fotógrafa num jornal.”

Seja como for, muitos nomes foram dados a esta estranha luz emitida pelos corpos. Os russos chamaram-na corpo bioplásmico, diversos místicos já a qualificaram como aura, alguns espíritas mais afoitos, na época, chegaram a falar em foto do perispírito, e os mais céticos afirmavam que tudo não passava de um efeito corona, transformando o assunto em uma grande polêmica. 

Em meio às dúvidas causadas pela descoberta a foto Kirlian acabou se tornando popularmente conhecida como foto da aura, o que não é verdade, já que o complexo total da aura é muito mais amplo, colorido, dinâmico e brilhante do que o halo que aparece nessas fotos.

O que a foto Kirlian capta, na verdade, e ficou conhecido como efeito Kirlian, é apenas a primeira "camada" da aura, a parte mais densa e mais próxima do corpo físico, que nada mais é que o duplo etérico, onde também se refletem as movimentações mentais e emocionais do espírito encarnado.

Para esclarecer melhor, vejamos o que diz Edgard Armond no livro Psiquismo e Cromoterapia:

“O duplo etéreo, também conhecido como corpo energético, não é parte do perispírito, mas um veículo intermediário entre o corpo físico e o perispírito, que possui chacras ou centros de força etéreos. O duplo se projeta para além do corpo físico e forma uma aura, a aura etérica, uma emanação leitosa e de aspecto ovalado. 

“A aura perispiritual ou astral, ou simplesmente aura, é a projeção do perispírito para além do limites físicos e se revela como uma espécie de emanação bem mais brilhante e diáfana que a aura etérica.”

Conhecida desde 2000 com o nome de bioeletrografia, a fotoKirlian é hoje mundialmente reconhecida, inclusive pela Organização Mundial de Saúde e vem sendo utilizada por médicos e cientistas do mundo todo como auxiliar no diagnóstico de doenças físicas e emocionais, por se tratar de uma técnica que, pelo registro de gases e vapores emanados pelas células, permite aos profissionais de saúde ter uma visão, ao mesmo tempo, científica e filosófica do processo metabólico do ser humano, que é afetado, na mesma medida, por fatores físicos, mentais e emocionais.

A bioeletrografia tem sido usada também em estudos feitos em trabalhos mediúnicos, como instrumento de medição dos efeitos da aplicação de passes e do transe no físico do médium, da absorção do passe nos assistidos e para identificar indivíduos que têm capacidades paranormais.

Maisa Intelisano

http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=3234

 

Doenças psicossomáticas e o importantíssimo papel da mente na saúde


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O ser humano é um conjunto harmônico de energias, constituído de Espírito e matéria, mente e perispírito, emoção e corpo físico, que interagem em fluxo contínuo uns sobre os outros.

Qualquer ocorrência em um deles reflete no seu correspondente, gerando, quando for uma ação perturbadora, distúrbios, que se transformam em doenças, e que, para serem retificadas, exigem renovação e reequilíbrio do fulcro onde se originaram.

Desse modo, são muitos os efeitos perniciosos no corpo causados pelos pensamentos em desalinho, pelas emoções desgovernadas, pela mente pessimista e inquieta na aparelhagem celular.

Determinadas emoções fortes - medo, cólera, agressividade, ciúme - provocam uma alta descarga de adrenalina na corrente sanguínea, graças às grândulas supra-renais. Por sua vez, essa ação emocional, reagindo no físico, nele produz aumento da taxa de açúcar, aliada a forte contração muscular, face à volumosa irrigação do sangue e sua capacidade de coagulação mais rápida.

A repetição do fenômeno provoca várias doenças, como a diabetes, artrite, hipertensão... Assim, cada enfermidade física traz um componente psíquico, emocional ou espiritual correspondente. Em razão da desarmonia entre o Espírito e a matéria, a mente e o perispírito, a emoção (os sentimentos) e o corpo, desajustam-se os núcleos de energia, facultando os processos orgânicos degenerativos provocados por vírus e bactérias, que neles se instalam.

Conscientizar-se desta realidade é despertar para a valores ocultos que, não interpretados, continuam produzindo desequilíbrios e somatizando doenças, como mecanismos degenerativos na organização somática.

Por outro lado, os impulsos primitivos do corpo, não disciplinados, provocam estados ansiosos ou depressivos, sensação de inutilidade, receios ou inquietações que se expressam ciclicamente, e que a longo prazo se transformam em neuroses, psicoses, perturbações mentais.

