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sábado, 25 de setembro de 2010

Holopuntura

Por Henrique Vieira Filho

Holopuntura é uma nova (re)visão sobre as milenares técnicas da Acupuntura, Auriculoterapia e Reflexoterapia.

A premissa central é que podemos aplicar estímulos em micro-regiões (pontos) e com isso obter reações globais, despertando os próprios recursos naturais de auto-harmonização.

Introdução:

Holopuntura: A Quintessência da União de Técnicas

Com a Pulsologia de Nogier (muito prática e de rápido aprendizado) ou analisando a reação do cliente ao toque em pontos-chaves, de pronto obtém-se a avaliação de quais seriam os desequilíbrios e quais as micro-regiões a serem estimuladas para despertar em nossos Clientes todos os seus recursos de Auto-Harmonização.

À disposição, uma vasta gama de opções de estímulos distintos, tais como o toque, imãs, cores, sons e até as famosas agulhas, dentre outras. O trabalho pode ser realizado tomando-se regiões corpóreas (orelhas, pés, pontos de acupuntura) que atuam como um microcosmo da pessoa atendida, um "espelho" de mão-dupla, que tanto reflete o estado global de harmonia, quanto intervém terapeuticamente, mediante estimulação. O mapeamento das zonas reflexológicas foi quintessenciado ao máximo, devido ao resgate da milenar abordagem dos Cinco Movimentos Chineses, que traduz o trabalho em uma síntese quase que poética e de fácil compreensão.

Material e Metodologia

PULSOLOGIA DE NOGIER e REFLEXOTERAPIAS

Resumidamente, a Pulsologia de Nogier começou com o próprio, que é conhecido como o Pai da Auriculoterapia, que é a opção de Reflexoterapia mais estudada..

Por ter o hábito de tomar o pulso de seus clientes, Nogier, durante seus trabalhos de auriculoterapia, percebeu certos "sinais", como se fossem "trancos" ou súbitas "sumidas" da pulsação.

E que isso ocorria justamente quando estava com algum estímulo (por exemplo, uma ponta metálica...), passando por sobre uma região reflexa desequilibrada.

É como se uma "onda" passasse por debaixo de nossos dedos, enquanto tomamos a pulsação. Alguns percebem essa "onda" em seu pico, ou seja, como um "tranco" no pulso do cliente. Outras vezes, percebemos essa "onda" quando ela "cai", como se fosse uma súbita "sumida" do pulso.

É uma sensação que dura cerca de 1 segundo, mas que é nitidamente percebida, como puderam constatar em nossa aula presencial, durante o Holística 2004.

Atentem que não altera a QUANTIDADE de batidas cardíacas, mas sim, a INTENSIDADE com que a percebemos, como se uma "onda" passando por debaixo de nossos dedos, enquanto tomamos a pulsação. Alguns percebem essa "onda" em seu pico, ou seja, como um "tranco" no pulso do cliente. Outras vezes, percebemos essa "onda" quando ela "cai", como se fosse uma súbita "sumida" do pulso. É uma sensação que dura cerca de 1 segundo, mas que é nitidamente percebida.

É importante que TREINEM BASTANTE, de preferência, com várias pessoas diferentes, pois "localizar" o pulso varia bastante em cada caso. Para os casos difíceis, apliquem a tática de fazer toques circulares na região entre as sobrancelhas, que de pronto, a percepção do pulso se torna muito mais nítido. Um detalhe que pode fazer a diferença: TIREM OS METAIS DOS DEDOS E PULSOS: relógios, anéis, pulseiras, etc, em algumas pessoas simplesmente some com o Sinal de Nogier. Em muitos casos, pode-se até sentir a pulsação, mas nada de perceber o Sinal de Nogier... Se for esse o caso, experimente tirar os metais próximos, tanto do cliente, quanto os seus.

A Pulsologia de Nogier, todos teremos a oportunidade de constatar, é MUITO útil para a prática das reflexoterapias.

REFLEXOTERAPIAS

Diferentemente da visão da acupuntura pelo corpo, cujos pontos existem o tempo todo, quer estejam "abertos" para tratamento, ou não... nas zonas reflexológicas só surgem pontos SE e SOMENTE SE, estiverem refletindo um desequilíbrio energético.

Notem bem o diferencial: se localizamos pontos pelo corpo (acupuntura sistêmica...), isso em nada define o nosso trabalho.

Contudo, se localizamos pontos nas zonas reflexas, automaticamente temos e AO MESMO TEMPO, tanto a noção de qual é esse desequilíbrio (devido à sua correspondência nos mapas reflexológicos), como, também, detectamos o local exato que está aberto a ser estimulado terapeuticamente.

E COMO localizar estes pontos ? Bom, temos duas opções: 1) aparelhagem eletrônica de boa qualidade e bem regulada; 2) PULSOLOGIA DE NOGIER.

Muitas pessoas até gostam de aparelhinhos fazendo "bip", mas, com toda sinceridade, a pulsologia de Nogier é muito mais precisa... Além de mais precisa, é bem mais simples: basta tomar o pulso e uma ponta metálica para servir de "antena" a ser passada sobre as regiões reflexas.

Inclusive, para quem gosta de agulhas, esta ponta metálica pode ser justamente a ponta de uma micro-agulha auricular, a ser aproximada por uma pinça...

Com um pouco de prática, a detecção do ponto e a aplicação da micro-agulha se torna um procedimento rápido e preciso.

Não gosta de agulhas ? Ótimo: temos muitos outros estímulos eficientes.

Imãs (lado norte e lado sul), esferas "ouro" e "prata", cromopuntura (aplicação de cores nos pontos...), softlaser, toque terapêutico nos pontos (ou com dedo, ou com pontas, tipo "apalpador de pressão" com mola...), etc, etc...

A Pulsologia de Nogier também nos socorre quando for o caso de escolher qual é o estímulo adequado. Por exemplos:

Lado norte ou lado sul, do imã ? Esfera ouro, ou esfera prata ? Polo positivo ou negativo ? Qual das cores aplico no ponto ? Qual das regulagens em hertz eu aplico ?

Basta testar cada opção que deseja aplicar, por sobre cada ponto localizado e verificar qual faz com que o pulso reaja nitidamente...

Por esse mesmo método, pode-se testar inclusive, fitoterápicos.

Paul Nogier, por ser médico e absolutamente contrário a que não-médicos utilizem auriculoterapia, passou a testar medicamentos através da pulsologia e da aproximação destes dos pontos auriculares.

Como somos TERAPEUTAS HOLÍSTICOS, o que NÓS testamos são os fitoterápicos.

Digamos que já detectamos na orelha, os pontos/ desequilíbrios (via de regra, de uns 3 a no máximo, 5...).

E que estamos em dúvida entre algumas opções de fitoterápicos que podemos recomendar...

Se estiverem em forma "picada", podemos pinçar um pouco e aproximar desses pontos identificados, para perceber a reação do pulso.

Notarão que alguns em nada alteram; outros, até somem com o pulso e, de repente, um deles torna a pulsação "limpa", nítida, forte, reagindo com "tranco" à aproximação.

