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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Kundalini, A Enroscada

 


Kundalini é uma energia muito controversa, cheia de mistérios e lendas a sua volta. O ser humano encarnado tem como fonte básica energética o prana (chi, éter, fluido universal, etc) por onde ele absorve a energia sustentadora e mantenedora da vida. O absorvemos principalmente pela respiração e pelos chacras, notavelmente o cardíaco. Também existe uma energia divina que absorvemos diretamente pelo chacra coronário. Essa energia é de uma natureza mais sublime e sutil do que o próprio prana,  é a energia cósmica.

Além delas, existe ainda uma energia criadora e sustentadora das formas, que vêm do centro da Terra (geoenergia) e a absorvemos pelos chacras inferiores (planta dos pés por exemplo) e a condensamos na base da coluna, no chacra básico. Essa energia é de um aspecto quente e extremamente vermelha assemelhando - se a lava vulcânica, é a kundalini. Kundalini é um termo sânscrito que quer dizer "a enroscada", devido à forma como ela se condensa na base da coluna e pela sua forma de fluir, lembrando uma serpente, devido a isso é muitas vezes chamada de "serpentina de fogo".

A Kundalini se condensa em torno do chacra básico e através de exercícios yogues específicos ela é estimulada, ascendendo por dentro do nádi Sushumna que corre por dentro da coluna vertebral. Ao contrário do que muitos pensam, a Kundalini não sobe pelos dois nádis em volta do Sushumna, Ida e Pingala. Ida e Pingala são nádis por onde circula - se prana e eles começam nas narinas, descendo pela coluna (ao redor do sushumna) distribuindo prana e vitalidade por todo corpo. Ida e Pingala são nádis de "descida", sushumna é um nádi de "subida".

Mas hoje em dia, vemos uma “banalização” e desvirtuamento quando o assunto é kundalini. Todo mundo quer "ascender" kundalini e se iluminar, seja qual for o custo, como se fosse simples como “acender” um foguete no chacra básico. Não querem saber de evoluir conscientemente, apenas querem os "poderes" que a Kundalini traz. Esquecem que despertar kundalini significa despertar a consciência. Jesus, Buda e Krishna nunca fizeram exercícios para despertar Kundalini, mas com certeza a tinham desperta, apenas por suas consciências luminosas e seu corações amorosos.

Kundalini também nada tem a ver com sexo. Existe muito desvirtuamento hoje nas tântricas práticas de despertar da kundalini...  

Quando o neófito busca a força da energia da kundalini, ele depara - se com três "nós", que metaforicamente significam, três barreiras que existem dentro do canal sushumna. O primeiro “nó” encontra - se no chacra básico. Ele impede que a Kundalini flua e irrigue diretamente os chacras superiores. Esse nó é desfeito quando o corpo precisa de mais energia kundalini, para sustentar seu desenvolvimento. Quer desatar esse nó? Busque evoluir!

Depois a energia Kundalini encontra uma segunda barreira,  no chacra cardíaco. Para desfazer - se esse nó, é necessário o desenvolvimento dos sentimentos virtuosos e do verdadeiro amor, o incondicional. É uma barreira que faz você primeiro desenvolver o equilíbrio e o brilho emocional para poder direcionar de forma sábia e correta a força kundalínica.

Por último, a terceira barreira encontra - se no chacra frontal, última barreira para a kundalini chegar até o topo do chacra coronário. Para desfazer - se desse nó é necessário o desenvolvimento da chamada consciência cósmica. É estar desperto e equilibrado em todos os sentidos da vida, transcendendo as limitações humanas.

Portanto a Kundalini é desperta através da evolução como espírito imortal e consciência  divina. Aquele que desperta e faz a kundalini fluir diretamente até o chacra coronário, são espíritos com grandes habilidades, competências, genialidade , etc. Mas o mais importante é que para todo esse potencial seja dado um bom uso, sempre com discernimento, luz e amor.   

(Sepe que tem às vezes uns "espirros" kundalínicos, mas para ascender kundalini falta muito, rs! ...) 



Por Fernando Sepe

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A Ação do Pensamento e seus benefícios terapêuticos


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A ação do pensamento sobre o corpo é poderosa, ademais considerando-se que este último é o resultado daquele, através das tecelagens intrincadas e delicadas do perispírito (seu modelador biológico), que o elabora mediante a ação do ser espiritual, na reencarnação.