A harmonia entre Espírito e a matéria deve viger a favor do equilíbrio do ser, que desperta para as atribuições e finalidades elevadas da vida, dando rumo correto e edificante à sua reencarnação.

As enfermidades, sobre outro aspecto, podem ser consideradas como processos de purificação, especialmente aquelas de grande porte, as que se alongam quase que indefinidamente, tornando-se mecanismos de sublimação das energias grosseiras que constituem o ser nas suas fases iniciais da evolução.

É imprescindível um constante renascer do indivíduo, pelo renovar da sua consciência, aprofundando-se no autodescobrimento, a fim de mais seguramente identificar-se com a realidade e absorvê-la. Esse autodescobrimento faculta uma tranqüila avaliação do que ele é, e de como está, oferecendo os meios para torná-lo melhor, alcançando assim o destino que o aguarda.

De imediato, apresenta-se a necessidade de levar em conta a escala de valores existenciais, a fim de discernir quais aqueles que merecem primazia e os que são secundários, de modo a aplicar o tempo com sabedoria e conseguir resultados favoráveis na construção do futuro.

Essa seleção de objetivos dilui a ilusão - miragem perturbadora elaborada pelo ego - e estimula o emergir do Si, que rompe as camadas do inconsciente (ignorância da sua existência) para assumir o comando das suas aspirações.

Podemos dizer que o ser, a partir desse momento, passa a criar-se a si mesmo de forma lúcida, desde que, por automatismo, ele normalmente o faz através de mecanismos atávicos da Lei de evolução.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

OS Sete Corpos do Ser Humano - Outra Visão





Atualmente a ciência materialista considera o homem apenas em seu aspecto físico, sem levar em conta a 
existência dos mundos supra-físicos. Outros crêem que somos duais, que temos corpo e alma. Há outros ainda, que admitem a existência do corpo da alma, e do espírito.

Estes corpos são invisíveis para a maioria dos homens pelo fato de estarem adormecidos os sentidos sutis e elevados que poderiam servir para demonstrar a sua realidade. Em relação aos mundos supra-físicos, a maioria dos homens se encontra em circunstâncias análogas a de um homem nascido cego neste mundo dos sentidos.

Embora esteja envolvido pela luz e pela cor, é incapaz de aperceber-se delas. Para ele, não existe e são incompreensíveis, simplesmente porque lhe falta o sentido da visão que lhe permitiria velas. Objetos ele pode sentir, parece-lhe reais, mas a luz e a cor estão fora de seu alcance.

Assim acontece com a maior parte da humanidade. Sentem e vêem objetos e ouvem sons do mundo físico, mas outros reinos e planos que o clarividente chama "mundo superior" são para a humanidade tão incompreensíveis como a luz e a cor para os cegos.

Porém, porque o homem cego não pode ver nem a luz nem a cor, isto não é argumento plausível contra a sua existência e realidade. Tão pouco teria significação o argumento de que pelo fato da maioria das pessoas não poder ver os mundos supra-físicos ninguém os possa ver. Se o cego adquirir a visão, verá a luz e a cor. Se os sentidos superiores dos que atualmente estão cegos para o mundo supra-físico forem despertados pelos meios apropriados, eles também poderão ver estes mundos que presentemente lhe são ocultos.

Um estudo de anatomia, para que seja completo, tem que abarcar em seu conjunto os sete corpos do 
homem, em toda suas interrelações.

Através do segundo fator, a magia sexual, teremos que construir os corpos existências do Ser, tal como para nascer no mundo físico, para criar nosso corpo físico é necessária a união sexual, assim também, para a criação dos corpos em outras dimensões, será também necessário a energia sexual, pois tudo nasce da união dos opostos, do positivo e do negativo, isto ocorre na criação de todos os Universos, do maior (os Cosmos) até os menores (o Ser Humano é um microcosmos), na tabela abaixo observamos os corpos e percebemos que é necessário um corpo para cada dimensão, a situação é a inicial, ou seja, antes de começarmos a trabalhar com a construção dos corpos:

CORPOS DIMENSÃO SITUAÇÃO INICIAL

1º - corpo Físico mundo tridimensional, físico nós o temos, mas está 
desequilibrado
2º - corpo Vital mundo vital também o temos
3º - corpo Astral mundo astral (5º dimensão) temos apenas uma forma lunar, 
temos que construí-lo
4º - corpo Mental mundo mental (5º dimensão) temos apenas uma forma lunar, idem
5º - corpo Causal ou da Vontade mundo causal (6º dimensão) também não possuímos, está em 
embrião
6º - corpo Búdico ou da 
Consciência mundo búdico (6º dimensão) já construído, mas pertence ao 
Íntimo
7º - corpo Átmico ou Íntimo 7º dimensão já construído, idem ao anterior

Salienta-se que esta divisão não é arbitrária mas necessária e isto porque a substância de cada um destes 
corpos está sujeita a leis que, praticamente, não atuam nos outros. Além disso, a matéria desses corpos varia de densidade, sendo o corpo físico o mais denso de todos.