Pronto: terá detectado qual(is) é (são) o(s) fitoterápico(s) adequado(s) ao momento do cliente.

Muitas vezes, a combinação de uma ou mais amostras juntas pode melhorar a reação ao pulso, muitas vezes, não, até se anulam, indicando que é melhor optar por chás separados...

CLARO: se forem ter amostras de fitoterápicos em seus consultórios, OBRIGATORIAMENTE tem que ser de origem definida, ou seja, com NOTA FISCAL DE COMPRA, e rotulagem contendo laboratório e farmacêutico responsável. E, NUNCA, JAMAIS, NEM EM SONHO, vendam estes produtos. E, obviamente, só podem ser recomendados produtos de VENDA LIVRE, ou seja, sem necessidade de receita MÉDICA.

AURICULOTERAPIA

Chamamos de Auriculoterapia à técnica de análise e tratamento reflexológico por meio de estímulos no pavilhão auricular.

Sua origem data de milênios, tendo sido encontradas pinturas egípcias descrevendo o seu uso; Hipócrates, considerado o pai da medicina ocidental, detalhou seu uso para dores de dente, faciais e ciáticas. analgesia para nevralgias odontológicas, faciais e ciáticas.

Caído em esquecimento até os meados de 1951, quando o francês Paul F. M. Nogier iniciou suas pesquisas, dando tamanho grau de desenvolvimento à técnica, que passou a ser considerado o "pai da Auriculoterapia".

Acupunturista e quiropraxista, ele notou que diversas pessoas que sofriam de dor ciática tiveram seus sofrimentos cessados com cauterizações na orelha feitas pela "leiga" madame Barrin. Esses resultados empolgaram Nogier, passando ele a observar que na orelha há regiões doloridas espontaneamente ou ao toque, sempre que no corpo também houver dor. Verificando a ocorrência dessas regiões, culminou por observar que elas pareciam desenhar uma forma fetal invertida no pavilhão auricular. Com o correr das pesquisas, foi-se mapeando a que zona corporal correspondia cada porção da orelha, tendo sido publicadas na década de 50, as suas conclusões iniciais e seus tratamentos por estímulos de agulhas na aurícula, com grande repercussão entre os acupunturistas, pois estes já estavam acustumados a esse tipo de instrumento. Tal sucesso chegou até a China, que rapidamente levantou um mapeamento auricular, inundando a Europa com suas orelhas de plástico e "posters" de "auriculo-acupuntura". Tudo isso contribuiu para que se confundisse a Acupuntura* com essa "nova" técnica, mas as diferenças são gritantes: enquanto para primeira, os pontos existem o tempo todo, quer sirvam para tratamento ou não, na orelha eles não existem, a princípio, só vindo a surgir em correspondência a um desequilíbrio no corpo, facilitando ao máximo o diagnóstico, tornando praticamente impossível de se errar. Outro fator de distinção e, provavelmente, a maior descoberta de Paul Nogier, foi a técnica de diagnóstico pelo pulso, específica para a Auriculoterapia. Enquanto na pulsologia chinesa tomam-se ambos os pulsos simultaneamente e por meio de extrema sensibilidade, distinguem-se informações sobre a condição energética de cada órgão-meridiano, na técnica de Nogier, basta tomar-se um dos pulsos e com uma ponta de metal ou de aparelhagem eletrônica, "passeia-se" por todas as regiões reflexas auriculares e, o nde houver desequilíbrio, haverá uma alteração no pulso, que inicialmente chamou-se R.A.C. (reflexo aurículo cardíaco) e hoje em dia se conhece como R.A.N. (reflexo arterial de Nogier) ou V.A.S. (sinal autônomo vascular).

No Brasil, a esmagadora maioria dos que trabalham com a Terapia auricular desconhece quase que totalmente o trabalho francês; quando muito, estão a par do primeiro livro publicado de Nogier, o qual já há muito está desatualizado, com suas "receitinhas" de pontos específicos para cada tipo de tratamento. Em compensação, os brasileiros desenbvolveram uma abordagem somatopsíquica do tratamento auricular, a que denomino Calatonia Auricular, bem como o teste de fitoterápicos pela orelha e, ainda, o uso das freqüências de ressonância para a estética, além de desenvolver a Ressonância Biofotônica ou Biorressonância o nde os estímulos são dados por meio de luzes comuns (não laser) e ritmos, trabalhos estes, nacionais e pioneiros...

PONTOS DE ALARME SISTÊMICOS

As tradições milenares chinesas trouxeram aos nossos dias a teoria dos, assim traduzidos, "meridianos", que são caminhos de energia que circulam junto ao corpo e que refletem nosso estado holístico (físico, emocional, social, etc, etc...). Em tese, são infinitos... Contudo, como nosso objetivo é ser pratico, trabalharemos com 12 principais.

Em termos de 5 Movimentos Chineses, temos os meridianos FOGO: coração, intestino delgado, circulação e sexo, triplo aquecedor...

Eles são responsáveis pela "temperatura" de nossas emoções, entre outras coisas.

Como meridianos TERRA, temos o do baço-pâncreas e do estômago.

Respondem pela nossa reflexão, pelos pensamentos...

Já os meridianos MADEIRA são os do Fígado e da Vesícula Biliar.

Atuam na exterização das emoções, especialmente, a raiva...

Temos os meridianos METAL: Pulmão e Intestino Grosso.

Agem na interiorização de nossas emoções, tanto na serenidade, quanto na tristeza, baixa-estima...

E Rim e Bexiga, como meridianos do movimento ÁGUA.

Assim como as águas se adaptam ao meio e buscam aprofundar, assim estes meridianos lidam com aquilo que nos é de importância vital, tal como medo, sobrevivência, sexo...

Atentem que os nomes dos meridianos, em sua versão ocidental, correspondem aos nomes de certos órgãos e vísceras. Mas, a verdade é que não correspondem APENAS a estes órgãos, mas sim, a inúmeras funções que a ciência jamais atribuiria a estas "partes".

Por exemplo: a raiva, na visão dos 5 movimentos, tem relação com o meridiano de fígado... Mas, certamente que a ciência jamais vai associar raiva com o órgão fígado...

Felizmente, não temos que dar satisfações aos cientistas e podemos nos valer de mais de 5 mil anos de tradições...

Mas, em termos PRÁTICOS, como saber quais meridianos estão carentes de equilíbrio ?

Bom, como somos Terapeutas Holísticos, JAMAIS nos valeremos de "tabelinhas doenças-pontos-de-acupuntura"...

Isso é coisa de médico... Os médicos é que precisam fazer exames de laboratórios, descobrir qual a doença e seguir uma tabelinha de pontos, da mesma forma que seguem tabelas de correlação medicamento-doença...

Aliás, sempre é bom frizar: pela LEI, doença é monopólio médico...

Por isso que nós, TERAPEUTAS HOLÍSTICOS, tratamos das PESSOAS (jamais de "doenças"...) e de seus desequilíbrios "energéticos"...

COMO saber qual(is) meridiano(s) precisa(m) de tratamento ?

