Mostrando postagens com marcador Samurai. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Samurai. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Os Samurai



Os samurai (palavras japonesas não aceitam o “s” no plural) existiram durante o período feudal da história do Japão.

Guerreiros de todas as culturas são treinados para demonstrar coragem diante da morte. O que tornou os samurai únicos é que eles freqüentemente escolhiam morrer. Se derrotados em batalha, ou desgraçados por outra falha, a honra exigia um suicídio, num ritual denominado “Hara-quiri” ou “Seppuku”. Mas a morte não podia ser rápida ou indolor. O samurai fincava a sua espada pequena no lado esquerdo do abdômen cortando então a região central do corpo e terminava por puxar a lâmina para cima, o que provocava uma morte lenta e dolorosa que podia levar horas ou até dias. Ao lado do suicida ficava um amigo, que portava também uma espada. Se o samurai demonstrava que não estava suportando a dor, o seu amigo fazia-lhe um corte em seu pescoço de modo a deixar sua cabeça pendendo, para que este morresse de vez. Geralmente o ritual também era assistido por familiares.

A morte, nos campos de batalha quase sempre era acompanhada de decapitação. Por causa disso, os samurai perfumavam seus elmos com incenso antes de partirem para a guerra, para que isso agradasse o eventual vencedor. A cabeça do derrotado era como um troféu, uma prova de que ele realmente fora vencido. Samurai que matavam grandes generais eram recompensados pelos daimyo, que lhe davam terra e privilégios.


Ao tomar conhecimento desses fatos, os ocidentais geralmente avaliam os samurai apenas como guerreiros rudes e de hábitos grosseiros, o que não é verdade. Os samurai virtuosos sabiam amar tanto as artes como a esgrima. Eles sabiam ler, escrever, muitos eram cultos, faziam poemas, pintavam e esculpiam. Algumas formas de arte, como o ikebana (arte dos arranjos florais), também eram consideradas por eles, artes marciais, porque trabalhavam a mente e as mãos.

Para o samurai, viver é estar preparado para a morte, é saber morrer, mas a virtude suprema para o bushido era a lealdade. O samurai era educado para servir. Servir com lealdade, prontamente, incondicionalmente. Literalmente, samurai significa “aquele que serve”. A lealdade é levada a um nível supremo pelos samurai.

Os hábitos de conduta e princípios de comportamento dos samurai foram se formando e se definindo com o passar dos tempos, mas já estavam claramente configurados em 1192, início do Perído Kamakura. Esse perfil ético apenas se acentua, sem mudar, nos séculos seguintes.

Os samurai e seu modo de vida foram oficialmente abolidos nos primeiros anos de 1870. Não havia necessidade para os homens lutadores, para os guerreiros, para os samurai.

Um descendente direto de samurais, numa entrevista recente afirmou:

“O homem que procura o desenvolvimento espiritual, que mantém seus princípios, que se dedica ao bem comum, é solidário, ético e sobrevive em meio às maiores dificuldades, é um samurai. O samurai é antes de tudo um homem digno, independente da sua raça, credo ou do local onde tenha nascido”.

-Ujio-

Para quem quiser ver como fica o nome em escrita japonesa esse site é bem legal, dá pra copiar a imagem com sua palavra diagramada, o chato é que fica a tradução das sílabas em baixo, mas nada que um Photoshop não elimine... ou até no Paint mesmo...

Fonte:  http://blogdosamuraiurbano.blogspot.com/

O Sábio Samurai


Perto de Tóquio, vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar Zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulos, apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação. Esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para observar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo e aumentar sua fama.

Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho e sábio samurai aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade. Lá, o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos que conhecia, ofendendo, inclusive, seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho sábio permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro desistiu e retirou-se.

Desapontados pelo fato de o mestre ter aceitado tantos insultos e tantas provocações, os alunos perguntaram: — Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que poderia perder a luta, ao invés de se mostrar covarde e medroso diante de todos nós?

Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? — perguntou o Samurai.


A quem tentou entregá-lo — respondeu um dos discípulos.

O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos — disse o mestre. — Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a serenidade, só se você permitir!