1º - O Corpo Físico 

Serve para nos manifestarmos no plano tridimensional, chamado comumente plano denso, que é onde a 
matéria tem sua completa manifestação. É claro que este veículo adaptado para esta zona física não serva para nos manifestarmos em outros planos onde a matéria é mais sutil. Para estas dimensões necessitamos de um veículo apropriado, com as características indispensáveis e acondicionadas às leis que regem estas dimensões.

Ele é o laboratório, através dele poderemos trabalhar e construir os demais corpos. 

2º - Corpo Etérico ou Vital

No organismo humano existe um corpo bioeletromagnético. Este é o corpo vital ou assento vital, chamado também corpo etérico. É o assento da vida orgânica. Nenhum organismo poderia viver sem o corpo vital. Cada átomo do corpo vital penetra dentro de cada átomo do corpo físico para fazê-lo vibrar intensamente.

Ambos os corpos se penetram e compenetram sem, porém, confundir-se. Todos os fenômenos químico, fisiológicos e biológicos, todo fenômeno de percepção, todo processo metabólico toda ação das calorias, etc.; tem sua base no corpo vital. Este tem mais realidade que o corpo físico. Sabemos muito bem que a cada sete anos muda totalmente o físico devido a renovação constante das células.

Ao cabo deste tempo não fica um só átomo antigo em dito corpo. No entanto, o corpo vital não muda. Nele estão contidos todos os átomos da infância, adolescência juventude e ainda idade adulta e velhice. O corpo físico pertence ao mundo de três dimensões, ao passo que o vital é um corpo da quarta dimensão durante os desdobramentos astrais, o acento vital aproveita para repor ao corpo físico as energias perdidas durante o dia. Quando o paciente dorme, o médico se tranqüiliza porque sabe que despertará melhor. 

Esta recuperação é devida ao assento vital que está realizando seu trabalho. Na verdade, o corpo vital jamais abandona o físico, salvo no último instante da vida.

O corpo vital está constituído por quatro éteres : a) éter químico , b) de vida , c) luminoso e d) refletor. 

a ) Éter Químico:

As forças que produzem a assimilação e a excreção trabalham por meio dele. A assimilação é o processo 
pela qual os diferentes elementos nutritivos do alimento se incorporam ao corpo da planta, do animal e do homem. Estas forças não atuam cega nem mecanicamente, mas de uma forma seletiva, realizando assim a sua finalidade que é o crescimento e a manutenção do corpo.

A excreção é efetuada por forças da mesma índole, por meio das quais são expulsos os materiais contidos 
nos alimentos que são impróprias para o corpo, ou são expulsos os que já prestaram toda sua utilidade possível e que portanto, devem ser eliminados do sistema. Estes processos, como todos os demais que são independentes da vontade do homem, são sábios, seletivos e não puramente mecânicos em sua atuação. 

b ) Éter de Vida:

Assim como o éter químico é o condutor ou meio de atuação das forças que têm como finalidade a 
manutenção da forma individual, o éter de vida é o meio de operação das forças que tem como finalidade a manutenção das espécies, a força de propagação. O éter de vida tem pólos positivos e negativos. As forças que trabalham através do pólo positivo são as que atuam na fêmea durante o período de gestação tornando-a assim capaz de efetuar o trabalho ativo e positivo de formar um novo ser. Por outro lado as forças que trabalham pelo pólo negativo do éter de vida, tornam o macho capaz de produzir o sêmen.

c ) Éter luminoso:

Este éter é também positivo e negativo e as forças que atuam pelo seu pólo positivo são as que geram o 
calor do sangue doas animais superiores e do homem, as que os convertem em fontes individuais de calor. As forças que atuam pelo pólo negativo do éter luminoso são as que operam através dos sentidos manifestando-se como função passiva da visão, audição, tato, olfato e paladar. São também os que constroem os olhos e os conservam. 