Muito simples: basta "perguntar" aos próprios meridianos !

E para fazer isto, basta tocar em determinados pontos, os chamos PONTOS DE ALARME, e saber do cliente se os mesmos estão (ou não...) doloridos ao toque...

Claro, todo ponto de alarme é relativamente dolorido... Mas, na prática, notarão 1 ou 2 que estarão MUITO sensíveis...

Ou seja, como trabalharemos com 12 meridianos, teremos 12 pontos de alarme a tocar, durante a avaliação...

Acreditem, quando tiverem prática, esse é um procedimento de 1 a 2 minutos...

Uma vez detectado QUAL o ponto de alarme mais sensível, trabalharemos em seu meridiano correspondente...

Para tanto, temos que localizar em seu trajeto, qual o ponto que está aberto a receber estímulos...

E, para sabermos isso, bastará tocarmos por seu trajeto, até detectarmos com o ponto que estiver mais sensível ao toque...

Ou seja, de novo, "perguntamos" ao meridiano...

Uma vez localizado (são bi-laterais, um de cada lado do corpo, simetricamente...), basta estimular por cerca de 1 minuto...

Para estimular, pode-se fazer uso do toque (apertar com os polegares e circular sobre o ponto...), pode-se aplicar agulhas, imãs, cores, enfim, uma infinidade de estímulos possíveis, todos igualmente eficientes.

Uma vez feito o estímulo, basta voltar a tocar no ponto de alarme correspondente e terão uma "surpresa": ele não está mais sensível ao toque !!

Ou, se ainda estiver, é muito pouco...

Pode-se "reforçar" a aplicação, atuando agora no meridianos que estava em "2o lugar" em sensibilidade ao toque em seu ponto de alarme...

Ou seja, da mesma forma: toque pelo trajeto do meridiano, até localizar um ponto sensível, que será justamente o que necessita de estimulação.

E pode voltar a conferir nos pontos de alarme que estarão todos "normais", sem a sensibilidade de antes em relação ao toque !

Ou seja, esse método substitui tanto a pulsologia chinesa (que só seria necessária se você fosse tratar o imperador, pois este não pode ser tocado...) e também elimina a necessidade de "tabelinhas de pontos"...

E nem terão que trabalhar em muitas regiões: os pontos de alarme, ficam todos na parte frontal do corpo... E os pontos dos 5 movimentos, estão localizados entre os dedos das mãos até o cotovelo, e dos dedos dos pés, até o joelhos...

Como puderam observar, os pontos de alarme tendem a ser sobre os órgãos dos quais recebem o nome ocidental...

É o caso do estômago, baço-pâncreas, fígado, rim, intestinos grosso e delgado...

O QUANTO de pressão aplicar para testar seu grau de sensibilidade, aí é questão de prática...

Há clientes que um toque muito leve já basta para conseguir testar os pontos... Outros, necessitam de maior pressão, pois tem menor sensibilidade...

Na verdade, os colegas terão que praticar bastante... Essa é a única forma de aprenderem de verdade...

Recapitulando: iremos tocar os pontos de alarme e perguntar ao cliente qual(is) está(ão) mais sensível(is).

Sugiro, por uma questão de praticidade, que testem "de cima para baixo"...

Ou seja: pontos de alarme dos meridianos do Pulmão, Vesícula Biliar, Coração, Fígado, Baço-Pâncreas, Rins, Estômago, Intestino Grosso, Triplo Aquecedor, Intestino Delgado, Bexiga e Circulação e Sexo..

Uma vez detectado QUAL o ponto de alarme mais sensível, irão (bilateralmente...) pesquisar pelo toque, o caminho do meridiano correspondente.

Basta seguir pelos trajetos dos 5 movimentos chineses, ou seja, será dos dedos em direção ao cotovelo (se for meridianos que passam pelos braços...), ou até os joelhos (se forem meridianos que passam pelas pernas...).

Uma vez detectado, pelo toque, qual o ponto mais sensível no trajeto do meridiano, bastará estimulá-lo, por exemplo, tocando com a ponta do polegar (simultaneamente, pois são 2 pontos simétricos, bi-laterais...). Estimulem os pontos, quer seja com os dedos, ou com agulhas, ou com imãs, ou com cores, ou com diapasões, ou com cristais, etc, etc,... durante cerca de 1 minuto e voltem a testar o mesmo ponto de alarme correspondente.

Via de regra, 1 minuto basta para equilibrar, o que pode ser constatado voltando a tocar no ponto de alarme correspondente, que estará agora, sem a mesma sensibilidade (dor...) quando tocado.

Caso ainda persista a sensação dolorosa no ponto de alarme, repita a operação também no trajeto do meridiano "2o colocado", quanto à dor no ponto de alarme...

Caso ele não esteja mais dolorido, a aplicação já pode considerar-se encerrada. Caso ainda esteja, repita a mesma operação, ou, passe para o "2o colocado" dentre os meridianos cujos pontos de alarme correspondente estavam mais sensíveis ao toque.

Resultados

Comparativamente às correntes teóricas que baseiam-se em tabelas pré-concebidas que relacionam sintomas a pontos específicos para estimular, a Holopuntura mostrou-se muito mais dinâmica e adaptável a cada Cliente e de resultados bastante eficientes, especialmente no tocante à ampliação da auto-consciência. Do ponto de vista legal, a Holopuntura igualmente mostrou-se mais adequada, justamente por possibilitar ao terapeuta Holístico trabalhar com Acupuntura e Reflexoterapias em formato absolutamente diferente da aobordagem praticada pela classe médica, evitando-se, assim, polêmicas judiciais.

Discussão

A Holopuntura beneficia o Cliente com perceptíveis resultados. E igualmente privilegia o Terapeuta Holístico que a ela se dedica, graças à eliminação da artificial e desnecessária complexidade que vem sendo impingida atualmente às técnicas, resgatando a simplicidade e naturalidade de suas essências fundamentais.

Como podem notar, com a Holopuntura, caso estivéssemos trabalhando com agulhas, bastaria 2 agulhas (1 ponto de cada lado do corpo...), ou, quanto muito, 4 agulhas ( 2 pontos, que como são bilaterais, traduzem-se em 2 pontos de cada lado, totalizando, 4...)

Esse festival moderno atual de transformar os clientes em "alfineteiros", enfiando um monte de agulhas, com toda a sinceridade, é absolutamente desnecessário...

Usam muitas agulhas, pois não tem a técnica de "perguntar" aos pontos de alarme... Como não fazem isso, acabam "somando" um monte de "tabelinhas de pontos", resultando em um MONTÃO de agulhadas...

Se bem feito, até dá resultado... Só que podemos trabalhar de forma MUITO mais sutil, como esta que estamos propondo aqui, na Holopuntura.

Eu trabalho faz mais de 20 anos assim e garanto que funciona bem.

Contudo, jamais acreditem em mim, pois o certo é que VOCÊS MESMOS TESTEM e tirem suas próprias conclusões...

Recordando: a técnica que acabaram de ver, simplesmente elimina aquela história de "tabelinha de sintomas X pontos pré-definidos".

