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domingo, 6 de setembro de 2009

Viagem dos Iniciados



Usando agora os sentidos da alma, é bom vocês saberem que, enquanto o sol brilha lá fora, vocês brilham de amor aqui dentro.

É bom saber que vocês estão dando as mãos, estão se abraçando como ontem, e é melhor ainda saber que vocês poderão fazer isso hoje, amanhã, depois e depois...

Como disse o próprio Cristo, "Onde houver dois ou mais em meu nome, aí Eu estarei".

Quantos nós somos agora, em vários planos?

Vocês, nós, outros acima de nós, outros acima desses outros, e indo, indo, até chegar no Criador, acima de todos.

Olhando vocês com os olhos da alma, com os olhos internos, faz-me lembrar de um tempo antigo, e os meus olhos, então, se perdem na imensidão de imagens que estão perdidas há milhares de anos e que se descortinam na minha frente agora: as imagens de um passado distante, fulgurante de espiritualidade, onde em várias encarnações grupos de espíritos estudavam as mesmas coisas que vocês estão estudando atualmente.

Os meus olhos vão para longe e observam a velha Índia. Observam o movimento do rio Ganges, onde milhões de criaturas, através dos séculos, se banham nas suas águas sagradas, águas energizadas por milhares de anos de fé pura, onde, por trás da multiplicidade das formas da Divindade da cultura hindu, a figura de Deus é revestida através de mitos e lendas para melhor compreensão e entendimento.

E nós observamos o florescer do Yoga (1) há cinco mil anos.

Yoga é a união, é respirar o ar, é puxar o prana (2) do ar. É o ar saturado de prana cósmico que vem de uma Fonte Maior. Quando nós o respiramos, na verdade, estamos respirando a Vida, a Vida que o Criador deixou para nós, a Vida que nos interpenetra e que nós absorvemos na respiração. Absorvemos com o pensamento, absorvemos com o sentimento, com a aura e com os chacras.

Essa energia só pode se manifestar corretamente através de auras e de chacras corretamente desenvolvidos, porém o desenvolvimento não é só através da vontade, da disciplina, do esquema, ou do método. É principalmente baseado em amor puro, em sentimento fraterno, é olhar cada chacra com sentimento, e olhar cada aberturinha da sua aura como um pequeno canal que liga o Ser ao mundo exterior, por onde você respira a Divindade, através da energia e através do ar.

E eu olho para trás e vejo os milhares de yogues através de séculos fecundando o solo da Índia de espiritualidade, germinando sementes para o futuro, futuro que é agora. Vemos, então, a plantação das sementes que viriam a gerar as árvores da sabedoria milenar entre os hindus.

Os meus olhos vão mais acima e enxergam a cadeia montanhosa dos Himalaias com os seus montes nevados, suas cavernas iluminadas por gerações e gerações de yogues que tentaram, através de práticas ascéticas, abrir o canal para fazer uma ligação com a Vida Suprema, que é a Vida da gente.

E o meu olhar, perdendo-se na imensidão da antiga Índia, dos Himalaias e do Tibete, o meu olhar feliz vê o florescimento de vários super-homens que foram canal dessa força Crística através dos séculos: Bábaji, Láhiri Mahásaya, Kabir, Ramakrishna, Mahavira, Ramananda e RamaYanda.

O meu olhar ultrapassa os Himalaias e agora observa a China imemorial, observa o florescer da técnica da manipulação das energias, observa o florescer do Zen, observa o crescimento do Budismo, observa gerações de monges meditando, meditando e meditando... buscando a ligação com essa força Crística.

Observo o florescer do Taoísmo, de um filosofia calcada em valores reais, valores de luz e observo também os outros super-homens, canais da força Crística: Fo-Hi, Lao-Tsé, Confúcio – e da velha China brilha o ouro, o ouro da energia, uma energia dourada.

Desvio novamente o meu olhar pelo passado e vejo a velha África com suas savanas, seus animais, suas florestas e seu povo inocente, mas rico em tradições. Observo os africanos ancestrais produzindo rituais, usando os elementos da natureza, e observo uma palavra crescer na egrégora (3) da África: MAGIA – a habilidade de extrair as forças da natureza e se servir delas como canal.

Como canal dessa energia, todo aquele que desenvolve esse potencial para o progresso é chamado e dignificado de Mago Branco.

O meu olhar vai para a parte superior da África, ao encontro das velhas pirâmides do Egito, ao encontro com o Deus Amon-Rá, o Deus-Sol, ao encontro com a manifestação trina de Osíris, Ísis e Hórus, ao encontro com a sabedoria de Hermes Trismegisto, Inhotep e Amenófis. E observo o desenvolver da técnica do desenvolvimento da projeção astral dentro dos templos e das pirâmides.