Nas plantas, as forças que atuam pelo pólo positivo do éter luminoso produzem a circulação da seiva. No 
inverno, quando o éter luminoso não está carregado de luz solar como no verão, a seiva deixa de correr até o estil. As forças que atuam pelo pólo negativo do éter luminoso depositam a clorofila - substância verde das plantas - e dão cor às flores.

d) Éter Refletor

A imagem mental de uma casa, gerada pela mente do arquiteto, pode ser recuperada, tomando-a da memória da natureza, ainda mesmo depois de falecido o arquiteto. É que todo conhecimento deixa após se uma destrutível imagem neste éter refletor. Assim como as samambaias gigantescas da infância da terra deixaram sua marca no carvão petrificado, assim como a marcha dos glaciais que podem ser observadas pelos sinais que deixa nas roxas assim os pensamentos e atos dos homens ficam gravados indelevelmente pela natureza no éter refletor no qual o clarividente treinado pode ler sua história ou uma exatidão proporcional a sua habilidade.

O éter refletor é assim denominado por mais uma razão : as recordações ou imagem que nele se encontram
são apenas reflexos da memória da natureza. A memória da natureza encontra-se em um reino muito mais elevado. Nenhum clarividente desenvolvido dá importância à leitura deste éter, porquanto as imagens que ele apresenta são obscuras e vagas comparadas com as que encontram no reino superior.

Lêem neste éter os que geralmente não podem fazer outra coisa ou que na realidade não sabem onde estão lendo.

Em geral, os psicômetras e os médiuns obtêm neste éter as suas informações. Até certo tempo, também os 
estudantes das escolas ocultistas, nos primeiros passos do caminho do desenvolvimento, observa este éter refletor, mas sempre o seu instrutor o previne da influência deste éter como meio de adquirir informações exatas, evitando assim que venha atirar conclusões errôneas. 

Este éter é o agente pelo qual o pensamento faz impressão sobre o cérebro humano. 

Em determinado ponto do processo iniciático, o estudante aprende a liberar os éteres superiores para viajar com eles distante do corpo físico. Inquestionavelmente, as percepções claravidentes e clariaudientes se intensificam extraordinariamente quando observemos em nosso corpo os dois éteres. Tais éteres permitem ao estudante trazer a seu cérebro físico a totalidade das recordações supra-sensíveis. 

3º - Corpo Astral ou Corpo de Desejos:

Este veículo é um corpo mais sutil que o etérico e nele tem sua vivenda os sentimentos e as emoções. Nas 
horas de vigília, envolve completamente o corpo denso, tendo a aparência de um ovóide luminoso; quando projetado para fora do corpo físico, assume a mesma forma destes.

Durante o sono normalmente abandonamos temporariamente a parte densa do corpo físico utilizando-nos do corpo astral como veículo. Porém o homem comum e corrente não é consciente do que lhe sucede no mundo astral enquanto dorme em seu corpo físico. Muitas vezes recorda-se parcialmente e dirá que sonhou.

O Homem que deixa o corpo físico pelo exercício de sua própria vontade, o deixa com plena consciência e conhece por conseguinte tudo o que o rodeia no mundo astral. Então utiliza o corpo astral por veículo, como utiliza o corpo físico, tornando-se capaz de estudar os fenômenos do mundo astral tão claramente como quando em seu corpo de carne e osso estuda os fenômenos do mundo físico.

Diz-se que o homem está desperto no mundo astral quando é capaz de valer-se de seu corpo astral como 
veículo operante de sua consciência, quando observa e discerne os fenômenos astrais como qualquer um de nós pode observar e discernir os fenômenos do mundo físico.

Neste corpo existe certo número de centros sensoriais que na maioria das pessoas se encontra em estado latente. Na grande maioria das pessoas estes chacras são simples redemoinhos e não tem qualquer atividade como meio de percepção. Todavia, é possível despertá-los em todas as pessoas mas, conforme forem os métodos utilizados, assim serão os resultados. Na clarividente involuntário, desenvolvido no sentido negativo e impróprio, estes vórtices de energia giram na direção oposta a dos ponteiros do relógio. No corpo de desejos de um clarividente voluntário, devidamente desenvolvido, giram na mesma direção dos ponteiros do relógio. Esta é uma das diferenças fundamentais entre um médium e um clarividente devidamente desenvolvidos. Diferenças que trazem implicações sérias do ponto de vista evolutivo do ser humano.

No ser humano comum e corrente, o corpo de desejos e quase que completamente desorganizado, sombrio e de natureza lunar, impossibilitando o indivíduo de usufruir de uma série de experiências conscientes. Num ser completamente desenvolvido, este corpo é de natureza solar, eletrônica, tendo sido elaborado de forma consciente, através de grandes esforços. Tal corpo lhe possibilitara experiências transcendentais como a saída consciente em corpo astral.