Ao invez de ficarmos "adivinhando" o nde estão os desequlíbrios simplesmente nos baseando em tabelas de sintomas, nós vamos, LITERALMENTE, colocar a mão na massa.

Com a ponta dos dedos, tocaremos cada um dos pontos de alarme demonstrados.

À semelhança do que observamos via reflexoterapia auricular, notaremos poucos desequilíbrios.

Comumente, nosso cliente relatará cerca de 2 ou 3 pontos de alarme sensíveis ao toque.

Nos ocuparemos, primeiramente, daquele meridiano cujo ponto de alarme tenha sido o de maior sensibilidade (dolorido).

Seguiremos seu trajeto, também com os dedos, mas somente no trecho relativo aos 5 Movimentos Chineses.

E, novamente, perguntaremos ao cliente para que nos avise qual é o "ponto" mais sensível ao toque.

Obs: estes pontos são BILATERAIS, ou seja, são em pares, estando um de cada lado do corpo, simetricamente...

Justamente nestes é que nos ateremos, estimulando-os, bilateralmente, por cerca de um minuto.

Isso pode ser feito com o próprio toque/pressão da ponta dos dedos, ou, aplicando-se outras formas de estímulos, desde agulhas (acupuntura), até cores (cromopuntura), imãs (magnetoterapia), etc, etc.

Uma vez terminado o estímulo, volte a testar o ponto de alarme respectivo e notará que a sensibilidade ao toque sumiu... Ou diminuiu muito !

Caso ainda persista, parta para o "2o colocado" de sua lista de pontos de alarme sensíveis, pesquisando em seu meridiano respectivo e estimulando o ponto que detectar mais sensível.

Volte a testar os pontos de alarme e notará que a sensibilidade exarcebada de antes, não mais existe.

Pronto ! Uma bem sucedida estimulação terapêutica.

Nas reflexoterapias, não há pontos pré-existentes... Os mapas apontam para zonas, regiões, que estatisticamente, são associadas a centros de energia e/ou caminhos de energia (meridianos).

Os pontos só surgem SE e somente se, estiverem espelhando um desequilíbrio.

Desta forma, a escolha dos pontos a serem estimulados, jamais se dá simplesmente pelos sintomas descritos pelo cliente, mas sim, pela reação dos pontos à pulsologia de Nogier e/ou sensibilidade (dolorida...) ao toque do TH...

Tudo bem que a Holopuntura também dedica parte de suas variantes aos pontos "fixos" e pré-existentes espalhados pelo corpo,seguindo as tradições milenares chinesas quanto aos meridianos.

Ainda assim, atentem que a técnica foi revisitada e ganhou muito mais dinamismo e, ao mesmo tempo, simplicidade.

Afinal, ao invés de nos prendermos a "tabelinhas", literalmente o Cliente é quem nos dirá quais pontos denotam desequilíbrio, de acordo com a sensibilidade destes ao toque, nos chamados pontos de alarme.

Isto feito, novamente o Cliente é quem nos dirá quais pontos estimular, de acordo com a sensibilidade ao toque do TH, que tateia o caminho dos 5 Movimentos, sobre o meridiano que corresponde ao ponto de alarme que refletiu desequilíbrio.

Conclusões

A Holopuntura possibilita ao Terapeuta Holístico trabalhar resgatando a simplicidade original das técnicas milenares da Terapia Tradicional Chinesa (Acupuntura) e das Reflexoterapias (Auriculoterapia inclusa). O enfoque através dos Cinco Movimentos Chineses e a detecção dos desequilíbrios e respectivas micro-regiões a serem estimuladas, graças à reação ao toque e/ou à Pulsologia de Nogier, torna a terapêutica muito mais dinâmica e perfeitamente adaptável a cada atendimento. A isso se soma a grande vantagem de que esta abordagem está em total conformidade à legislação brasileira e às NTSV – Normas Técnicas Setoriais Voluntárias da Terapia Holística.

A Luz que Cura

(A Maravilha da Assistência Espiritual)

“Abaixo da iluminação, só há dor!” – Buddha -

Sabe aqueles momentos em que você se sente meio estranho consigo mesmo?

Naqueles instantes em que um desconforto psíquico parece se instalar em você internamente, sem motivo aparente?

Pois esses são momentos perniciosos, meu irmão, em que as trevas extrafísicas estão rondando o perímetro sagrado do seu coração espiritual, lar do eterno e templo do seu Ser.

O aperto psíquico é resultante da pressão exercida pelas garras dos irmãos das sombras apertando o seu centro espiritual.

Portanto, resguarde a sua luz e eleve os pensamentos ao Supremo Ser, fonte de toda vida. De coração aberto ao AMOR QUE TUDO TRANSFORMA, pense
positivamente.

O mestre Jesus estava certo, quando ensinou: “Orai e Vigiai, para não cairdes em tentação.”

PENSE NA LUZ! ENVOLVA-SE NELA! VIBRE A LUZ NA AURA!

* * *

Esses irmãos trevosos, que se insinuam ocultamente nos perímetros energéticos das pessoas encarnadas, não suportam as vibrações mais altas. Na presença de uma aura vibrante e positivada pela força de vontade, e pelo pensamento correto concentrado na melhoria de si mesmo, eles se afastam imediatamente.

No entanto, não se deve fazer essa aceleração vibracional com motivos arrogantes ou de desafio a esses seres infelizes. Querendo ou não, eles também são nossos irmãos e filhos da mesma vida universal. Apenas se engolfaram em emoções pesadas e de difícil resolução. Por isso trafegam pelos desvãos das obsessões, sem se darem conta do quanto se rebaixaram espiritualmente.

Não custa relembrar aos estudantes e trabalhadores espirituais dedicados, o quanto as suas vibrações de amor e ajuda a esses seres infelizes são importantes nos processos de assistência extrafísica. Mediante o aporte das energias potencializadas pelos pensamentos de ajuda, os grupos de socorristas astrais, compostos por espíritos amparadores de várias linhas espirituais, sempre interessados no bem de todos, amparam esses irmãos enfermos e os direcionam para os lugares de cura extrafísica apropriados.

Essa é a maravilha extrafísica que se desdobra diante dos iniciados espirituais de todos os tempos: A LUZ CURA!

Cabe aos iniciados de hoje a manutenção desse trabalho levado a cabo ao longo dos milênios pelos mestres de todas as linhas espirituais: carregar a tocha da espiritualidade acesa em si mesmos!

Não é tarefa de fácil consecução, pois demanda muito esforço na melhoria de si mesmo. Como diz o ditado hermético: “Quem quer mais Luz, que seja Luz!”

E na ampliação dessa luz, sob a forte resolução da consciência de progredir na senda, os seus eflúvios se propagam em todas as direções, e se eles estiverem permeados pelos sentimentos mais nobres do iniciado (estudante e trabalhador dedicado, que pondera e medita em silêncio no “Amor Que Ama Sem Nome”), chegam até esses doentes extrafísicos, melhorando-os e criando as condições vibracionais adequadas para o aporte espiritual dos amparadores na dissolução de suas aflições e intenções confusas.

