Provérbio Sufi
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Parábola Sufi - O Caminho do Conhecimento
Era uma vez uma mulher que tinha ouvido falar da Fruta do Paraíso. Ela a desejou.
Assim ela perguntou a um certo dervixe, a quem chamaremos de Sabar: “Como faço para encontrar essa fruta, para que eu possa alcançar o conhecimento imediato?”
“Seria mais prudente que estudasse comigo”, disse o dervixe. “Mas se não o fizer, você terá de viajar pelo mundo com muita resolução e as vezes sem descanso.”
Ela o deixou e procurou outro, Arif, o Sábio; depois se encontrou com Hakim, o Sensato; depois com Majzub, o Louco; depois com Alim, o Cientista. E muitos mais. Um depois do outro incessantemente.
Trinta anos se passaram em sua busca. Por fim, ela chegou a um jardim.
Lá estava a Árvore do Paraíso, e de deus galhos pendia a brilhante Fruta do Paraíso.
De pé, abaixo da árvore, estava Sabar, o primeiro dervixe. “Por que não me disse que você era o guardião da Fruta do Paraíso quando nos encontramos pela primeira vez?”, perguntou ela irada.
“Porque você não teria acreditado em mim, além disso, a árvore produz fruto apenas uma vez a cada trinta anos e trinta dias.”
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Parábola Sufi - O Pêssego
Um Mestre Sufi contava sempre uma parábola no final de cada aula, mas os alunos nem sempre entendiam o seu significado.
- Mestre, - perguntou um deles, certo dia - tu contas-nos contos mas nunca nos explicas o que significam.
- As minhas desculpas. - disse o Mestre - Como compensação, deixa-me que te ofereça um belo pêssego.
- Obrigado, Mestre - disse o discípulo, comovido.
- Mais ainda: como prova do meu afecto, queria descascar-te o pêssego. Permites que o faça?
- Sim, muito obrigado. - disse o discípulo.
- E, já que tenho a faca na mão, não gostarias que eu cortasse o pêssego em pedaços, para que te seja mais fácil comê-lo?
- Sim, mas não quero abusar da tua generosidade, Mestre…
- Não é um abuso; sou eu que me estou a oferecer. Quero apenas agradar-te. Permite-me também que mastigue o pêssego antes de to oferecer…
- Não, Mestre! Não gostaria que fizesses isso! - queixou-se o discípulo, surpreendido.
O Mestre fez uma pausa e disse:
- Se vos explicasse o sentido de cada conto, seria como dar-vos de comer fruta mastigada.
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