4º - Corpo Mental:

Aqueles que supõe que a mente é o cérebro totalmente equivocados. A mente é energética, pode independizar-se da matéria densa, pois é um corpo aparte, constituído de matéria mental. A mente elabora os pensamentos que se expressam por meio de cérebro. Pensamentos, mente e cérebro são três coisas totalmente distintas. Temos que aprender a dominar a mente, submetendo-a à vontade do ser.

A razão divide a mente entre o batalhar das antíteses; os conceitos antitéticos convertem a mente num campo de batalha. O processo de racionabilidade extremada rompe as delicadas membranas do corpo mental. O pensamento deve fluir silencioso sereno e integralmente, sem o batalhar das antíteses. 

O corpo mental pode viajar através do tempo e do espaço, independentemente do cérebro físico. Neste determinado processo do estudo esotérico, o discípulo aprende a se desdobrar em corpo astral. Já em corpo astral, aprende a abandonar este corpo e a ficar no corpo mental. O corpo mental da raça humana encontra-se até agora na aurora de sua evolução, estando quase que completamente desorganizado (corpo mental lunar).

5º - Corpo Causal ou da Vontade

O corpo causal vem a ser o veículo da alma humana. No ser humano comum e corrente, este corpo ainda não está formado, tendo encarnado dentro de si mesmo apenas uma fração da alma humana. Tal fração é denominada essência e no zen budismo japonês "Budhata".

Podemos e devemos estabelecer diferença entre o seu corpo da vontade de seres humanos comuns e correntes, do tipo lunar e o corpo da vontade consciente de um mestre. O legítimo corpo da vontade permite ao adepto realizar ações nascidas da vontade consciente e determinar circunstâncias.

Normalmente, pensamos que temos força de vontade, para realizar tal ou qual coisa ou projeto porém, na 
verdade, o que temos é desejo concentrado e, de acordo com este desejo, efetuamos sacrifícios afim de lograr, triunfar.

6º - Corpo Búdico ou da Consciência:

Também chamado de " Budhi " ou Alma Divina. É um corpo totalmente radiante que todo ser humano 
possui, porém, ao qual ainda não está intimamente ligado.

7º - Corpo Átmico ou Íntimo:

Chamado também de o Deus interno, o real ser, o íntimo de cada um.

Atman, em si mesmo é o ser inefável, o que está além do tempo e da eternidade. Não morre e nem se reencarna, é absolutamente perfeito. Atmanse desdobra na alma espiritual, esta se desdobrando na alma humana, a alma humana se desdobra na essência e essa essência se encarna em seus quatro veículos ( corpo físico, etérico, astral e mental ), se veste com eles.

Devemos trabalhar intensamente para construir ou nos ligar aos corpos existenciais do Ser, para podermos ir despertando e vivendo nestas dimensões superiores.

Os Três Corpos do Ser Humano

O Ser Humano tem, comprovadamente, três corpos: corpo físico, corpo emocional e corpo mental. Comprovadamente porque muitos Projetores conscientes veteranos já se projetaram utilizando esses corpos (emocional e mental) em suas experiências fora do soma (corpo físico). 

Sobre o corpo físico não vamos falar nesse texto, pois já é bem conhecido por todos. Vamos falar também sobre a desativação desses corpos (1ª, 2ª, 3ª mortes). Devemos esclarecer, desde já, que ao usarmos o termo "morte" é apenas de forma simbólica para referirmos à desativação dos corpos. Todos esses corpos estão interligados e funcionam em perfeita harmonia. 

Todos os conhecimentos e informações importantes apresentadas nesta matéria, foram extraídas de livros mediúnicos sérios e projetores conscientes confiáveis, em uma linguagem simples e acessível, para facilitar a assimiliação deste artigo.

VIAGEM ASTRAL

Quando saímos do corpo, podemos nos encontrar com seres encarnados ou desencarnados, tanto no plano físico como no plano espiritual. Saímos do corpo voluntariamente, através de exercícios projetivos, ou involuntariamente, sem o nosso desejo. Utilizando o corpo emocional (psicossoma) podemos volitar (voar, flutuar) para lugares distantes. Podemos nos mover rapidamente a qualquer lugar do globo terrestre - ou fora dele - às vezes vendo e reparando a paisagem à baixo; às vezes, devido a velocidade, não é possível observá-la.