Para o iniciado, consciente de suas responsabilidades, sua própria melhoria nunca é só para ele mesmo. E não poderia ser diferente! Ele sabe que o que se passa no perímetro de sua vida se propaga para o todo. Por isso ele pensa na Luz irradiando para todos os seres imersos no grande mar da vida universal.

Ele sabe que a Luz cura!

* * *

Ao final desses escritos, onde nos reportamos a importância de vibrar a Luz no contato com os seres infelizes que vagam perdidos na noite dos tempos, pedimos aqueles que carregam a tocha da espiritualidade acesa em si mesmos que continuem mantendo-se dignos na tarefa consciencial que abraçaram. Não esmoreçam nunca! Nem por motivos de incompreensão humana ou por pressões extrafísicas trevosas. Mesmo acicatados por ferrões de maledicência ou por traições inesperadas, permaneçam na senda escolhida.

Os mestres velam secretamente pelos justos e sabem quem é merecedor das benesses divinas. Eles vêem o que se passa no coração de cada um. Eles conhecem as intenções mais secretas do Ser.

São eles que ensinam: “FIEM-SE NA LUZ!”

P.S.: “Ao lembrar-se do Amor Sereno e anônimo que os mestres da consciência emanam continuamente para todos os seres, incondicionalmente, que o seu coração derreta de Amor*.”

(Esses escritos são dedicados a estudantes e trabalhadores dignos, de todos os tempos e linhas espirituais).

Paz e Luz.

- Os Iniciados** -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 09 de junho de 2004, às 17h39min.)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Passes Espirituais


ezequiel_ametista

Paula Calloni de Souza

Os métodos de cura com as mãos ganham cada vez mais adeptos no Brasil e já começam a ser aceitos como complementação eficiente ao tratamento médico convencional.

Para o químico industrial Gilberto Alcoba Marques, de 47 anos, o tratamento com passes foi mais do que uma simples tentativa de cura. Espírita há vinte e cinco anos, ex- fumante inveterado, Gilberto era o que ele mesmo classificou de “papa-passes” típico. Ou seja, aquela pessoa que conhece a doutrina, mas sem grandes aprofundamentos, e apenas procura o bem-estar proporcionado pelos passes em centros espíritas. Até que, por volta de dez anos atrás, durante exames de rotina, veio a notícia: Gilberto tinha um tumor na garganta. Após passar pela orientação do centro espírita que freqüentava, foi encaminhado a um tratamento com passe do tipo P3A. Enquanto isso era acompanhado de perto pelo tratamento médico convencional, tomando medicamentos e fazendo periódicos exames de reavaliação. Um ano após os dois tratamentos, com medicina tradicional e passes, a surpresa: o tumor havia desaparecido.

Em outra área da medicina – a das doenças mentais –, projetos pioneiros que aliam ciência e espiritualidade vêm merecendo atenção redobrada. Nas Casas André Luiz, tem sido acompanhada a evolução de 650 pacientes submetidos aos tratamentos espirituais. Os resultados devem sair em janeiro do próximo ano. Para o diretor técnico e clínico da instituição, o psiquiatra Frederico Leão, “a proposta é exatamente mostrar que as revelações e os conceitos da teoria espírita são demonstráveis do ponto de vista científico. É possível a terapia espiritual andar de mãos dadas com a ciência,o que traz benefícios complementares ao tratamento convencional”.

A aplicação de passes, sempre precedida de uma preleção do Evangelho, é, geralmente, o primeiro contato de ordem prática que se tem dentro de um centro espírita kardecista. Era praticado por Jesus e, no kardecismo, exige quatro anos de preparação. “O passe nada mais é senão a concentração de energias que o médium capta do cosmos, de entidades espirituais superiores e de si mesmo”, explica William Jones, presidente da Instituição Espírita Seara Bendita. Fundada em 1951, por José Klors Werneck, a Seara atende cerca de vinte e cinco mil pessoas por mês.

Ao passar pelo setor de orientação, o indivíduo ganha uma pequena ficha, na qual são prescritos os tipos de passe que deverá tomar e por quanto tempo. O público em geral não entende o que significam tantos números e letras: A2, P3C, P4. Trata-se de uma padronização efetivada pela Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP), que classifica os tipos de passe adequados a cada enfermidade, física ou espiritual. Eles são de dois tipos básicos: o magnético, em que é utilizado fluido do ser humano aplicador; e o espiritual, vindo de entidades desencarnadas evoluídas, capazes de emitir fluidos mais puros e com maior poder curativo. E o que sente um médium que aplica passes? A maioria dos entrevistados revelou o aquecimento das mãos como sensação principal.

Como Agem os Passes?

O perispírito possui centros de recepção de energia ligados ao corpo físico através dos plexos, que, por sua vez, são terminações nervosas ligadas aos diversos sistemas que fazem o organismo funcionar. Energias deletérias vindas do ambiente, de pessoas encarnadas ou desencarnadas ou do próprio corpo mental do indivíduo (pensamentos negativos), podem desequilibrar essas energias, trazendo doenças no plano mental ou físico. O passe pode reequilibrar esses centros de força através da aplicação de fluidos saudáveis.

Alguns fatores parecem ser primordiais na eficácia do tratamento com passes: a fé, a busca pela elevação moral e o aspecto psicológico. Para o psiquiatra Franklin Ribeiro, dirigente do Centro Espírita João Evangelista, no qual trabalha há dezenove anos, o relacionamento que se estabelece entre aquele que procura a casa espírita e os que o acolhem se assemelha ao relacionamento mãe-bebê. Em Missionários da Luz, André Luiz recebe esclarecimentos que definem uma mulher doente que recebe o passe “como a criança frágil sequiosa do carinho materno”. Também Herculano Pires, em Obsessão, Passe e Doutrinação, destaca: “O efeito psicológico resulta dos estímulos provocados no paciente por sua presença num ambiente de pessoas interessadas em ajudá-lo, o que lhe desperta sensação de segurança e confiança em si mesmo”. O dr. Franklin completa: “A minha crença, a crença da pessoa de que aquilo vai funcionar, cria a ligação, e isso a ciência reconhece. Está criado o vínculo entre o passista e o receptor. E, a partir daí, estando a pessoa conectada a uma fonte adequada, a imposição de mãos vai determinar a passagem de energia”. Para ele, a fé é elemento primordial na cura, não importando a que religião pertença o indivíduo.

O dr. Franklin Ribeiro é presidente do Comitê de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina e membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Espírito e Religião (NEPER), do Instituto de Psiquiatria da USP, que foi criado em 1998.

Obstinado, o dr.Franklin Ribeiro informa que o preconceito da ciência em relação aos tratamentos espirituais está sendo vencido. O NEPER se reúne a cada quinze dias no Hospital das Clínicas, em São Paulo, apresentando estudos, teses e debatendo curas espirituais e fenômenos mediúnicos. “O momento é propício para que haja essa aliança entre ciência e espiritualidade, porque nós estamos vivendo uma época em que o materialismo precisa de um contraponto, para que se possa manter o equilíbrio entre os seres humanos”, analisa. “Como médico psiquiatra, o que observei é que o que funciona é a associação entre: abordagem biológica, farmacológica, psicológica e espiritual, sendo que todas elas se complementam. Em nenhum momento se excluem”.