Observo também o florescer de técnicas antigas de mediunidade.

E dos antigos iniciados do Egito, da África, da Índia, do Tibet, do Himalaia e da China, eu vejo brotar LUZ.

E o meu olhar agora passa pela Europa e atravessa o Atlântico e olha as Américas.

Passo pela América do Norte e vejo os rituais das tribos Peles-Vermelhas tentando fazer uma integração com o Deus Sol, tentando capturar o prana através de rituais específicos e através de tradições riquíssimas, baseadas na força da Mãe-Terra e no entendimento do coração das Leis da Natureza.

Meu olhar espiritual vai descendo e capta as imagens da América Central. Vejo o florescer dos Maias e dos Astecas. Vejo novamente a tentativa de querer integrar-se com a Força Crística através do sol, a fonte de luz e de prana que dá Vida a este Planeta.

Meu olhar vai descendo para a América do Sul e o tempo segue girando na minha frente, e eu vou me encontrando agora perto do presente. Vejo o florescimento da tribo Tupi-Guarani, herdeira dos Atlantes perdidos, que navegaram e foram parar no centro da América do Sul, mesclando-se com os índios daquela região, gerando a tribo Tupi-Guarani, que também cultuava o Deus Sol como fonte de luz e, por sua vez, esse Sol que é a Vida da Vida e a Vida da Terra, esse Sol que é apenas a manifestação externa da força Crística e a sua materialização em forma de luz, calor e vida.

E o meu olhar finalmente pára no presente, agora na direção do Atlântico Sul, no Brasil, trazendo todas essas imagens do passado, de gerações de iniciados que trabalharam pela preservação da chama espiritual. Eu vejo agora centenas de iniciados antigos reencarnados no Brasil.

E o meu olhar projeta lágrimas de sentimento, de alegria e de satisfação de saber que vocês não esqueceram da iniciação que vocês já passaram, de saber que vocês estão resgatando a sabedoria antiga do Amor e da Espiritualidade.

- Rama -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A Encarnação e o Sexo




Pergunta - Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher? Resposta: - Isso pouco lhe importa.

O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.

Item n° 202, de "O Livro dos Espíritos".

 

A homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação.

Observada a ocorrência, mais com os preconceitos da sociedade, constituída na Terra pela maioria heterossexual, do que com as verdades simples da vida, essa mesma ocorrência vai crescendo de intensidade e de extensão, com o próprio desenvolvimento da Humanidade, e o mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie, somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade ao respeito e à atenção devidos às criaturas heterossexuais.

A coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos, para se erguerem como agentes mais elevados de definição da dignidade humana, de vez que a individualidade, em si, exalta a vida comunitária pelo próprio comportamento na sustentação do bem de todos ou a deprime pelo mal que causa com a parte que assume no jogo da delinqüência.

A vida espiritual pura e simples se rege por afinidades eletivas essenciais; no entanto, através de milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.

O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta.

A face disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina para a masculina ou vice versa, ao envergar o casulo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos, em que pese ao corpo de formação masculina que o segregue, verificando-se análogo processo com referência à mulher nas mesmas circunstâncias.

Obviamente compreensível, em vista do exposto, que o Espírito no renascimento, entre os homens, pode tomar um corpo feminino ou masculino, não apenas atendendo-se ao imperativo de encargos particulares em determinado setor de ação, como também no que concerne a obrigações regenerativas.

O homem que abusou das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de uniões construtivas e lares diversos, em muitos casos é induzido a buscar nova posição, no renascimento físico, em corpo morfologicamente feminino, aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos, e a mulher que agiu de igual modo é impulsionada à reencarnação em corpo morfologicamente masculino, com idênticos fins.

E, ainda, em muitos outros casos, Espíritos cultos e sensíveis, aspirando a realizar tarefas específicas na elevação de agrupamentos humanos e, conseqüentemente, na elevação de si próprios, rogam dos Instrutores da Vida Maior que os assistem a própria internação no campo físico, em vestimenta carnal oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente se definem.

Escolhem com isso viver temporariamente ocultos na armadura carnal, com o que se garantem contra arrastamentos irreversíveis, no mundo afetivo, de maneira a perseverarem, sem maiores dificuldades, nos objetivos que abraçam.

Observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual.

E para que isso se verifique em linhas de justiça e compreensão, caminha o mundo de hoje para mais alto entendimento dos problemas do amor e do sexo, porquanto, à frente da vida eterna, os erros e acertos dos irmãos de qualquer procedência, nos domínios do sexo e do amor, são analisados pelo mesmo elevado gabarito de Justiça e Misericórdia.

Isso porque todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam na intimidade da consciência de cada um.

Psicografia : Francisco Cândido Xavier Livro : Vida e Sexo