A saída do espírito do corpo (decolagem) pode ser consciente, lúcida, ou seja, acompanhamos o processo de saída e percebemos como saímos, ou inconsciente; após os exercícios projetivos adormecemos e nos encontramos acordados fora do corpo humano, mas geralmente perto dele. Por estarmos pertos, há uma zona de influência magnética do cordão de prata (estudado neste texto) que pode puxar o espírito de volta ao corpo rapidamente.

Podemos também ir para o plano extrafísico e conhecer as cidades e colônias espirituais. Há projeções com o corpo emocional (psicossoma) ou com o corpo mental (mentalsoma). Nestas últimas nos encontramos em um corpo amórfico, sem forma, porém são mais raras de acontecer. Não existe o perigo de não voltar de uma viagem astral, basta um pensamento decidido do projetor e se volta. Todas projeções são sempre monitoradas por um amparador, mesmo que ele não esteja visível para nós no momento da projeção.

Iniciamos, portanto, dizendo que a Consciência utiliza vários corpos ou veículos de manifestação da consciência (VMC) para ela se manifestar nos diversos planos e dimensões existenciais da multidimensionalidade. Cada veículo ou corpo está ligado à um plano correspondente. Os VMC são:

- O corpo físico (soma): está ligado ao plano físico.

- O corpo emocional (psicossoma): está ligado ao plano espiritual (plano astral).

- O corpo mental (mentalsoma): está ligado ao plano mental.


CORPO ENERGÉTICO

Nesse texto, vamos falar muito sobre o "corpo energético", embora não seja exatamente um corpo, mas, sim, um campo energético. Mas para facilitar a compreensão desta matéria trataremos deste campo energético como corpo energético. O corpo energético está ligado à dimensão energética (dimener) da Terra, ou seja, às energias planetárias do globo terrestre.

O corpo energético conhecido também por: aura, duplo etérico, holochacra (todos os chacras) é um campo energético aonde estão localizados todos os chacras. Existem 7 chakras principais e milhares de outros chakras menores e secundários. Esse corpo faz a ligação (conexão) entre o corpo emocional e o corpo físico. Os chacras servem para absorver a energia cósmica (prana, energia imanente, chi, ki) e trazê-la ao corpo físico, alimentando-o energeticamente. 

A cor da aura varia muito de aspecto conforme o estado mental e emocional do indivíduo. Pode ser clara ou escura, de diferentes colorações, conforme o tipo de vida que a pessoa leva. Seus pensamentos, sentimentos e atitudes determinam sobremodo a cor da aura. Se for uma pessoa boa, as energias positivas, de alto teor, alta vibração, claras, circularão no campo áurico do indivíduo. Se for uma pessoa ruím, negativa, energias escuras, densas, pesadas, de baixo teor e vibração estarão presente na aura do Ser Humano. 

Importa cuidarmos do nosso espírito, mantendo sempre pensamentos, sentimentos e atitudes elevadas, a fim de que as energias da aura sejam sempre claras, brilhantes, positivas, de alta vibração e qualidade, atraindo assim boas companhias extrafísicas (espíritos bons / amparadores). Lembremos sempre da máxima: semelhante atrai semelhante. 

Quando a pessoa desencarna, mantém esse corpo energético por um período até libertar-se das energias materiais ainda impregnadas no corpo energético, resquícios da dimensão física. Ocorre, então, posteriormente, a segunda desativação (2ª morte) que é a desativação do corpo energético. A primeira desativação (1ª morte) é obviamente a morte do corpo físico (soma). Em cada reencarnação na Terra utilizamos um novo corpo energético e, evidentemente, um novo corpo físico. 


CORPO EMOCIONAL

O corpo emocional, conhecido também por psicossoma, períspirito, corpo astral, etc. é um corpo com a morfologia humana. É idêntico ao corpo humano, é uma cópia perfeita dele, porém mais sutil. Simplificando, esse é o espírito, o corpo espiritual. 

Enquanto nós, seres humanos encarnados, saímos do corpo físico, com o corpo astral, e, mais raramente, com o corpo mental, os desencarnados, por já não possuírem o corpo físico, saem do corpo astral e vão para outros lugares com o corpo mental. Eles podem ir, inclusive, com esse corpo, para o plano mental.

O corpo físico se liga ao corpo espiritual através do corpo energético e do cordão de prata. Essa cordão de prata é um conduto energético, de cor prateada. Serve para haver uma troca constante de energia entre o espírito e o corpo físico, permitindo, assim, a sobrevivência do espírito na matéria. Existe, igualmente, um cordão energético (cordão de ouro) que liga o corpo espiritual (emocional) ao corpo mental. A função é basicamente a mesma que a do cordão de prata, porém sua cor é dourada. 