Entre Dois Mundos

Muita gente não sabe, mas as técnicas de cura via passe utilizadas no kardecismo têm alguns pontos em comum com outros tipos de cura de origem oriental, que fazem uma convergência entre dois mundos: Ocidente e Oriente. Na base de todas as curas orientais, estão as ciências esotéricas e antigas escrituras em sânscrito encontradas na Índia, China, Japão e Tibete, que remontam a mais de cinco mil anos. O fluido universal é o mesmo.

São conhecidas no Brasil como “terapias alternativas”. O National Institute of Health, entidade ligada ao governo americano, faz importante distinção entre terapias alternativas e terapias complementares. Lá, o termo “alternativo” é dado aos tratamentos que, supostamente, substituiriam o tratamento médico, o que representa um risco. Já a terapia dita "complementar" é aquela que anda paralelamente ao caminho médico convencional. É vista como salutar na prevenção, na recuperação ou na melhoria das condições de vida dos doentes. O uso corrente do termo “alternativo” como vem sendo feito no Brasil seria, portanto, inadequado.

Entre as práticas complementares indicadas por aquele instituto estariam o reiki, a cura prânica e o johrei, que também se valem do uso e manipulação do chamado “fluido vital” ou “campo magnético” citado pelo autor espírita Salvador Gentile no livro Passe Magnético – Fundamentos e Aplicação.

E as semelhanças de conceito não param por aí. Assim como na cura prânica, os passes espíritas atuam sobre os chamados “centros de força”, conhecidos na literatura hindu como chacras, localizados no perispírito. No livro Entre a Terra e o Céu, o autor André Luiz sublinha a importância  desses centros de força, que são como usinas de recepção e armazenamento de energia espiritual, ligados ao corpo físico por terminações nervosas denominadas plexos. E explica: “(...) Vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estes centros estabelecem para nosso uso um veículo de células elétricas, que podemos definir como um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado”. Na mesma obra, André Luiz exemplifica o chacra coronário, situado no alto da cabeça, que “na Terra é considerado pela filosofia hindu como sendo o lótus de mil pétalas, por ser o mais significativo em razão de seu alto poder de radiações”.

O médico psicoterapeuta e curador prânico, Maurício Angelicola, não se surpreende. E vai além: o mestre Choa Kok Sui, que codificou e sintetizou a cura prânica trazendo-a para o Ocidente em 1987, recomenda a leitura de Allan Kardec como fonte segura de reforma íntima e elevação espiritual. A principal diferença, no entanto, é que a cura prânica não utiliza a energia de entidades superiores desencarnadas. Ela apenas os invoca para proteção do ambiente.

“É inadmissível que um curador prânico não se preocupe com sua própria elevação moral e espiritual, a reforma íntima, essencial também no Espiritismo”, alerta o dr. Maurício, que já deu cursos sobre a técnica para alguns grupos espíritas. “Posso dizer que eles são um segmento que têm muito preparo, têm embasamento teórico e ético”. Outro ponto em comum com o kardecismo é que a cura prânica leva em conta o carma. Em alguns casos, a cura total não é permitida pelo plano espiritual, pois faz parte da evolução do espírito. No entanto, é possível minimizar o sofrimento do doente. “Lidei com alguns doentes de câncer que não puderam se curar, mas através da cura prânica não sofreram os efeitos colaterais da quimioterapia. Mesmo não tendo esperança de sobreviver fisicamente, tiveram uma melhora em sua qualidade de vida”, explica.

Para William Jones, com exceção de casos raros, é impossível curar doenças do carma, pois isto iria contra as Leis Divinas. “Isso tiraria a prova pela qual aquele espírito tem que passar e atrasaria sua expiação. O perispírito, que sobrevive à morte física, é como uma fita magnética em que estão gravados todos os registros das encarnações anteriores. Se um indivíduo fumou demais numa encarnação, pode reencarnar com problemas como bronquite asmática. Isso é, então, uma conseqüência de seus atos anteriores. É uma prova que lhe vai  trazer aprendizado. Para isso não há cura, mas pode ser amenizado através do tratamento espiritual, se houver merecimento”, ensina.

Segundo o dr. Maurício Angelicola, são onze os chacras mais importantes. Eles necessitam de limpeza, energização, e são centros de força que contêm pétalas, raízes, ramificações, teias de proteção, formatação, velocidade, coloração e possibilidade de apresentar excesso ou falta de energia. O fluido é chamado de prana, e a técnica consiste em fracionar ou manipular esse fluido universal em matizes específicos, pois cada um dos chacras tem conexão com as glândulas endócrinas e com os sistemas nervoso, circulatório, respiratório, digestivo, etc. Para Angelicola, tal preocupação com a limpeza e o detalhamento das características energéticas de cada chacra, fazem da cura prânica uma das técnicas mais seguras como tratamento coadjuvante à medicina. À semelhança dos médiuns preparados no kardecismo em instituições idôneas, os curadores prânicos têm de ser saudáveis, não-promíscuos, éticos e devem se abster de vícios como o álcool e o fumo. E são, obrigatoriamente, vegetarianos.

Reiki e Johrei

A preocupação em relação aos hábitos perniciosos e a não-utilização de seres desencarnados nas emissões de fluidos também são a tônica  entre os canalizadores de outro tipo de cura com as mãos, o reiki. Segundo Gilberto Falchi, mestre reiki do Tradicional Sistema Usui, e membro da Reiki Alliance, a utilização desse método remove pouco a pouco a vontade de consumir carne vermelha, álcool e outros elementos considerados tóxicos pela maioria das filosofias espiritualistas. “Reiki é transformação, vai na causa, eleva a energia, muda valores”, diz ele. Atua no nível celular, metabólico e imunológico, despertando um processo de autocura. Também leva em conta as doenças cármicas. Na gravidez, acalma mãe e bebê. Enquanto na cura prânica as aplicações de energia universal são feitas nos chacras e, como nos passes, sem tocar o paciente, o reiki age tocando os seguintes pontos: olhos, têmporas, atrás da cabeça, alto da nuca e peito; altura do estômago, umbigo, abaixo deste, virilha; nas costas, escápula, pulmão, rins e região glútea. São cinco minutos em cada ponto, num total de uma hora (escola tradicional). Diferentemente do passe espírita, que indica uma sessão por semana, o reiki age em terapias compostas por, no mínimo, quatro sessões seguidas, e pode ser aplicado em qualquer lugar por um canalizador. Eis uma diferença crucial também: o passe espírita só deve ser utilizado dentro da instituição espírita, por questão de segurança.