Assim sendo, as forças vivas da mente estão sempre construindo, recompondo, perturbando ou bombardeando os campos organo-genéticos responsáveis pela geração dos caracteres físicos e psicológicos, bem como sobre os núcleos celulares de onde procedem os órgãos e a preservação das formas.

Quando mais consciente o ser, mais saudáveis os seus equipamentos para o desempenho das relevantes tarefas que lhe estão reservadas. Há exceções, no entanto, que decorrem de livre opção pessoal, com finalidades específicas nas paisagens da sua evolução.

O pensamento salutar e edificante flui pela corrente sanguínea como tônus revigorante das células, passando por todas elas e mantendo-se em harmonia no ritmo das finalidades que lhes dizem respeito. O oposto também ocorre, realizando o mesmo percurso, perturbando o equilíbrio e a sua destinação.

Quando a mente elabora conflitos, ressentimentos, ódios que se prolongam, os dardos reagentes, disparados desatrelam as células dos seus automatismos degeneram, dando origem a tumores de vários tipos, especialmente cancerígenos, em razão da carga mortífera de energia que as agride.

Outras vezes, os anseios insatisfeitos dos sentimentos convergem como força destruidoras para chamar a atenção nas pessoas que preferem inspirar compaixão, esfacelando a organização celular e a respectiva mitose, facultando o surgimento de focos infecciosos resistentes a toda terapêutica, por permanecer o centro desencadeador do processo vibrando negativamente contra a saúde.

Vinganças disfarçadas voltam-se contra o organismo físico e mental daquele que as acalenta, produzindo úlceras cruéis e distonias emocionais perniciosas, que empurram o ser para estados desoladores, nos quais se refugia inconscientemente satisfeito, embora os protestos externos de perseguir sem êxito o bem-estar, o equilíbrio.

O intercâmbio de correntes vibratórias (mente-corpo, perispírito-emoções, pensamentos-matéria) é ininterrupto, atendendo aos imperativos da vontade, que os direciona conforme seus conflitos ou aspirações.

Idéias não digeridas ressurgem em processos enfermiços como mecanismos auto-purificadores; angústias cultivadas ressumam como distonias nervosas, enxaquecas, desfalecimentos, camuflando a necessidade de valorização e fuga do interesse do perdão; dispepsias, indigestões, hepatites originam-se no aconchego do ódio, da inveja, da competição malsã -geradora da ansiedade - do medo, por efeito dos mórbidos conteúdos que agridem o sistema digestivo, alterando-lhe o funcionamento.

O desamor pessoal, os complexos de inferioridade, as mágoas sustentadas pela autopiedade, as contrariedades que resultam dos temperamentos fortes de constantes atritos com o organismo, resultando em cânceres de mamas (feminino), da próstata, taquicardia, disfunções coronarianas, cardíacas, enfartos brutais...

Impetuosidade, violência, queixas sistemáticas, desejos insaciáveis respondem por derrames cerebrais, estados neuróticos, psicoses de perseguição...

O homem é o que acalenta no íntimo. Sua vida mental expressa-se na organização emocional e física, dando surgimento aos estados de equilíbrio como de desarmonia pelos quais se movimenta.

A conscientização da responsabilidade imprime-lhe destino feliz, pelo fato de poder compreender a transitoriedade do percurso carnal, com os olhos fitos na imortabilidade de onde procede, em que se encontra e para a qual ruma. Ninguém jamais sai da vida.

Adequando-se à saúde e à harmonia, o pensamento, a mente, o corpo, o perispírito, a matéria e as emoções receberão as cargas vibratórias benfazejas, favorecendo-se com a disposição para os empreendimentos idealistas, libertários e grandiosos, que podem ser conseguidos na Terra graças às dádivas da reencarnação.

Assim, portanto, cada um é o que lhe apraz e pelo que se esforça, não sendo facultado a ninguém o direito de queixas, face ao princípio de que todos os indivíduos dispõem dos mesmos recursos, das mesmas oportunidades, que empregam, segundo seu livre-arbítrio, naquilo que realmente lhes interessa e de onde retiram os proventos para sua própria sustentação.

Jesus referiu-se ao fato, sintetizando, magistralmente, a Sua receita de felicidade, no seguinte pensamento: - A cada um será dado segundo as suas obras.

Assim, portanto, como se semeia, da mesma forma se colherá.

Por Joanna de Ângelis & Divaldo Franco; Autodescobrimento (Ed. LEAL)