O cordão de prata pode se prolongar por uma distância imensurável no infinito que ele estará sempre acompanhando o projetor, ele nunca se rompe, é um conduto energético, um fluxo energético. Às vezes o projetor vê o cordão de prata, às vezes não. Não há perigo de algum espírito "cortar" o cordão ou ainda de enquanto estamos fora do corpo outro espírito entrar no nosso corpo; não existe também o perigo de não se conseguir retornar ao corpo físico e perder-se durante a viagem astral, basta um pensamento decidido do projetor e se volta.

O cordão de prata, que mantém a ligação com o corpo físico, pode, a qualquer momento, seja por uma emoção mais forte, euforia exagerada ou o pensamento firme de retornar ao corpo material, nos puxar de volta automaticamente para o físico, terminando assim a nossa experiência. Portanto, os alegados perigos de se realizar uma projeção astral inexistem. Existem, sim, muitas lendas criadas para afastar as pessoas das experiências fora do corpo (EFC's), que trazem muitos benefícios ao projetor.

Quando uma pessoa desencarna, o espírito deixa o corpo físico inanimado, e se rompe esse conduto energético (cordão de prata) e inicia uma nova vida no Plano Espiritual (Plano Astral, Plano Extrafísico). O espírito permanece com a mesma aparência que tinha antes, encarnado, até nos mínimos detalhes. O corpo espiritual (emocional) é uma cópia perfeita, milimétrica, do corpo físico. 

Esse corpo é leve, não sofre a influência da gravidade, é mais sutil (embora nos espíritos ainda muito materializados se torna até mesmo pesado, grosseiro, a se confundir com o físico). Uma das características do psicossoma é a possibilidade de transfigurar-se, ou seja, mudar sua imagem, sua aparência. O espírito de um mulher, por exemplo, pode aparecer temporariamente com a forma masculina ou vice-versa.

Outra possibilidade do psicossoma é a de volitar (voar, flutuar), já que não sofre a influência da gravidade. Além disso, o espírito não respira oxigênio. Então é possível conhecer o espaço sideral, o fundo do mar, o interior da Terra e muitas outras coisas que não são possíveis com o corpo físico. O espírito pode atravessar também pelos objetos materiais. O espírito pode conversar telepaticamente, embora alguns espíritos ainda presos aos hábitos terrenos conversem pela linguagem comum, falada. Porém, com a linguagem telepática, rompem-se as barreiras idiomáticas, visto que um espírito que viveu em determinado país pode, sem dificuldades, conversar com outro que viveu em outra nação.

A visão espiritual é muito mais aguçada e desenvolvida do que a humana. Com ela o espírito que está, por exemplo, em um ambiente na Terra, num quarto fechado, consegue enxergar através das paredes materiais. Outra possibilidade é a visão de um objeto por dentro, ver o interior do objeto sem abri-lo, ou mesmo o interior do corpo humano (endoscopia). Pode ver também coisas a distância proximamente, há uma ampliação da visão em alto grau. Na verdade, todos os nossos cinco sentidos ficam muito ampliados em todos os sentidos.

O espírito vai evoluindo sempre e há espíritos em diversos graus evolutivos e em diversas dimensões espirituais, conforme o seu adiantamento evolutivo. Os espíritos são materializados ou sutis, dependendo da sua evolução. Os espíritos que passam para o plano espiritual, logo após a morte, conservam ainda alguns hábitos e necessidades humanas, parecidas com a nossa, como trabalho, lazer, repouso, etc. Somente após muitos anos de evolução, eles abandonam esses hábitos, que tornam-se dispensáveis. 

É importante dizer que a morte não muda ninguém. O espírito continua com a mesma personalidade, continua sendo a mesma pessoa que era antes, sem nenhuma diferença. Por isso, toda evolução é uma evolução interior. Na verdade, quando encarnamos há um certo restringimento consciencial, ou seja, restringimento dos talentos, atributos, capacidades e possibilidades do espírito conquistadas ao longo de inúmeras reencarnações. Quando desencarnamos, recuperamos aos poucos nossos atributos conscienciais, nossos talentos, a totalidade do nosso espírito, além de lembrarmos de nossas vidas passadas.

O espírito vai continuar utilizando esse corpo emocional durante muitos períodos intermissivos (intervalo entre as reencarnações no plano espiritual) até atingir um alto estágio evolutivo, quando esse corpo espiritual vai ser desativado (desativação do corpo emocional / 3ª morte / rompimento do cordão de ouro). A partir daí o espírito vai se utilizar apenas do corpo mental e ser uma Consciência Livre (CL). 