De acordo com Falchi, como a energia cósmica do reiki é pura, ela por si só já higieniza o ambiente e o aplicador. E só flui através de canalizadores que têm o amor e a ética como princípios de conduta. “Por ser uma energia divina, ela não vai se chocar com nenhuma religião, crença ou técnicas. Pelo contrário, conheço espíritas que acreditam que o passe espírita conjugado a uma terapia reiki acelera a resposta do organismo. O reiki aumenta a imunidade natural”. A psicóloga e terapeuta reiki, Valéria Silva de Morais, concorda. Valéria trabalhou durante um ano no Projeto Esperança, dirigido pela Rai Association, com sede na Suíça. O projeto atua na Igreja Santa Edwiges, atendendo moradores da favela Heliópolis, de São Paulo, portadores do vírus HIV. “Percebemos que durante o primeiro ano em que receberam reiki, a carga viral dos aidéticos diminuiu, aumentando a imunidade, com diminuição drástica de doenças oportunistas. Acredito muito no reiki como uma ferramenta de prevenção”.

Para ser um canalizador de reiki é preciso fazer cursos de iniciação. Gilberto Falchi recomenda o sistema original, clássico, que exige quatro iniciações. E conclui: “Ninguém cura ninguém. O canalizador de reiki é portador de uma ferramenta e a disponibiliza para as pessoas”.

Canalizar a energia vital do universo através das mãos também é o princípio de outra técnica, o Johrei. Ao contrário do reiki e da cura prânica, carrega em sim um conceito religioso, “que tem no espiritualismo e no altruísmo as bases essenciais para a concretização de um mundo ideal”. Seu codificador, Mokiti Okada, fundou a Igreja Messiânica Mundial em 1935, no Japão. No Brasil, a Igreja Messiânica chegou em 1955. Objeto de pesquisas na Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, a terapia Johrei demonstrou ser capaz de revitalizar as células NK, responsáveis pela defesa do corpo humano. Após uma oração inicial, em que se coloca como instrumento divino, o ministrante, como é chamado o canalizador, aplica a energia em sessão que dura de dez a trinta minutos. Ambos ficam sentados frente a frente.Não há toque: a distância entre o ministrante e o receptor é de trinta centímetros a um metro. Não é utilizada energia humana. Pode ser aplicada em qualquer lugar e também à distância. Para ser canalizador de Johrei é necessário um curso e a convicção de querer servir ao próximo. Após o curso, o ministrante recebe o ohikari,medalha que deve ser carregada até a altura do plexo solar, através do qual se canaliza a energia.

A Sutil Sukyo Mahikari

Ainda no rol das terapias orientais, a Arte Mahikari merece um capítulo à parte. Fundada no Japão em 1959, pelo mestre Kotama Okada, a Mahikari emprega a energia cósmica através das mãos, denominando-a “Luz da verdade”. Esta energia, também para eles, provém de Deus e é purificadora, capaz de eliminar as essências tóxicas espiritual, mental e física, permitindo a aquisição natural de saúde e prosperidade. Assim como no Johrei, os canalizadores, chamados kumitês, recebem, após um curso de iniciação que dura três dias, uma medalha. Neste caso, ela é denominada omitama, cujo símbolo estaria ligado diretamente a Deus através de ondas espirituais.

Irradiar a "luz espiritual" pela palma da mão é considerada uma arte, denominada Okyome. São vinte e sete pontos ao todo, mas no início são utilizados apenas alguns pontos principais, cuja energização dura cerca de quarenta minutos. Não há limite de sessões por semana, e embora não haja toques constantes, eles são breves e suaves.

A energia atua sutil e gradualmente, auxiliando a elevação espiritual. Discrição  também é característica dos dirigentes do belo templo situado na Vila Mariana, em São Paulo. Nenhum deles quis se pronunciar  oficialmente à revista. “Não tente entender Deus. Sinta-o. Apenas vivenciando o Mahikari, você entende”, dizem. O temor é o de uma massificação e desvirtuamento da técnica, atraindo equivocadamente pessoas não afinizadas com o movimento, atrás de milagres. Que, aliás, nenhuma das técnicas aqui abordadas promete.

Embora não se defina como uma religião, a Sukyo Mahikari tem um altar para reverências e agradecimento a Deus. A constante exigência de curvar-se em reverência, dentro do templo, pode causar um certo estranhamento a um ocidental que chega pela primeira vez. Encontram-se pessoas de todas as raças e credos, tanto aplicando, quanto recebendo. É necessário tirar os sapatos antes de entrar e lavar as mãos em água purificada. Após pequena consulta onde são perguntados dados acerca do modo de vida (a religião não é questionada) e eventuais problemas, somos convidados a receber Okyome. Inicialmente sentados, frente a frente, depois de costas para o canalizador e, por fim, deitados de costas sobre um pequeno colchonete com travesseiro e lençol. Não há som no ambiente, que é espantosamente limpo, com predominância de tons arenosos. O silêncio só é cortado às vezes pelas orações em japonês.

A sensação predominante é a de relaxamento e extrema paz interior. Convidada a acompanhar a reportagem, a médium kardecista de cura, Regina Fernandes, disse ter sentido profunda serenidade no ambiente, principalmente no corredor central. Ao receber a luz espiritual nas costas, onde tem problemas de origem ciática, descreveu: “Foi como se minha coluna estivesse dentro de um tubo de energia. Senti também muito amor e abnegação por parte dos aplicadores. Alguns deles me pareceram até familiares, espiritualmente falando”. Ao final, perguntada se voltaria de novo ao local, respondeu: “Sim, com certeza”.

Para Ieda Uehara, praticante de Arte Mahikari há dezesseis anos, o amor ao próximo é fundamental. “Oração envolve ação. É preciso traduzir gratidão e perdão em atitude”. Segundo acredita, ter saúde é uma conseqüência de ser feliz. “Querer ser feliz, é meio caminho da cura”.

O que se pode concluir de tudo isso? Que a cura está dentro de nós mesmos. Nenhuma das técnicas defendeu, em hipótese alguma, o abandono da medicina tradicional. Em todos os métodos abordados, destacam-se dois elementos principais: a fé de quem recebe, e o amor ao próximo de quem aplica. Gilberto Marques, que se livrou do câncer na garganta, é taxativo: “O que me curou foi a minha fé”. Impressionado com o resultado em sua própria vida, Gilberto quis desenvolver mediunidade de cura. Para tanto, teve que abandonar o vício do fumo, premissa essencial para a formação de todo  médium. “Minha própria doença não me fez parar de fumar. Mas a vontade de servir ao próximo, sim”.

Os Tipos de Passe

C (choque anímico) – doutrinação mais intensa de espíritos perturbadores, através de vibrações que agem como um jato de luz nos corações dos mesmos.

PE – destinado aos assistidos, nos trabalhos de cura, e aos assistentes, como preparação aos trabalhos.

Pasteur 1 (P1 – magnético) – destinado à assistência a perturbações de ordem material.

Pasteur 2 (P2 – magnético) – para as perturbações espirituais e desequilíbrios psíquicos.

P3A (magnético) – perturbações e acidentes materiais graves.

P3C – socorro de emergência, influências espirituais profundas, depressão, estafa, esgotamento, estresse de ordem espiritual e psíquica, queda de padrão vibratório e enfermidades de fundo espiritual.

P3E – perturbações espirituais avançadas, com ação direta sobre obsessores.

Pasteur 4 – para crianças, até 12 anos de idade, cujos tipos de passes se subdividem em:

P4A – indicado para doenças materiais, como as próprias da idade, epidêmicas, de poluição ambiental ou climáticas, por desnutrição, hereditárias ou as causadas por acidentes;

P4B – indicado nas perturbações espirituais, tais como as decorrentes de infestação de ambiente, chamamentos familiares, encarnações completivas e razões cármicas.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Vinagre de Maçã - Remédio Natural




...Afirma o doutor Jarvis que a grande maioria das doenças tem como veículo o próprio sangue impuro, que distribui e deposita constantemente substâncias mortais pelo sistema ao longo dos anos. A purificação do sangue é de fundamental importância para reverter esse processo de endurecimento e envelhecimento precoce das várias estruturas moles do corpo, a pele, o secamento ou calcificação das articulações. Da mesma forma, se não trocarmos o óleo que lubrifica as várias partes do motor de um carro com o tempo a sujeira desse óleo acaba por danificar o motor, assim sucede com nossa saúde porque é bem mais sábio prevenir do que remediar.

Modo de usar o vinagre de maçã natural:


Em um copo, coloque uma colher das de sopa de vinagre de maçã, adicione uma colher das de sopa de mel de abelha, complete com água destilada ou filtrada. Bata bem, até misturar. Tome antes das principais refeições. O vinagre de maçã também pode ser tomado apenas com água.

E qual é a dose necessária? VEJAMOS: diariamente às refeições, ou entre elas, bater bem uma colher das de sopa de vinagre de maçã, com uma colher das de chá de mel de abelha, ou apenas água tomando em seguida. Afirma o doutor D.C. Jarvis que, após três meses desse tratamento, o sangue volta a adquirir a natural acidez dissolvendo o cálcio excedente aderido nas articulações e desobstruindo as artérias e vasos sanguíneos. Paralelamente, a pessoa experimenta uma sensação de bem estar; a digestão é favorecida, produz um sono reparador e o aumento da vitalidade física, combatendo a fadiga crônica. Desaparecem os gases intestinais, o amargor da boca e restabelece-se a energia vital em todo o organismo. Pessoas que sofrem de hemorróidas podem sentir depois de algumas semanas, tomando o vinagre de maçã, o mal regredir até desaparecer. A vista melhora consideravelmente devido ao processo purificador do sangue. Os sintomas de tonturas também desaparecem com a dieta ácida do vinagre de maçã. Ademais, verifica-se um vigoroso crescimento e fortalecimento dos cabelos, como conseqüência também, observa-se um emagrecimento natural, a pele volta a adquirir sua jovialidade e beleza. Os dentes se fortalecem e desaparece o mau hálito. Por outro lado, as pessoas sujeitas a freqüentes dores de cabeça (cefaléias), vêem cessar esses incômodos, tomando duas vezes ao dia, três colheres das de sopa de vinagre de maçã com água e mel, pois isso assegura resultados magníficos, afirma o doutor D.C. Jarvis.

Segundo pesquisas feitas há no vinagre de maçã natural mais de trinta elementos nutritivos fundamentais, mais de uma dúzia de sais minerais e enzimas essenciais e complexos vitamínicos. Igualmente, encontra-se ferro, vitaminas B12, ácido fólico (bom no combate a anemia) e elementos antioxidante, combatem os radicais livres que produzem a decrepitude do corpo. Possui qualidades anti-sépticas (mata os micróbios infecciosos) e antibióticas (contêm bactérias inimigas dos microorganismos deletérios). O vinagre de maçã natural extrai todos os minerais da maçã.

O vinagre de maçã natural é rico em sais de primeira importância para os processos bioquímicos do corpo; entre os quais o ácido málico, que entre outras funções, faz parte do chamado “ciclo de Krebs”, que sintetiza um conjunto de reações bioquímicas responsáveis pela produção de energia no interior das células. Ele ajuda também na absorção dos nutrientes e, ao mesmo tempo, combate bactérias do aparelho digestivo; evita a obstipação, apontada como a principal causa de muitas doenças, pois o vinagre de maçã natural ajuda na eliminação de substâncias tóxicas, produto da má alimentação e poluição ambiental, que se alojam no intestino e fígado. Temos também a pectina que auxilia nos processos digestivos, reduzindo extraordinariamente o colesterol e outras gorduras densas.

O vinagre de maçã natural é altamente diurético, ajuda na eliminação do excesso de líquidos. Possui qualidade antioxidante, antiinflamatória e antibiótica excelentes. O vinagre de maçã natural controla o equilíbrio do pH do sangue e da pele.

O vinagre de maçã natural tem propriedade muito parecida com a química do suco gástrico secretado pelo estômago, e por isso, capaz de matar bactérias nocivas à saúde, facilitando a digestão. Médicos naturalistas recomendam que se faça uso de duas colheres das de sopa de vinagre de maçã natural misturado à água antes ou após as refeições regularmente, para evitar intoxicações alimentares, ou deter um processo de intoxicação em andamento.

Umas das razões da vitalidade do vinagre de maçã, é que ele associa minerais ao potássio: fósforo, cloro, sódio, magnésio, cálcio, enxofre, ferro, flúor, silício e traços de diversos outros. Alguns cientistas como o médico Pires Van Koek atribuem ao vinagre de maçã natural qualidades medicinais miraculosas para a saúde e o recomenda para pessoas que desejam voltar ao seu antigo peso de uma forma natural, e também para a regularização de todas as funções orgânicas deficientes, principalmente devido a uma dieta antinatural. Então, não é novidade que o vinagre de maçã natural tenha conquistado a fama de ser um excelente nutriente, fortificante, depurador do sangue, rejuvenescedor do organismo e excelente emagrecedor. Atualmente há pesquisas sobre a ação do vinagre de maçã natural em doenças mais graves ainda, com resultados surpreendentes e positivos. O vinagre de maçã é benéfico em todas as idades, como elemento preventivo de acúmulo excessivo de cálcio e substâncias terrosas obstrutoras do sistema.



BIBLIOGRAFIA e PESQUISA: “Princípios Ocultos de Saúde e cura”, do original norte-americano: “Occult Principles of Health and Healing” by Max Heindel. Editora Pensamento.
“Agarre suas saúde e não largue mais”, do titulo original norte-americano: FOLK MEDICINE - A Vermont Doctor’s Guide to Good Health – by Dr. DC JARVIS. Vigésima primeira Edição. 1960. Editora Bestseller – Importadora de livros S.A. São Paulo. BR.
“Vinagre de maçã – Uma receita de vida”, do titulo original: “Le Miracle du Vinagre”, do terapeuta holístico G.P. Boutard. Editora Claridade São Paulo. BR.
“Apple Cider Vinegar – Miracle Health System”, of Bragg Health Crusades – America’s Pioneers, by Patricia Bragg N.D., PhD. Health & Fitness Expert. “w.w.w.bragg. com”.
"www.senhorviccino.com.br", fabricante e pesquisador sobre os usos do vinagre e sua ação sobre o corpo humano, desde 1981.