CORPO MENTAL

O corpo mental (mentalsoma) é o mais evoluído de todos os corpos conhecidos. Podem haver outros corpos, além dos estudados nessa matéria, mas os projetores conscientes veteranos ainda não descobriram, nem tiveram experiências fora do corpo com eles. O mentalsoma está situado no cérebro do psicossoma. É um corpo amórfico (sem forma / pura luz). Por isso se diz que o espírito não tem sexo.

O corpo mental é o veículo de manisfestação da consciência pelo qual a consciência se manifesta usando os atributos da inteligência (intelecto, intuição, memória, imaginação, etc). Portanto, os nossos pensamentos tem origem no corpo mental; a nossa memória integral (holomemória), de todas as nossas vidas e reencarnações, está situada nesse corpo também.

É importante dizer que a consciência não reencarna. O que reencarna é a energia que é comandada pela consciência. Movimentamos o corpo físico de forma indireta. Apesar do psicossoma (corpo emocional) e do mentalsoma (corpo mental) portarem a consciência em suas saídas da matéria, a Consciência não está, de forma alguma, situada nesses corpos. A Consciência age sobre os corpos de uma maneira ainda desconhecida para nós.

Até atingirmos esse alto estágio evolutivo são necessárias muitas vidas em um corpo físico (através das sucessivas reencarnações), são necessários muitos períodos intermissivos (intervalo entre as vidas no plano espiritual utilizando o corpo espiritual) até desativar-se todos os corpos (físico, energético, espiritual - 1ª, 2ª, 3ª mortes) para viver-se exclusivamente com o corpo mental. Quando isso acontece, se encerra definitivamente o ciclo contínuo das reencarnações sucessivas e a consciência vive apenas com esse corpo no plano mental. Não negamos também a existência de planos superiores ao mental, mesmo porque a sabedoria das idades fala que o homem e todos os planos, enfim, que este universo conhecido é setenário.

O plano mental é uma dimensão muito evoluída. Nesta dimensão superior não existem casas, jardins, construções, vida vegetal e animal, tal como na Terra e no plano espiritual. Não existem colônias organizadas e limitadas; existe, sim, o infinito universo ilimitado de Deus. Não existem formas definidas ou delineadas nesse plano. É uma dimensão de luzes e energias apenas. O tipo de vida que se desenrola nessa dimensão é muito superior em todos os aspectos, porém é um tipo de vida ainda incompreensível para a humanidade terrestre no seu atual estágio evolutivo.

Quando se atinge essa alta condição evolutiva, somos Consciências Livres (CL). Livres das reencarnações sucessivas e de todo e qualquer sofrimento (fim do sofrimento), desfrutando desse nirvana por toda eternidade. Isso é possível a todas as criaturas, sem excessão, através dos esforços contínuos da consciência em evoluir, rumo a perfeição. 

A Consciência Livre (Espíritos Puros, Espíritos Perfeitos) orienta o processo evolutivo de outros espíritos menos evoluídos que buscam a perfeição. As Consciências Livres supervisionam também a evolução dos planetas e de todos os seres vivos, encarnados e desencarnados, físicos e extrafísicos. A Consciência Livre pode ir para qualquer lugar do universo apenas com um pensamento, segundo a sua vontade. Onde estiver seu pensamento, estará sua consciência.

Nessa condição evoluída de Consciência Livre, em um corpo mental amórfico, a comunicação é superior a comunicação telepática utilizada pelos espíritos. É uma comunicação não-verbal, não se utiliza de palavras, mesmo mentalmente, é uma transmissão de idéias apenas, em blocos, em uma velocidade incrível, quase instantânea. Pode ser chamada de Cosmocomunicação.

A Consciência Livre vive constantemente em estado de Cosmoconsciência ou Consciência Cósmica. Nessa condição, a consciência sente a presença viva do Universo pulsando em seu interior e se torna Una com ele, formando uma Unidade indivisível. É a percepção da unidade entre todas as coisas. É sentir o Todo vibrando em seu interior e viver nessa beatitude sublime e perene por toda eternidade.

A Consciência Livre não tem absolutamente nenhuma necessidade. Eles não tem nada, mas tem tudo. É o estado dos espíritos puros, perfeitos. A Consciência Livre vive em uma vigília permanente. Não existe sono. Não existem dias, nem noites, mas a eternidade e o infinito, na Luz Astral Infinita do nosso Pai Maior Criador da Vida, Autor Sublime da Criação - DEUS.